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Debate na Band dos candidatos a prefeito de SP em 2020: veja como foi

Siga cobertura em tempo real do primeiro encontro entre os principais nomes nas eleições para Prefeitura de São Paulo

O primeiro debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo, transmitido nesta quinta-feira, 1º, pela TV Band, seguiu o roteiro mais tradicional das campanhas políticas.


Os 11 participantes tentaram se apresentar aos eleitores e marcar posição em relação aos competidores, por meio de ataques e suas principais propostas. Líder da última pesquisa do Ibope, publicada pelo Estadão na semana passada, Celso Russomanno (Republicanos) foi o alvo preferencial e tentou deixar clara sua ligação com Jair Bolsonaro ao se apresentar como o “único candidato que tem amizade com o presidente”.

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  • 01h45

    02/10/2020

    Encerramos aqui a nossa cobertura do primeiro debate entre candidatos à prefeitura de São Paulo. Obrigado pela audiência!

  • 01h24

    02/10/2020

    No primeiro debate entre os candidatos à prefeitura, o candidato Celso Russomanno (Republicanos) se associou ao presidente Jair Bolsonaro e virou o alvo preferencial das perguntas. Veja como foi a participação do candidato no encontro.

  • 01h20

    02/10/2020

    "Cardápio à disposição do eleitorado é generoso. Tem candidato antipolítico e a antítese paz e amor. Amigo e opositor ao presidente. Liberal, conservador e progressista." Leia mais na análise do cientista político Rafael Cortez

  • 01h16

    02/10/2020

    Candidatos a prefeito de São Paulo citaram dados falsos e distorceram fatos no debate. Veja nesta matéria as checagens do Estadão Verifica em relação a temas como a votação da Lei de Ficha Limpa e o rombo no orçamento da Prefeitura.

  • 01h01

    02/10/2020

    Resumo do quinto bloco

     

    No quinto e último bloco do primeiro debate entre candidatos à Prefeitura de São Paulo, realizado pela Band, a maioria dos candidatos citou nomes que consideram “puxadores de voto” de segmentos do eleitorado. Guilherme Boulos (PSOL), citou o nome da vice de sua chapa, Luiza Erundina, ex-prefeita da capital paulista. Andrea Matarazzo (PSD) citou o nome da sua família, a família Matarazzo, de conhecidos empresários e industriais. O prefeito Bruno Covas (PSDB) citou o nome de seu avô, Mário Covas, morto em 2001, que foi governador do Estado. Jilmar Tatto (PT) citou o ex-prefeito Fernando Haddad e o ex-presidente Lula.

     

    “Há 30 anos, uma mulher nordestina foi candidata a prefeita de São Paulo. Ela ganhou e foi a melhor prefeita que São Paulo já teve e agora é a minha vice”, disse Boulos, que também falou em “BolsoDoria”, expressão que aproxima o presidente Jair Bolsonaro do governador João Doria (PSDB), atualmente inimigos políticos.

     

    Filipe Sabará, que vem sendo alvo de questionamentos internos de seu partido, o Novo, voltou a pedir voto para os candidatos a vereador da legenda. “São 34 pessoas extremamente qualificadas. Nada se faz sem a câmara municipal”, disse. 

     

    Marina Helou (Rede), em suas considerações finais, se apresentou como opção para “sair da mesmice” e defendeu a necessidade de se ver o acesso a internet como direito.

     

    Orlando Silva (PCdo B) ressaltou as suas origens humildes. “Eu sei o que é escola pública, o que é trabalhar com 13 anos de idade. Quero fazer o plano emergencial de emprego e renda para a cidade”, disse. 

     

    Márcio França (PSB) Voltou a salientar que concluiu seus mandatos. “Tudo que nós combinamos, nós cumprimos”, disse. Defendeu geração de emprego e criação de crédito para pequenos empresários.

     

    Joice Hasselmann criticou todos os demais candidatos. “Se você votar neles, o dinheiro da prefeitura vai sumir pela incompetência, covardia ou corrupção”, afirmou.

     

    Russomanno voltou a defender sua proposta do auxílio paulistano, mas não citou novamente o presidente Bolsonaro nas considerações finais. 

