Ao Vivo - Debate ao vivo: TV Record recebe os candidatos à Presidência

'Estado' acompanha, minuto a minuto, o penúltimo encontro entre os presidenciáveis antes da votação do primeiro turno

Os principais candidatos à Presidência da República nas eleições 2018 se encontram neste domingo, 30, para o penúltimo debate antes da votação do primeiro turno. Realizado pela TV Record, o evento não tem a presença do candidato Jair Bolsonaro (PSL), primeiro colocado em pesquisas de intenção de voto. Bolsonaro recebeu alta do hospital Albert Einstein, em São Paulo, neste sábado, 29, após se recuperar de um ataque a faca que o deixou internado por mais de três semanas.

Este é o terceiro debate com a presença de Fernando Haddad (PT). Além do petista, participam os presidenciáveis Ciro Gomes (PDT)Geraldo Alckmin (PSDB)Marina Silva (Rede)Alvaro Dias (Podemos)Henrique Meirelles (MDB)Guilherme Boulos (PSOL) e Cabo Daciolo (Patriotas).

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Encerramos aqui a cobertura do debate entre os presidenciáveis nas eleições 2018 realizado pela TV Record. Obrigado.

Candidatos do centro se uniram contra PT e Bolsonaro no penúltimo debate do 1° turno. Saiba mais

Ao fim do debate, Ciro criticou Haddad. "Arrogância é típica de um grande amigo dele, o Fernando Henrique Cardoso". 

Na última semana antes do primeiro turno das eleições presidenciais, Geraldo Alckmin (PSDB) fez um apelo para que eleitores se "unam" contra os radicalismos representados, segundo ele, por Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

Sem decolar nas pesquisas, o tucano reforçou sua aposta de crescimento na reta final. "Esta semana é que vai mudar a eleição; sempre nas últimas eleições, é a última onda aquela que vale; vamos unir o Brasil", disse Alckmin, no terceiro bloco do debate entre presidenciáveis realizado pela TV Record.

O tucano tentou novamente vincular a imagem do PT à de Jair Bolsonaro, candidato do PSL na disputa. “Queria chamar a atenção de vocês para como os radicais são parecidos. O PT votou contra o Plano Real, Bolsonaro também. O PT votou contra a quebra do monopólio de comunicação, o Bolsonaro votou igual. O PT votou contra a quebra do monopólio do petróleo, Bolsonaro também”, disse Alckmin.

Em uma resposta indireta a Alckmin, Marina Silva relacionou o PSDB com o quadro polarizado entre PSL e PT. "O projeto autoritário do Bolsonaro foi chocado no ninho da polarização do PT e do PSDB. Não venham agora dizer que vão unir o Brasil", declarou.

Haddad continuou sendo alvo de adversários no terceiro bloco do debate. Alvaro Dias (Podemos) criticou o PT por propor reduzir impostos e, durante o governo, ter ficado "ao lado dos banqueiros". (Daniel Weterman e Cristian Favaro)

O debate da Record foi o mais politizado até aqui, faltando uma semana para a eleição. Henrique Meirelles, Ciro Gomes, Marina Silva e Geraldo Alckmin fizeram uma espécie de pacto silencioso para um discurso em coro contra a polarização do pleito entre dois extremos, com Jair Bolsonaro e Fernando Haddad.

 

Com maior ou menor ênfase retórica, clamaram para que não se vote com ódio, para os riscos democráticos e para a economia e apelaram à reconciliação do País. Como Bolsonaro estava ausente, ele foi alvo de críticas, mas Haddad foi mais fustigado – apanhou até de Guilherme Boulos e do Cabo Daciolo. Ciro foi quem se saiu melhor, enfrentando o petista e cobrando sua polêmica proposta de Constituinte. / Vera Magalhães, do BR18. 

 

Meirelles: "A programação eleitoral tem sido um ringue. Todos brigando contra todos. Tivemos aqui até um pouco de delírio. Minha briga é outra. Já mostrei que o que interessa é resultado. É isso que vamos oferecer. Vou usar confiança que conquistei para trazer emprego, crescimento e renda para o Brasil. Isso é o que interessa. Não interessa aos brasileiros ver essa guera. Interessa aos brasileiros paz, crescimento e renda para todos". 

