Política

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Veja como foi a entrevista com Guilherme Boulos na sabatina de 2° turno do Estadão

Candidato a prefeito pelo PSOL nas eleições 2020, Boulos respondeu sobre temas como Orçamento participativo, GCM e transporte



O candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, foi entrevistado nesta quarta-feira, 18, em sabatina do Estadão. Boulos, que tem Luiza Erundina como vice, disputa o segundo turno das eleições 2020 com o prefeito Bruno Covas (PSDB), que será sabatinado nesta quinta-feira, 19, pelo Estadão.

 

Líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Boulos recebeu apoio do PT no segundo turno, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu votos para o “companheiro” do PSOL nas redes sociais. O apoio de Lula, no entanto, é tratado com cuidado pela campanha de Boulos, que busca evitar que Covas use o antipetismo como ativo eleitoral.

 

No primeiro debate do segundo turno das eleições municipais de São Paulo, na rede CNN, tanto Bruno Covas quanto Boulos se esquivaram da associação com padrinhos. Enquanto Boulos evitou responder sobre o apoio de Lula, Covas fez o mesmo em relação ao governador João Doria (PSDB).

 

Filho dos infectologistas Maria Ivete e Marcos Boulos, o candidato a prefeito pelo PSOL tem trajetória de militância. Aos 19, decidiu trocar a casa dos pais, em Pinheiros, bairro de classe média alta, para viver com os sem-teto em um acampamento em Osasco, Grande São Paulo. Atualmente, o candidato mora no Campo Limpo, fato que ressaltou durante a campanha.

 

O resultado do primeiro turno das eleições 2020, porém indicou que os bairros onde Boulos teve melhor desempenho concentram eleitores com mais renda e maior escolaridade. São eles Pinheiros (31,89%), Bela Vista (29,66%) e Perdizes (29,45%). Agora, Boulos aposta no tempo de TV para se tornar mais conhecido nas franjas da cidade, e disputa o apoio da periferia com Covas para chegar ao Palácio do Anhangabaú.

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  • 14h38

    18/11/2020

    O Estadão Verifica checou a sabatina com Guilherme Boulos (PSOL). O candidato citou dados imprecisos sobre pesquisas Datafolha, mas acertou números sobre efetivo de Guarda Municipal e corredores de ônibus. Veja o resultado aqui.

  • 14h35

    18/11/2020

    BOULOS ESTIMA EM R$ 29 BI CUSTO DO SEU PROGRAMA DE GOVERNO EM QUATRO ANOS. 

    O candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, afirmou, durante sabatina do ‘Estadão’ nesta quarta-feira, 18, que suas propostas prioritárias custariam cerca de R$ 29 bilhões ao longo dos quatro anos. Ele se comprometeu a contratar mais funcionários públicos, entre médicos, guardas civis e procuradores do município. Entre outras metas, apresentou a construção de mais corredores de ônibus, como o da Avenida Belmira Marin, na Zona Sul, e de até 100 mil casas populares. Leia mais aqui. 

    Foto: Reprodução

    Foto: Reprodução

  • 14h10

    18/11/2020

    Termina a sabatina com Guilherme Boulos (PSOL).

     

    Bruno Covas (PSDB), atual prefeito de São Paulo e adversário de Boulos no segundo turno, será entrevistado amanhã às 13h.

  • 14h10

    18/11/2020

    Vera: "Pesquisa do Instituto Paraná, divulgada ontem, mostra que 47,9% dizem que não votariam no senhor. A que o senhor atribui essa rejeição?"

     

    Boulos: "Eu atribuo sobretudo ao preconceito. Muita gente me conhece pelas fake news que recebe pelo WhatsApp, pelas mentiras dos meus adversários. A partir de sexta, vou pular dos 17 segundos na televisão para 10 minutos. Eu tenho certeza que isso vai ser capaz de reduzir uma eventual rejeição e também para que as pessoas compreendam e tenham empatia. No domingo, 70% das pessoas disseram não à contitinuidade do programa Bruno Covas e João Doria. Quando os debates engatarem, eu tenho certeza que a onda da virada e da esperança que foi feita na semana passada, vai se repetir."

