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CPI da Covid: Veja como foi o depoimento de Wilson Witzel, ex-governador do Rio

Mesmo com o direito de não comparecer à CPI, concedido pelo STF, Witzel marcou presença; o ex-governador, porém, deixou a sessão durante pergunta do senador Eduardo Girão

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid ouviu, nesta quarta-feira, 16, o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel. O depoimento do político deu continuidade à nova etapa de investigações da comissão, que passa a examinar a conduta de Estados e municípios no uso das verbas federais destinadas ao combate à pandemia

 

Assim como foi com o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), na noite de terça-feira, 15, o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu ao ex-governador o direito de não comparecer à comissão. A decisão é do ministro Kassio Nunes Marques. Mesmo com essa possibilidade, Witzel compareceu ao depoimento. O ex-governador, porém, deixou a comissão durante pergunta do senador Eduardo Girão (Podemos-CE). 

 

Durante o tempo em que respondeu às perguntas dos senadores, Witzel centrou suas falas em críticas ao governo de Jair Bolsonaro e também usou seu espaço para se defender das acusações de corrupção que levaram ao seu impeachment, em abril.

 

Witzel afirmou que a postura de Bolsonaro foi de "isolamento" em relação a ele em meio à pandemia. O ex-governador contou que pediu reuniões com o presidente para tratar da crise, mas que não foi recebido no Palácio do Planalto. Ele ainda disse que não existiu cooperação por parte do Ministério da Saúde com os governos estaduais e que diversos pedidos em ofício de insumos enviados pela secretaria estadual de Saúde do Rio de Janeiro não foram respondidos. 

 

Segundo Witzel, o governo federal criou uma narrativa “estrategicamente pensada” de que os governadores seriam responsáveis pelo desemprego. “Ele sabia que o isolamento social traria consequências. Como tem um país onde o presidente da república não dialoga com governador do Estado? O único responsável pelas 450 mil mortes tem nome e endereço", afirmou. "Quantos crimes de responsabilidade esse homem vai ter que cometer para a gente parar ele? Essa República se tornará chavista ao contrário."

 

O depoimento também foi marcado por interrupções do senador Flávio Bolsonaro (Patriota), que trocou farpas com Witzel. O vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que houve uma clara "intimidação" ao depoente. 

 

Witzel ainda alegou correr "risco de vida" ao depor na CPI da Covid por conta de milícias ligadas à gestão de Saúde no Rio de Janeiro. Em diversas ocasiões, o ex-governador disse que responderia a questionamentos desde que fosse em uma sessão reservada e sob sigilo. No final de suas perguntas ao ex-governador, Randolfe Rodrigues pediu que ocorra uma sessão sigilosa com Witzel. O presidente Omar Aziz (PSD-AM) aprovou o pedido e o relator Renan Calheiros (MDB-AL) sugeriu que ela ocorresse logo após o depoimento, mas Witzel pediu mais tempo para "se preparar". 

 

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  • 14h18

    16/06/2021

    - Embasado por decisão do STF, Wilson Witzel deixa a CPI e comissão é encerrada

     

    O ex-governador Wilson Witzel deixou o depoimento à CPI da Covid durante pergunta do senador Eduardo Girão (Podemos-CE). O presidente Omar Aziz (PSD-AM) leu habeas corpus deferido pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu na terça-feira, 15, à Witzel o direito de não comparecer na comissão. 

     

    Girão foi o segundo deputado da base governista a fazer perguntas no depoimento. Antes dele, o senador Jorginho Mello (PL-SC), disse em sua pergunta que Witzel "envergonhou a magistratura". Ele respondeu que, nos 17 anos em que exerceu a função de juiz federal, ele nunca respondeu a nenhum tipo de processo ou advertência. 

     

    O ex-governador também frisou, em outro momento do depoimento, que sempre buscou por uma "justiça restauradora". Durante a sua campanha, entretanto, Witzel dizia que a Polícia Militar poderia "mirar na cabecinha". Em agosto de 2019, já governador, ele comemorou a morte do sequestrador de um ônibus no Rio de Janeiro. Ao chegar ao local de helicóptero, fez gestos de comemoração e parabenizou a Polícia Militar. 

