Política

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Veja como foi a entrevista com Bruno Covas na sabatina de 2° turno do Estadão

O prefeito e candidato à reeleição pelo PSDB respondeu sobre temas como impostos, articulação política e gestão da pandemia



Atual prefeito e candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB) foi entrevistado nesta quinta-feira, 19, em sabatina do Estadão. Covas, que tem Ricardo Nunes (MDB) como seu vice, disputa o segundo turno nas eleições 2020 com Guilherme Boulos (PSOL), que foi sabatinado ontem pelo Estadão.

 

Bruno Covas foi vice de João Doria  (PSDB) na Prefeitura de São Paulo e assumiu o comando do Executivo municipal quando Doria se lançou para o governo do Estado, em 2018. Por causa da pandemia de covid-19, a dupla adotou medidas restritivas na gestão municipal e estadual.

 

Enquanto a gestão de João Doria registra uma avaliação negativa da ordem de 50% entre os paulistanos, Covas viu um aumento em sua avaliação positiva, segundo os últimos levantamentos do Ibope. Durante a campanha das eleições 2020, quando questionado sobre o apoio do padrinho, Covas recorreu a um arsenal fixo. “Não tenho problema de esconder o apoio do Doria, mas o candidato sou eu”, repetiu o prefeito em diversas oportunidades.

 

Filiado ao PSDB desde os 17 anos, Covas tem DNA tucano. Mudou-se de Santos para São Paulo em 1995 para morar com o avô, o então governador Mário Covas, na ala residencial do Palácio dos Bandeirantes. Mário Covas, que morreu em 2001 vítima de um câncer, foi relembrado pelo prefeito na propaganda eleitoral. Bruno Covas está em tratamento de um câncer descoberto no ano passado. 

 

Alvo de críticas por ter recebido o apoio de Celso Russomanno (Republicanos) no segundo turno, Covas busca vestir um figurino social-democrata. Os questionamentos ao prefeito vieram até do youtuber Felipe Neto, que tem se pronunciado contra os candidatos apoiados por Jair Bolsonaro. Russomanno era o candidato de Bolsonaro na capital, mas fracassou nas urnas.  Bruno Covas reiterou na sabatina as críticas ao presidente. Segundo o mais recente levantamento do Ibope, Bruno Covas tem 47% das intenções de voto. Guilherme Boulos aparece com 35%.

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Atualizar
  • 14h59

    19/11/2020

    Checamos a sabatina do Estadão com Bruno Covas no segundo turno.

    O prefeito citou dados imprecisos sobre o atendimento médico de paulistanos durante a pandemia do novo coronavírus. Veja o resultado aqui. 

  • 14h36

    19/11/2020

    'SE FOR REELEITO, SÓ VOLTO A SER CANDIDATO EM 2026', DIZ COVAS.

    O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, Bruno Covas, prometeu terminar o mandato caso seja reeleito e que, neste caso, só será candidato novamente em 2026. Durante a sabatina do Estadão, ele rebateu a possibilidade de concorrer ao governo estadual nas próximas eleições – caminho tomado pelos últimos dois tucanos que ocuparam o cargo, José Serra e João Doria. Ao longo da entrevista, ele reforçou seu discurso a favor da responsabilidade fiscal e evitou se comprometer com a manutenção do preço atual da tarifa de ônibus em 2021. Leia mais aqui. 

    Foto: Reprodução

    Reprodução

  • 13h59

    19/11/2020

    Bombig encerra a sabatina com Bruno Covas.

  • 13h58

    19/11/2020

    Estadão Verifica: O prefeito afirmou que Guaianases tem a fila de espera de creche zerada, o que é verdade, de acordo com relatório de setembro da Prefeitura. No entanto, o distrito não é o único da cidade. Barra Funda, Bela Vista e Marsilac também não têm alunos na fila de espera por vagas.

  • 13h58

    19/11/2020

    Adriana: "O senhor assumiu uma secretaria quando foi eleito vice. O senhor vai dar cargo para Ricardo Nunes (MDB), seu vice?"

     

    Covas: "Doria não me prometeu secretaria. Eu não prometi para Ricardo Nunes. Não faz sentido discutir isso agora. Se eu for vitorioso, vamos discutir sobre 2021."

  • 13h56

    19/11/2020

    Pedro: "O senhor não fala muito da esquerda. A onda antipetista acabou?"

     

    Covas: "Esse é o meu estilo. Nunca fiz esse tipo de discurso. O importante é a gente manter o próprio estilo. A população não aceita que a pessoa não mantenha a coerência. Eu era assim como deputado e vou ser assim como prefeito ou candidato."