  • 14h09

    18/11/2020

    Estadão Verifica: Boulos disse que o saldo da dívida ativa do município era de R$ 130 bilhões, o que é verdade. De acordo com relatório do Tribunal de Contas do Município, a Prefeitura tinha R$ 130.327.456 a receber até 31 de dezembro de 2019.

  • 14h07

    18/11/2020

    Boulos: "Vou focar só em uma proposta de participação popular: Orçamento participativo. Eu vou recuperar em São Paulo. Quem melhor sabe qual é o problema de cada região, de cada área, é quem mora lá. Quem sabe as prioridades de Sapopemba é quem mora lá. Quem sabe os problemas de Pinheiros é quem mora lá. E pode ser por via digital, aplicativos, seguras e que queremos implementar além das discussões presenciais. Para mim, isso vai ser uma prioridade."

  • 14h06

    18/11/2020

    Eric Messa, coordenador do curso de Publicidade da Faap, por vídeo:

    “Candidato Guilherme Boulos, todos nós sabemos do crescente interesse dos jovens pela política e pelo debate sobre políticas públicas. Queria que você falasse um pouco sobre suas ideias em relação a participação popular na construção de planos e projetos dentro da Prefeitura, e se por acaso você tem medidas que pretende implementar, caso seja eleito, para estimular essa participação popular no dia a dia da Prefeitura.”

  • 14h05

    18/11/2020

    Galhardo: "A quais programas você se refere (nesse cálculo)?"

     

    Boulos: "O problema, para o nosso projeto, não é falta de recursos. Os nossos principais programas: renda solidária, que é o programa que vai atender até 1 milhão de famílias, vai custar R$ 14 bilhões em quatro anos. Frentes de trabalho: vamos abrir 50 mil vagas na Prefeitura, vai custar R$ 3,8 bilhões em quatro anos. Gratuidades no transporte: estudantes, desempregados, mulheres com criança de colo, vai custar algo em torno de R$ 4 bi em quatro anos, mas isso depende da taxa de desemprego na cidade. Essa é a estimativa a partir da taxa atual. A contratação de médicos: contratando 5.800 profissionais médicos, para atuar nas periferias, vai custar R$ 1,6 bi em quatro anos. As novas creches: a nossa previsão é constuir 200 creches com capacidade de até 130 crianças em cada uma, vai custar R$ 772 milhões em quatro anos. Só vou citar moradia popular, que é uma área muito cara para mim: nossa pretensão é fazer 100 mil moradias, priorizando o regime de mutirão, vai custar aproximadamente R$ 4,1 bi em quatro anos. Somando, ainda, a abertura de hospitais, aumento do funcionamento de UBSs para noite e finais de semana, e o trabalho das casas solidárias para a população em situação de rua, são esses os nossos trabalhos prioritários."

  • 14h00

    18/11/2020

    O Orçamento de SP entra no centro do debate. 

     

    Você sabe como estão as contas da cidade para o próximo prefeito? Leia aqui.

     

    Foto: Daniel Teixeira/Estadão

    Foto: Daniel Teixeira/Estadão

  • 14h00

    18/11/2020

    Galhardo: "Uma das críticas que se fez da sua campanha no primeiro turno é em relação aos valores. Quero saber se agora o senhor vai enfrentar os questionamentos sobre o impacto orçamentário das suas propostas."

     

    Boulos: "Nós fizemos esse estudo para saber qual é o custo dos nossos programas e de onde vamos tirar esse dinheiro. O custo dos programas de investimento, dividido pelos quatro anos, vai dar R$ 29 bilhões. Nos quatro anos. Esses R$ 29 bilhões vamos tirar, primeiro: existem R$ 19 bilhões em caixa na Prefeitura. Aproximadamente R$ 8 bi está vinculado a Fundos. Parte dos investimentos vem desses fundos. Consideremos de R$ 10 a R$ 11 bi para investimento. Segundo, vamos retomar a taxa de investimento que a cidade tinha pré-Doria e Covas. A taxa de investimento dos quatro anos Doria-Covas, é pouco mais da metade da taxa do Haddad, muito menor que a taxa de investimento do Kassab. Eu vou retomar a taxa anterior que foi de R$ 20 bi, nos quatro anos. Só isso já daria os R$ 30 bilhões. Uma terceira fonte vai ser a cobrança da dívida ativa da cidade."