     

    Mesmo assistido pela decisão do STF, Witzel resolveu depor. Ao longo de seu depoimento, ele centrou suas falas em críticas ao governo Jair Bolsonaro e usou o espaço na CPI para se defender das acusações de corrupção que levaram ao seu impeachment, em abril. Também bateu boca com o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), que, mais cedo, interrompeu as falas de Witzel e perguntas do relator Renan Calheiros (MDB-AL). Witzel deixou a sessão sem concluir o depoimento, mas deve voltar à comissão para falar de maneira sigilosa. 

     

    A CPI será retomada na quinta-feira, 17, e deve ouvir o auditor do Tribunal de Contas da União (TCU), Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques, autor de um estudo paralelo que indicou uma supernotificacão de mortes por covid-19 no Brasil; na ocasião, o TCU negou a autoria, mas uma investigação interna apontou que Marques realizou a pesquisa nas dependências do tribunal. (Isadora Rupp) 

  • 14h02

    16/06/2021

    - Randolfe pede reunião reservada na CPI para ouvir Wilson Witzel 

     

    No final de suas perguntas ao ex-governador Wilson Witzel, o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), pediu que ocorra uma sessão sigilosa com Witzel. Na terça-feira, 15, o ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu à Witzel o direito de não comparecer na comissão. Witzel, no entanto, resolveu depor, mas, por conta da decisão, não tem o compromisso de dizer a verdade e também pode ficar calado. 

     

    Em diversas ocasiões ao longo do depoimento, o ex-governador disse que responderia a questionamentos desde que fosse em uma sessão reservada e sob sigilo. O presidente Omar Aziz (PSD-AM) aprovou o pedido de Randolfe. O relator Renan Calheiros (MDB-AL) sugeriu que ela ocorresse logo após ao depoimento de hoje, mas Witzel pediu mais tempo para "se preparar". (Isadora Rupp)

  • 13h53

    16/06/2021

    - Witzel cita deputados que seriam organizadores de carreatas contra isolamento social no Rio de Janeiro 

     

    O ex-governador Wilson Witzel declarou em resposta ao vice-presidente Randolfe Rodrigues (Rede-AP) que deputados estaduais e federais foram os principais articuladores e organizadores de carreatas pró reabertura do comércio no Rio de Janeiro, e pelo chamado isolamento vertical: essa ideia foi defendida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus apoiadores, que argumentavam que apenas idosos deveriam ficar em casa para evitar a contaminação pela covid-19, e que outros poderiam circular livremente. 

     

    Witzel falou que o deputado estadual Filippe Poubel era um dos organizadores "mais violentos". "Esse cidadão invadiu hospital de campanha em Nova Iguaçu", relembrou o ex-governador sobre o episódio em maio de 2020, quando o parlamentar invadiu as instalações do hospital acompanhado por seguranças armados. Anderson Moraes e Alana Passos, ambos do PSL, foram outros nomes que Witzel disse serem os principais organizadores dos protestos que iam contra as medidas sanitárias estaduais. 

     

    O ex-governador falou ainda que o primeiro pronunciamento oficial do presidente Jair Bolsonaro no início da pandemia, em que ele disse que a covid-19 seria uma "gripezinha", foi algo que ajudou a "gerar o caos" nos estados. "O governador pede para ficar em casa. O presidente vai lá e diz outra coisa em pronunciamento oficial. O caos se instaura". (Isadora Rupp) 

  • 12h18

    16/06/2021

     - Flávio Bolsonaro tumultua CPI, bate-boca com Witzel e Renan e tira a máscara para ler documento   

     

    O senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) interrompeu, sem inscrição, perguntas do relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), e o depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel. O vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que há uma clara "intimidação" ao depoente. 

