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Veja como foi a entrevista com Filipe Sabará na sabatina do Estadão

Com candidatura garantida por liminar contra decisão de seu partido, Filipe Sabará foi o quinto entrevistado na série de sabatinas do 'Estadão' nas eleições 2020

 

O candidato do partido Novo à Prefeitura de São Paulo, Filipe Sabará, foi o entrevistado desta quarta-feira, 21, da série de sabatinas do Estadão com os 11 nomes que disputam as eleições 2020 na capital. O empresário chegou a ser suspenso em setembro pela própria sigla, mas conseguiu retomar sua campanha após liminar concedida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

 

Sabará sustenta a tese de que foi retirado da disputa por divergências dentro do partido em relação ao apoio a Jair Bolsonaro. A punição, no entanto, se deu após denúncia de inconsistências em seu currículo acadêmico - o candidato dizia ser aluno de pós-graduação da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), o que a instituição negou.

 

O candidato do Novo coleciona, ainda, outras duas polêmicas na corrida eleitoral deste ano: a omissão, na declaração à Justiça Eleitoral, das cotas em uma empresa de cosméticos, além da declaração de que Paulo Maluf teria sido o melhor prefeito que a capital paulista já teve.

 

A sabatina teve mediação da colunista do Estadão Eliane Cantanhêde e dos repórteres Bruno Ribeiro e Pedro Venceslau, além de representantes da academia e de entidades da sociedade civil.

 

Além de Sabará, já participaram das sabatinas: Bruno Covas (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Celso Russomanno (Republicanos) e Arthur do Val (Patriota).

 

A próxima candidata da série será Joice Hasselmann. Abaixo, confira a ordem das entrevistas, definidas em sorteio que contou com a presença de representantes das campanhas.

 

Próximas sabatinas:

22/10 - Joice Hasselmann (PSL)

23/10 - Marina Helou (Rede)

29/10 - Márcio França (PSB)

30/10 - Jilmar Tatto (PT)

03/11 - Orlando Silva (PCdoB)

04/11 - Andrea Matarazzo (PSD)

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  • 16h20

    21/10/2020

    Checamos a sabatina de Filipe Sabará no Estadão. O candidato do Novo à Prefeitura de São Paulo errou o valor da passagem de ônibus e os nomes das autarquias municipais. Veja o resultado aqui. 

  • 15h51

    21/10/2020

    SABARÁ CRITICA AMOÊDO E DIZ QUE NOVO BARRA TRANSFERÊNCIA DE RECURSO PARA CAMPANHA. 

    Durante a sabatina do Estadão, Sabará disse que membros da Comissão de Ética do partido ligadas a Amoêdo têm investigado denúncias contra ele “de forma totalmente parcial”. Leia aqui. 


    Foto: Reprodução

     

    Reprodução

  • 15h30

    21/10/2020

    Verifica: Sabará disse que há um "recorde de taxa de juro baixa", o que é verdade. A taxa de 2%, anunciada pelo Banco Central em agosto, é o menor juro básico já registrado no Brasil.

  • 15h30

    21/10/2020

    Eliane encerra a sabatina. 

  • 15h29

    21/10/2020

    Pedro: "Terminada a eleição, o senhor fica no Novo?"

     

    Sabará: "Não sei dizer. Acho que é uma discussão para depois das eleições. Eu gosto muito da proposta do Novo, do Estatuto. O que não concordo é caciquismo. A gente ainda tem. quando você discorda, por exemplo, do Amoêdo, tem gente que vem te perseguir. Não concordo que você tenha uma Comissão que a mesma que acusa, julga. Não sei o que vai acontecer. Respeito muito os parlamentares do Novo, os candidatos a vereador. Aliás, peço voto para eles."

     

    Eliane: "O Novo deve fazer oposição ou situação?"

     

    Sabará: "Valorizar o que está sendo bom e criticar o que está sendo ruim. O que não dá é para ficar criticando o tempo todo, isso eu sou contra."

  • 15h29

    21/10/2020

    Verifica: Filipe Sabará afirmou que não existem irregularidades em seu currículo. No entanto, este foi o argumento utilizado pelo Partido Novo para proibi-lo de fazer campanha pela sigla e ele é alvo de um processo da Comissão de Ética Partidária da sigla.

     

     A questão foi parar na Justiça Eleitoral, que decidiu no último dia 18 que o candidato não feriu as regras do partido. No entanto, a decisão não validou as informações fornecidas no currículo de Sabará. O juiz Marco Antonio Martin Vargas, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, disse que "não é possível saber qual currículo foi apresentado", uma vez que as duas partes enviaram currículos diferentes. Apesar disso, o juiz considerou que a questão tratava de controvérsias internas do partido, que podem e devem ser resolvidas pelos diretórios regional ou nacional.

     

    Sabará já estava em campanha, uma vez que decisão liminar do Tribunal Superior Eleitoral concedeu a autorização.

  • 15h27

    21/10/2020

    Bruno: "Seu plano prevê atrelar pagamento aos professores aos resultados das avaliações. Os professores das escolas menos bem avaliadas, que em geral ficam na periferia, vão ganhar menos?”