     

    Oriundo do YouTube, o deputado estadual Arthur do Val (Patriota) encerrou com frases de efeito: “Enquanto a gente debate aqui tem gente na rua, fazendo cocô no chão”.

  • 00h45

    02/10/2020

    Retificação: O Estado contestou afirmação do prefeito Bruno Covas de que a fila por vagas em creches foi zerada pela gestão tucana. A frase do prefeito no debate, porém, foi essa: "Quando assumimos a Prefeitura de São Paulo, tinhamos 11 mil crianças aguardando fila na pré-escola da cidade de São Paulo. É uma outra fila que o PT nos deixou, além das 60 mil crianças aguardando vaga em creche. Nós zeramos essa fila aqui na cidade no nosso primeiro ano de gestão". Segundo a assessoria de Covas, ao dizer que zerou a fila, o prefeito se referiu à educação infantil, e não a creches.

  • 00h43

    02/10/2020

    Rafael Cortez: Em boa medida, o candidato Andrea Matarazzo faz estratégia oposta à de Márcio França. França aposta em posição mais moderada. Matarazzo faz fortes críticas à Prefeitura, buscando de alguma maneira crescer nas pesquisas por meio de uma mobilização mais conservadora, com destaque às críticas decorrentes das decisões tomadas no âmbito da pandemia, especialmente no ponto de vista da abertura do comércio.

  • 00h42

    02/10/2020

    Candidatos fazem último discurso no debate da Band

     

    Marina Helou (Rede) se associa à ex-presidenciável Marina Silva (Rede) e se coloca como opção "diferente" entre os candidatos de São Paulo.

     

    O candidato Filipe Sabará (Novo) diz que, apesar de ser novo na política, tem duas experiências em política pública. Defende votos na bancada do partido.

     

    Guilherme Boulos (PSOL) destaca gestão da vice-candidata Luiza Erundina na prefeitura de São Paulo e faz discurso "anti-BolsoDoria". 

     

    Arthur do Val (Patriota) diz que pretende recuperar o "orgulho" na cidade e que a capital "é locomotiva do Brasil e deve continuar sendo".

     

    Celso Russomanno (Republicanos) diz que vai criar Centros Municipais de Games para atender atletas da periferia, criar o chamado "auxílio paulistano" e fazer São Paulo "mais humana". 

     

    Márcio França (PSB) destaca o fim do auxílio emergencial de R$ 600 no próximo ano e defende a criação de empregos e oportunidades, além de criar crédito para que as pessoas voltem a empreender.

     

    Joice Hasselmann (PSL) ataca velha política e diz que novatos não têm "musculatura" para enfrentar o que deve ser enfrentado em São Paulo.

     

    Andrea Matarazzo (PSD) lembra o histórico da família na cidade e de "todos os empregos que deu". Defende que tem experiência para transformar São Paulo.

     

    O atual prefeito Bruno Covas (PSDB) destaca aprendizado com avô, Mário Covas, trajetória na política e realizações de seu mandato em São Paulo.

     

    Jilmar Tatto (PT) recorda todos os seus cargos públicos na cidade, como secretário de abastecimento e, posteriormente, dos transportes. Menciona o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-prefeito Fernando Haddad.

     

    Orlando Silva (PcdoB) fala de conhecimento da periferia e do racismo, além da implementação do plano emergencial de emprego e renda. 

  • 00h31

    02/10/2020

    Resumo do quatro bloco

     

    No quarto bloco de debate, o candidato Celso Russomanno (Republicanos) seguiu como o mais visado entre os concorrentes. Orlando Silva (PCdoB), Guilherme Boulos (PSOL) e Márcio França (PSB)criticaram sua proximidade com o presidente Jair Bolsonaro, que Russomanno tem usado como trunfo para resolver problemas da cidade ao longo do programa. 

     

    Após Russomanno dizer que vai renegociar a dívida da cidade através de sua relação com o governo federal, Orlando disse que o tema não é tão simples quanto parece, e trouxe críticas ao próprio governo Bolsonaro. 

     

    "O dinheiro público tem de ser tratado publicamente, não é dinheiro do Queiroz, não dinheiro da rachadinha, tem de ter regra", disse Orlando. "A renegociação da dívida tem de ser aprovada peloo Senado, não é o presidente da República que resolve essa questão." 