     

    Witzel e Flávio começaram a trocar farpas; o ex-governador chamou Flávio de "mimado e sem educação", e os senadores pediram que o presidente da sessão, Omar Aziz (PSD-AM), garanta a palavra ao depoente. "Aqui o senhor é senador, não filho do presidente", falou Rogério Carvalho (PT-SE)

     

    Inimigo político da família, Witzel afirmou a Flávio que não é "porteiro para ser intimidado", em uma referência direta às investigações relativas ao assassinato da então vereadora Marielle Franco (PSOL). "Senador, o senhor pode ficar tranquilo que eu não sou porteiro. Não vai me intimidar, não." O porteiro do condomínio onde o presidente tem casa no Rio falou à polícia que os executores da vereadora (presos durante o governo de Witzel) haviam entrado no local após autorização de Jair Bolsonaro. Depois da divulgação desse depoimento, ele voltou atrás em sua afirmação.

     

    Flávio também tentou impedir que Renan fizesse perguntas que envolvessem seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, fora do contexto da pandemia. E teve garantida sua fala pelo senador Omar Aziz. Ao utilizar seu tempo, Flávio surpreendeu ao pedir licença para tirar a máscara. Segundo o parlamentar, ele tem dificuldades para ler com a máscara, pois seu óculos fica embaçado. O gesto do senador foi então advertido por Randolfe Rodrigues, que fez questão de reforçar que no Senado e na CPI da Covid, especificamente, o uso da máscara é obrigatório. (Isadora Rupp e Adriana Ferraz)  

  • 12h05

    16/06/2021

     - 'A postura do presidente foi de isolamento em relação a mim', diz Witzel 

     

    Questionado pelo relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), sobre se o presidente Jair Bolsonaro pediu a ele que ficasse contra o isolamento social como política para frear o contágio pela covid-19, o ex-governador do Rio Wilson Witzel respondeu que "o presidente me chamou de estrume, ditador, leviano. Fez várias afirmações inaceitáveis que eu jamais faria em relação a ele". 

     

    Witzel seguiu dizendo que a postura de Bolsonaro foi de "isolamento" em relação a ele. O ex-governador contou ainda que pediu reuniões com o presidente para tratar da pandemia, mas que não foi recebido no Palácio do Planalto. (Isadora Rupp). 

  • 11h44

    16/06/2021

    - 'O que tivemos foi uma descooperação', dispara Wilzel sobre apoio do Ministério da Saúde em meio à pandemia 

     

    Em resposta ao relator Renan Calheiros (MDB-AL), o ex-governador do Rio de Janeiro disse que não existiu cooperação por parte do Ministério da Saúde com os governos estaduais. Segundo ele, diversos pedidos em ofício de hospitais de campanha e insumos enviados pela secretaria estadual de Saúde do Rio de Janeiro não foram respondidos. 

     

    Witzel também disse que foi um dos primeiros governadores a implementar o isolamento social, e que conversou com o governo federal sobre a demora no auxílio emergencial, mas que não havia respostas claras aos governadores. (Isadora Rupp) 

  • 11h33

    16/06/2021

    - 'Meu calvário começou nas investigações do caso Marielle', fala Witzel 

     

    Durante a sua fala, Wilson Witzel disse que corre "risco de vida" ao depor na CPI da Covid por conta de milícias ligadas à gestão de Saúde no Rio de Janeiro. O ex-governador também disse que seu "calvário"começou quando avançaram as investigações do caso do assassinato da então vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. O atentado completou três anos em março e, até agora, não se sabe quem foi o mandante do crime. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou Ronie Lessa e Élcio de Queiroz como os assassinos. Os ex-PMs estão presos. 

     

    Witzel seguiu criticando Bolsonaro. "Quantos crimes de responsabilidade esse homem vai ter que cometer para a gente parar ele? Essa República se tornará chavista ao contrário", disparou. (Isadora Rupp) 

  • 11h14

    16/06/2021

    - Em fala de abertura na CPI, Witzel diz que governo federal criou narrativa para deixar Estados em fragilidade 

     

    Após a votação de requerimentos, o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel começou seu depoimento à CPI da Covid pouco antes das 11 horas. Ele centrou sua fala inicial em críticas ao presidente Jair Bolsonaro: segundo ele, a situação da pandemia no Brasil seria melhor se tivesse ocorrido um "diálogo" entre os governos estaduais e federal. 