     

    Sabará: "Claro que não. A metodologia é por professor, e não por resultado da escola. A ideia é que seja análise individualizada. São R$14 bi na pasta da Educação, mas esse dinheiro não chega ao ensino. Estudo do Todos pela Educação diz que 88% dos alunos do fundamental não sabem o básico de matemática. Se a gente coloca meritocracia, conseguimos melhorar."

  • 15h24

    21/10/2020

    Eliane: "Já que o senhor é do Novo e se declara liberal, quero saber mais sobre sua reforma administrativa, como ficam os funcionários?"



    Sabará: "Reforma administrativa é fundamental. Sou favorável a uma reforma que traga meritocracia, porque os bons funcionários públicos têm que ser valorizados. Essa reforma administrativa focada em valorizar os bons traz mais ganhos. O que a população quer é que os serviços funcionem. Hoje, os próprios funcionários se avaliam. Isso precisa mudar. A outra parte, que tem a ver com as subprefeituras, é trazer quadros técnicos. A reforma administrativa que nós propomos é mais estratégica no sentido de fazer funcionar o que tem. Na reforma administrativa tem que incluir os funcionários públicos municipais. Eu aprendi nos EUA que lá, onde se diz que há uma flexibilidade maior para os servidores, eles também têm uma segurança. O importante no setor público é a continuidade. Mas eles precisam ser cobrados."

  • 15h22

    21/10/2020

    Verifica: O candidato afirmou que uma passagem de ônibus na cidade de São Paulo custa R$ 3,70. Ele errou. Segundo a SPTrans, o preço da tarifa em dinheiro é de R$ 4,40.

  • 15h21

    21/10/2020

    Verifica: Filipe Sabará afirmou que Minas Gerais é o Estado com menos mortes por covid-19 no País, o que não é verdade. De acordo com o Ministério da Saúde, foram 8.483 óbitos em Minas, número que só é menor que os registrados em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Pernambuco. 

     

    Por outro lado, a mortalidade por coronavírus em Minas Gerais (número de pessoas que morreram em decorrência da doença a cada 100 mil habitantes) é de 40,1, a menor do País. Santa Catarina (41,7), Paraná (43,7) e Rio Grande do Sul (47,9) têm taxas de mortalidade semelhantes.

  • 15h19

    21/10/2020

    Pedro: "Quanto custa uma passagem de ônibus em SP? Quantas secretarias existem na cidade e autarquias? Quantos professores na rede pública municipal?"



    Sabará: "O preço da passagem de ônibus tá R$ 3,30, foi aumentado para R$ 3,70, na verdade é R$ 3,70 para a prefeitura. Infelizmente o que aconteceu nesse ano é que a Prefeitura mudou o custo sem avisar, é muito ruim isso. Eu sou favorável à parceria da prefeitura com as empresas, então não sou contra subsídio, mas precisa estar correta essa conta e precisa ser transparente. São 60 mil profissionais de educação na rede municipal e são 1 milhão de alunos, mais ou menos. Secretarias oficiais são 23, o prefeito Bruno Covas criou criou especiais, e cada hora ele cria uma. Então hoje tem em torno de 28 secretarias aqui em São Paulo. Autarquias não existe transparência."

  • 15h15

    21/10/2020

    Problemas no transporte público afetam a saúde dos paulistanos. Entenda, neste especial do Estadão, os entraves da área na cidade.

     

    Foto: Daniel Teixeira/Estadão

    Daniel Teixeira/Estadão

  • 15h15

    21/10/2020

    Sabará: "Com relação à questão da moradia no plano de governo, (que Bruno havia perguntado), digo que a gente precisa de investimento privado para resolver a questão da habitação. A própria população ter renda para construir sua habitação. Hoje não existe recurso na prefeitura para zerar a fila de habitação. Como resolve? Renda. Tem que fomentar renda para a população. Todos nós que temos renda vamos atrás da nossa habitação, e aí a fila vai zerando."

  • 15h14

    21/10/2020

    Sabará: "É levar a economia para a periferia, já tenho feito isso, quando fui presidente do Fundo Social criei a Praça da Cidadania, que capacita pessoas. Os negócios crescendo nas periferias, as pessoas tendem a se deslocar menos. Isso tem que ser feito junto com o adensamento urbano no centro, e para isso você tem que revisar o plano diretor para que a moradia seja mais barata no centro. Para melhorar esse deslocamento, o trabalho tem que estar mais próximo de onde as pessoas moram. Claro que tem que revisar os contratos com as empresas de ônibus para ver se a quantidade contratada está nas ruas. O mais inteligente é levar o crédito barato para a periferia."

  • 15h12

    21/10/2020

    O que é preciso mudar para tornar as cidades mais sustentáveis? Neste especial do Estadão, especialistas comentam o que torna uma metrópole mais sustentáveis.

     

    Foto: Daniel Teixeira/Estadão

    Daniel Teixeira/Estadão

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