  • 13h59

    18/11/2020

    Estadão Verifica: Boulos disse que a gestão de Bruno Covas fez menos de 4 km de corredores exclusivos de ônibus, o que é verdade. De acordo com o relatório de metas da Prefeitura de São Paulo, foram 2,68 km na Avenida Cecília Lottenberg. Outras duas obras estavam em andamento. Somando corredores e faixas exclusivas de ônibus, eram 14,88 km.

  • 13h57

    18/11/2020

    Godoy: "Desde 2016 até 2019, o número de passageiros do sistema de ônibus de São Paulo vem caindo, e isso tem impacto na conta. Como o senhor pretende sustentar o sistema? O senhor pretende reformular contrato com as empresas?"

     

    Boulos: "Eu acho que a gente tem que ir um pouco mais a fundo e perguntar por que o número de passageiros está caindo. O número diminui porque o sistema não tem a qualidade que deveria ter. Uma pesquisa mostrou que 70% das pessoas estariam dispostas a trocar o transporte individual pelo coletivo se tivesse condições melhores para ela. É por aí que a gente tem que começar, até para aumentar o número de passageiros na cidade. O metrô é uma responsabilidade do governo do Estado, e que não cumpre. Agora, os ônibus são da Prefeitura. Um dos pontos é melhorar a velocidade, por meio dos corredores de ônibus. O governo do Doria e do Covas tinha a previsão de gastar R$ 1,5 bi. Gastaram R$ 300 milhões. Fizeram menos de quatro quilômetros de corredor. Uma coisa é corredor, outra é faixa exclusiva. Eu vou investir em corredores. A nossa previsão é fazer 120 km de corredores, terminando, inclusive, os que não foram terminados. Existe um bônus de superlotação; as empresas recebem mais pelo número de passageiros. O contrato atual abre essa possibilidade. A forma de remuneração da prefeitura tem que ser por quilômetro rodado, não por número de passageiros. Esse vai ser o meu foco. Não vou aumentar tarifa. O que eu vou fazer é botar lupa nos contratos do transporte. A Ernest&Young estimou que seria possível reduzir em R$ 400 milhões por ano, 10% do subsídio desse ano, só sanando irregularidades e desvios. Só em viagens que tão previstas, elas ganham um sublucro de R$ 365 milhões por ano."

  • 13h52

    18/11/2020

    Estadão Verifica: Boulos afirmou que o efetivo da Guarda Municipal de São Paulo é menor que o do Rio, o que é verdade. O efetivo da GM-Rio era de 7.312 guardas em 2019, e o da GCM, de 6.106 no mesmo ano.

  • 13h52

    18/11/2020

    Boulos criticou a verba destinada à obra no Anhangabaú. 

    Foto: Tiago Queiroz/Estadão

     Foto: Tiago Queiroz/Estadão

  • 13h50

    18/11/2020

    Boulos: "A primeira coisa que eu vou fazer é chamar a Sabesp numa mesa. Pela constituição, a concessão do serviço de água e esgoto é municipal, e a prefeitura concede para a Sabesp. Em São Paulo, é onde está a maior parte das despesas da Sabesp. A Sabesp cobra taxa de esgoto até em regiões onde ela não trata o esgoto. Eu vou cobrar para que a Sabesp cumpra o seu papel, trate o esgoto e traga o fornecimento de água. A segunda é ampliar o investimento em urbanização e saneamento. Eu estive na favela do Vietnã e é um cenário devastador. É um símbolo da desigualdade em São Paulo. Não posso aceitar que a Prefeitura gaste R$ 100 milhões para reformar o Anhangabaú, gaste R$ 200 milhões pra reformar calçada."

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