     

    Witzel disse que "suplicou" à Presidência da República para encontrar soluções no controle da covid-19. "Se o Brasil tivesse, através do governo federal, não sido negacionista, e desse determinação ao Itamaraty para que negociasse com o governo chinês, alemão e dos Estados Unidos para trazer insumos, respiradores e agora as vacinas, nós não teríamos ficado à mercê dos preços dos mercados internacionais". 

     

    O ex-governador também usou o seu tempo inicial para se defender das acusações que levaram ao seu impeachment, votado com unanimidade em abril.

     

    Witzel seguiu sobre a narrativa do governo federal. "O governo federal, para poder se livrar das consequências do que viria com a pandemia, criou uma narrativa estrategicamente pensada: de que os  governadores destruiriam os empregos. Ele sabia que o isolamento social traria consequências. Como tem um país onde o presidente da república não dialoga com governador do Estado? O único responsável pelas 450 mil mortes tem nome e endereço". 

     

    Witzel perdeu o cargo no final de abril após o Tribunal Especial Misto aprovar por unanimidade o impeachment do governador do Rio de Janeiro; ele foi considerado culpado por crime de responsabilidade na gestão de contratos de Saúde durante a pandemia de covid-19, e estava afastado do cargo desde agosto de 2020. O ex-juiz federal também está inelegível por cinco anos. 

     

    O ex-governador do Rio surgiu na política carioca como um "outsider" nas eleições de 2018 e foi aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Na campanha, ganhou apoio próximo de um dos filhos do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ). O presidente e as redes bolsonaristas tiveram papel fundamental na eleição do ex-juiz. (Isadora Rupp) 

     

     

  • 10h55

    16/06/2021

     - CPI aprova quebra de sigilo de empresários de farmacêuticas e de Carlos Wizard

     

    A CPI da Covid aprovou nesta quarta-feira, 16, uma nova série de quebras de sigilo telefônico, telemático, fiscal e bancário, que atingem cinco empresários, entre eles Carlos Wizard, apontado como um dos integrantes do suposto gabinete paralelo de aconselhamento ao presidente Jair Bolsonaro em assuntos da pandemia. Outros alvos são executivos de empresas farmacêuticas que lucraram com a alta nas vendas de medicamentos como hidroxicloroquina e ivermectina durante a pandemia. 

     

    A ação atinge, por exemplo, o presidente do laboratório farmacêutico Apsen, Renato Spallicci, e a diretora da empresa, Renata Farias Spallicci. A farmacêutica é citada em documentos recebidos pela CPI, que mostram mensagens do Ministério das Relações Exteriores junto ao governo indiano e a Apsen para desembaraçar a importação da hidroxicloroquina. Por essa razão, apontada pelo vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), os senadores também requisitaram as informações bancárias e fiscais da farmacêutica. 

     

    "Foram importadas algumas toneladas nos meses de abril e maio de 2020. Em seu site, a empresa se posiciona sobre o uso da hidroxicloroquina, fala de publicações que mostram melhora de pacientes que fizeram uso do medicamento e chega até a recomendar uma dosagem", apontou Randolfe.

     

    Sócio da Precisa Medicamentos, Francisco Emerson Maximiano, também teve os sigilos telefônico, fiscal, bancário e telemático quebrados. A empresa atuou como intermediadora na negociação entre o Brasil e a Bharat Biotech para aquisição da vacina Covaxin. Para justificar a ação, Randolfe cita que documentos recebidos pela CPI apontam que a Precisa recebeu R$ 500 milhões do contrato de R$ 1,6 bilhão fechado pelo governo brasileiro com o laboratório indiano, ou seja, um terço do valor total previsto no documento, firmado em 25 de fevereiro. 