  • 13h55

    19/11/2020

    Bombig: "Esta é uma campanha elogiada pelo cidadão pelo nível. O senhor se compromete neste reta final com o nível apresentado?"

     

    Covas: "Não vou fazer discurso de ódio, de raiva, não vai ter 'brunominions' na internet. Vamos continuar no alto nível. Vamos comparar currículos, programas, propostas e o respeito ao adversário. Uma atuação republicana. Ele só está no 2º turno porque representa uma parcela da população. Eu tenho que ouvir as pessoas. Estamos fazendo uma campanha limpa e propositiva, mostrando divergências sem apelar."

  • 13h53

    19/11/2020

    Adriana: "Doria já dizia que iria cobrar os devedores da cidade. Ele queria securitizar a dívida. O que foi feito de 2017 para cá?"

     

    Covas: "Mesmo com as dificuldades, ampliamos em 25% a recuperação da dívida ativa na cidade. Chegamos a R$ 6,2 bilhões em quatro anos. Usamos inteligência para a cobrança da dívida ativa. Usamos tecnologia para buscar esses recursos com devedores passíveis de cobrança. Tem que focar nos que têm recursos para pagar o que devem"

  • 13h51

    19/11/2020

    Estadão Verifica: O prefeito Bruno Covas afirmou que ao final da gestão Haddad havia 12 Centros Educacionais Unificados (CEUs) e 12 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) com construções não concluídas ou paradas. Isso é verdade. A construção dos 12 CEUs foi retomada no final de 2018, após dois anos de interrupção. Em relação às UPAs, 15 unidades começaram a ser construídas na gestão Haddad, mas somente três foram entregues.

  • 13h51

    19/11/2020

    Pedro: "Sobre o IPTU, seu adversário pretende aumentar as faixas de isenção e aumentar o imposto dos imóveis mais caros. O senhor acha que é viável?"

     

    Covas: "O IPTU já é progressivo. Não dá para falar em aumento de carga tributária mesmo que para uma parcela da sociedade. Estamos numa crise. Podemos ter um cenário de médio e longo prazo com mais tranquiliade para falar de refinanciamento das parcelas atrasadas deste ano. Meu compromisso é não aumentar imposto na cidade de São Paulo. Vou me comportar assim."

  • 13h49

    19/11/2020

    Conforme mostrou o Estadão, neste momento, indícios de mais casos de covid-19 preocupam Paraisópolis

     Foto: Alex Silva/Estadão

    Foto: Alex Silva/Estadão

  • 13h48

    19/11/2020

    Celso Athayde, fundador da Cufa, faz pergunta por vídeo: O que você fez para as favelas no período em que governou e quais são seus projetos para esse território e para essas pessoas?"

     

    Covas: "Agradeço ao Celso que foi nosso parceiro na Taça das Favelas. Aumentamos as equipes da Saúde da Família, reduzimos a fila de cheche, a menor fila é Guaianases. Temos R$ 900 mil no orçamento do ano que vem para tratar de reurbanização de favelas. Temos uma série de ações que passam por várias secretarias que queremos ampliar."

  • 13h44

    19/11/2020

    Pedro: "Você recebeu muitas doações de representantes do setor imobiliários. Essas empresas não podem ser contempladas no plano diretor?"

     

    Covas: "Não precisa esperar plano diretor para ver como eu pauto minhas decisões. A ação da prefeitura se pauta em ouvir diferentes setores. Minha única promesas de campanha é dialogar. Não há ação feita de forma enviesada. Quero ouvir todo mundo, mas tomar decisão de acordo com o que for melhor para a cidade, não para o setor A ou B. As doações não influenciam minhas tomadas de decisão"

  • 13h43

    19/11/2020

    Estadão Verifica: Covas acerta número de leitos por habitantes na Capital. O prefeito disse que atualmente a cidade de São Paulo possui 19,5 leitos para covid-19 por 100 mil habitantes e que esse número já chegou a 31/100 mil hab. A informação está correta, segundo dados do governo estadual. A Capital chegou a ter 32 leitos de UTI covid-19 por 100 mil habitantes entre os dias 21 e 24 de junho. Atualmente esta taxa é de 19,4/100 mil hab.

  • 13h43

    19/11/2020

    Estadão Verifica: O prefeito voltou a falar que viabilizou 85 mil vagas em creches, mas esse número ainda não se concretizou. A Prefeitura prevê criar esse número de vagas até o final de 2020, mas ainda não concretizou a promessa. A diferença no número de crianças matriculadas em creches entre dezembro de 2016 e setembro de 2020 é de 73.333, segundo os dados mais recentes da gestão municipal. O Estadão Verifica já checou essa alegação duas vezes e a assessoria de Bruno Covas argumentou que houve um salto de matrículas em setembro e outubro.

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