     

    Boulos explorou a figura de Russomanno como apresentador de programas de TV que tratam da defesa do consumidor. "Você diz vai cuidar das pessoas, mas você humilha caixa de supermercado para ter audiência em programa de televisão", disse Boulos.  

     

    Os candidatos do PT e do PSDB também trocaram farpas. Jilmar Tatto listou suas próprias realizações na Secretaria de Transportes e perguntou

     

    Você e o Doria diminuíram de quatro para duas horas (no tempo de integração) no Bilhete Único. Porquê?", questionou. Covas respondeu que a gestão petista pagava valores excessivos às empresas de ônibus. "O PT já teve sua chance aqui na cidade de SP. O senhor já foi secretário de Transportes duas vezes e não realizou isso", disse Covas.

  • 00h30

    02/10/2020

    Rafael Cortez: O candidato Márcio França (PSB) parece fazer opção pelo centro, seja na maneira como trata os demais nomes, sem referências mais contundentes, sem referências a visões ideológicas, sem menção a nomes da política nacional, procurando fazer uma estratégia de não gerar rejeição mais forte com nenhum segmento do eleitorado.

  • 00h29

    02/10/2020

    Andrea Matarazzo (PSD) faz a sua pergunta para Bruno Covas (PSDB). Ele diz que a gestão prometeu reduzir a taxa de mortalidade infantil mas que, segundo dados da Rede Nossa São Paulo, o número aumentou. Questiona também a promessa de expandir as ciclovias e corredores de ônibus, mas diz que, pelo contrário, a gestão está "quebrando todas as calçadas" da cidade.

     

    Covas responde dizendo que pegou a gestão trabalhou para "arrumar a casa". e diz que as calçadas estão sendo reformadas por ser um dos principais métodos de deslocamento.

  • 00h29

    02/10/2020

    Joice Hasselmann (PSL) explora o anti-petismo ao associar Orlando Silva (PCdoB), ex-ministro do Esporte no governo Luiz Inácio Lula da Silva, ao desemprego gerado na gestão Dilma Rousseff. Silva respondeu que Lula criou 10 milhões de emprego. (Ricardo Galhardo)

  • 00h26

    02/10/2020

    Joice Hasselmann (PSL) pergunta a Orlando Silva (PCdoB) qual seu plano para trazer trabalho para periferia. Silva diz que apresentou um plano emergencial de emprego e renda para São Paulo. "Retomando obras públicas, de infraestrutura urbana: corredores de ônibus, moradia popular, aquilo que a prefeitura pode fazer para melhorar a vida da cidade e gerar emprego. Vamos apoiar a economia solidária, com microcrédito, de modo a ativar a economia da periferia da cidade."

     

    Já Joice, falou de sua proposta de criar o "pronto-socorro do emprego", com linhas específicas, como para mulheres. "Vou criar o banco da mulher, não só com microcrédito, mas com capacitação, qualificação, acompanhamento. Para que ela possa empreender dentro de casa."

  • 00h23

    02/10/2020

    Jilmar Tatto (PT) pergunta a Bruno Covas (PSDB). Menciona projetos implantados durante as suas passagens como secretário de Transportes, e pergunta o motivo pelo qual a atual gestão reduziu de quatro para duas horas a integração pelo Bilhete Único. Covas responde que a gestão tirou o subsídio do vale-transporte para investir na ampliação da rede de transporte escolar para creches, entre outras medidas.

  • 00h21

    02/10/2020

    Rafael Cortez: O desempenho do candidato Arthur do Val (Patriota) em boa medida vai ser o termômetro do peso do discurso antipolítico na definição do voto do eleitor. Ocorreu um movimento muito forte em 2016, expresso no discurso vitorioso do então candidato João Doria (PSDB), que trazia no bordão a mensagem de não ser político, teve impulso em 2018, e dentro dos candidatos é aquele que se manteve refratário ao discurso político.

     

    Pergunta referente ao racismo por parte do prefeito Bruno Covas retrata sua tentativa de dar uma nova roupagem à sua candidatura, dissociando de alguma maneira sua imagem à de João Doria e à do PSDB, que fazem oposição por sinalizar ao campo conservador. Essa tendência já havia sido notada em seu governo e parece que dá continuidade agora com a campanha formal.

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