     

    Outro alvo da quebra de sigilo foi o sócio-administrador da empresa Vitamedic Indústria Farmacêutica, Jose Alves Filho. A comissão também aprovou a transferência de informações bancárias e fiscais da empresa. Randolfe afirma que a Apsen e a Vitamedic foram as campeãs de venda de medicamentos do chamado 'kit covid', como ivermectina, cloroquina e hidroxicloroquina, que não tem eficácia comprovada para tratar pacientes infectados pelo novo coronavírus

     

    "Laboratórios nacionais de médio porte turbinaram seus negócios em 2020 com medicamentos que prometiam, sem base científica, combater a covid-19. A venda do vermífugo ivermectina saltou de R$ 44,4 milhões em 2019 para R$ 409 milhões no ano passado, alta de 829%. No caso da cloroquina e hidroxicloroquina, indicados para malária e lúpus, a receita subiu de R$ 55 milhões para R$ 91,6 milhões no mesmo período, segundo levantamento do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), com base nos dados da consultoria IQVIA", afirmou o senador. 

     

    Além disso, os senadores deram aval a um requerimento apresentado pelo relator, Renan Calheiros (MDB-AL), que pede a Procuradoria-Geral da República que forneça à CPI a relação de procedimentos e processos instaurados que envolvam o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, assim como as cópias integrais dos autos que existam. (Amanda Pupo e Daniel Weterman) 

  • 10h51

    16/06/2021

     - Após longa discussão, senadores rejeitam convocação de Carlos Eduardo Gabas, do Consórcio Nordeste

     

    Por seis votos a quatro, os senadores rejeitaram a convocação na CPI da Covid de Carlos Eduardo Gabas, ex-secretário executivo do Consórcio Nordeste. Os senadores não aceitaram o requerimento apresentado pelo senador Eduardo Girão (Podemos-CE) pedindo que Gabas compareça para esclarecer sobre irregularidades do Consórcio. 

     

    A rejeição é uma derrota da ala governista na CPI, que foca na estratégia de investigação de desvio de recursos públicos. Gabas teve uma posição chave no grupo composto por governos estaduais do Nordeste que negocia a compra de vacinas, insumos e outros recursos de combate à pandemia de forma independente do governo federal. 

     

    No ano passado, o Consórcio Nordeste fez compra de respiradores contestada e já investigada pela polícia. "Aponta-se diversos indícios de irregularidades", falou Girão ao apresentar documentos em plenário que, segundo ele, comprovam que a empresa HempCare - na qual foi feita a compra - é de "fachada". Girão também apresentou requerimento para que o relator Renan Calheiros (MDB-AL) fosse impedido de votar, o que foi rejeitad pelo presidente Omar Aziz. 

     

    Votaram contra os senadores Renan Calheiros (MDB-AL), Jader Barbalho (MDB-CE), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Otto Alencar (PSD-BA), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Humberto Costa (PT-SE). (Isadora Rupp)

  • 10h13

    16/06/2021

     - Reclassificação de documentos sigilosos é aprovada

     

    Os senadores aprovaram a reclassificação de documentos sigilosos enviados à CPI da Covid; uma comissão técnica do Senado realizou análise e pesquisa prévia para determinar quais materiais poderiam ou não  sair da classificação de sigilo.

     

    Votaram contra os senadores Jorginho Mello (PL-SC), Marcos Rogério (DEM-RO), e Luis Carlos Heinze (PP-RS). (Isadora Rupp) 

  • 10h00

    16/06/2021

    - Senadores votam quebra de sigilo de documentos enviados à CPI 

     

    Antes do depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel, os senadores votam na CPI da Covid a reclassificação de documentos sigilosos enviados à comissão; são mais de 1,5 terabyte de informações, de acordo com o presidente Omar Aziz (PSD-AM)

     

    O senador Marcos Rogério (DEM-RO) pediu "ponderação" na quebra de sigilo de documentos.

     

    Aziz rebateu, dizendo que o governo enviou documentos disponíveis no portal da transparência como sigilosos, e que essa seria uma estratégia para obstruir as investigações. "O trabalho de esmiuçar o que pode ser enquadrado ou não já foi feito pela comissão. De cerca de 1 terabyte de documentos, cerca de dois terços não será feito afastamento de sigilo", salientou o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). (Isadora Rupp)

  • 09h44

    16/06/2021

    Bom dia! Começamos agora a cobertura da sessão da CPI da Covid desta quarta-feira, 16. Os trabalhos foram abertos pelo presidente da comissão, senador Omar Aziz

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