Daciolo: "Glória a Deus. Eu acredito em sinais. Sete dias. Acredito em avivamento. Creio que estamos diante de uma guerra espiritual. Sei quais são nossos adversários. Satanás, pega tudo que é seu e saia da nação brasileira. O Brasil que eu quero é um Brasil sem a Rede Globo pregando ódio, mentira, hipocrisia, aprendendo a trabalhar como a Record, levando amor em suas novelas". 

Marina: "Entrei nessa campanha para oferecer a outra face. Para a face da mentira, a verdade. Para a da preguiça, o trabalho. Uma casa dividida não tem como subsistir. Agora é um campeonato de quem vai unir o Brasil, quando eu falava todo mundo estranhava. E eu estou aqui para dizer que vou unir o Brasil. Tenho uma excelente equipe.  Nós vamos governar o Brasil unidos para ter País justo que seja bom para todo mundo". 

Boulos: "O Brasil exige coragem. Naquela cabine, vai estar você e sua esperança de mudar o Brasil. Tenha certeza de que estaremos juntos para derrotar o atraso. Primeiro turno é momento de votar no que acredita, de fortalecer a mudança que tem visão nova para o Brasil. Eleição não é corrida de cavalo, que escolhe quem está em primeiro lugar. Dia 7, vote contra privilégios. Ele não". 

Ciro: "Eu queria me dirigir a meu irmão e minha irmã que ainda não se decidiu, a você que vota contra alguém ou contra um partido, a você que vota no Bolsonaro porque não quer o PT, a quem vota no PT porque não quer o Bolsonaro. Eu entendo, do fundo do meu coração. Mas se isso continuar acontecendo a certeza é que essa crise vai se aprofundar. Nosso País não aguenta. Não sou PT nem antiPT. Examine meu programa, examine minha vida. Peço oportunidade para unir nossa pátria. Sou o candidato menos rejeitado, a segunda opção de todos. Venço Haddad e venço Bolsonaro no segundo turno. Mas para isso preciso do seu voto no primeiro turno". 

Alvaro Dias: "Durante todo meu itinerário, trabalhei para receber o respeito do povo do meu Estado. Obtive votações recordes, imaginei que pudesse obter o respeito de todo Brasil. Por isso vim para esta campanha imaginando que seria o encontro do Brasil com a verdade. Nosso desejo é iniciar um novo tempo de austeridade, de responsabilidade pública, de ética na administração do País. Hoje, me sinto à vontade para pedir seu voto, porque estou convicto que, juntos, podemos mudar o Brasil para melhor". 

Haddad: "Vejo futuro do Brasil com brasileiros com espíritos desarmados. A imagem que vislumbro é a carteira de trabalho na mão assinada e com livro na mão. Não com armas. No tempo que vivemos com o presidente Lula, as pessoas eram felizes. Viveram momento em que País criou 20 milhões de empregos. Abrimos portas das escolas técnicas, das universidades para os jovens. Quem está reeducando é a mulher brasileira, foi pedir paz, democracia, exigir os seus direitos. Tenho certeza que votando 13 Brasil vai voltar a ser feliz de novo". 

Alckmin: "Esta semana é decisiva. Você vai decidir o futuro do nosso País. As grandes viradas ocorrem no final. Nós entendemos que: nem o radicalismo do Bolsonaro nem do PT. Eles não. Estamos juntos para unir o Brasil. Para retomar emprego, melhorar segurança pública. Vai surgir um Brasil das urnas com paz, prosperidade,  com emprego, um Brasil da fraternidade". 

Cada candidato pode falar diretamente com o eleitor neste momento. 

Bastidores: Ao responsabilizar os partidos dos candidatos Fernando Haddad (PT) e Henrique Meirelles (MDB) pela crise, Cabo Daciolo (Patriota) arrancou gargalhadas da plateia do debate da Record TV.Não foi a única vez, no entanto, que o candidato do Patriota chamou a atenção da plateia. Depois de fazer uma longa introdução sobre os planos da primeira semana de governo, em caso de ser eleito, Daciolo arrancou risadas da plateia quando mudou de assunto e questionou Ciro Gomes (PDT) sobre o fundo eleitoral.Houve até a tentativa de uma salva de palmas, acompanhada somente da claque de Daciolo. (Mateus Fagundes / Estadão / Foto: Nelson Almeida / AFP)

 

Nelson Almeida / AFP
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