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CPI da Covid: veja como foi o depoimento da médica Nise Yamaguchi

Oncologista nega ideia de mudar bula da cloroquina e diz que foi Bolsonaro quem trouxe o tratamento precoce

A médica Nise Yamaguchi, defensora da prescrição de cloroquina para pacientes com covid-19, prestou depoimento à CPI da Covid nesta terça-feira, 1. 

 

Após assistir o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e o atual presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, narrarem a tentativa de alterar a bula da cloroquina para indicar o remédio no tratamento de covid-19, Nise Yamaguchi negou que tenha feito essa sugestão.

 

Nise também disse que o presidente Jair Bolsonaro trouxe a ela informações sobre o chamado tratamento precoce, em uma reunião que ocorreu no início da pandemia. “Eu tive a oportunidade, no início, de receber dele a informação de que existia um tratamento que estava sendo discutido na França. Eu já tinha a informação prévia, e ele me falou nessa reunião que existia", declarou. 

 

Durante seu depoimento, Yamaguchi citou dados incorretos e fez alegação falsa sobre vacinas. Ela disse que pessoas com doenças autoimunes não devem ser vacinadas, o que não é verdade.

 

Oncologista e imunologista, ela participou da CPI após participar de reuniões com o governo e o Ministério da Saúde ao longo do ano passado, e ter sido convidada por Bolsonaro para integrar o gabinete de crise de combate ao coronavírus. 

 

– O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, foi o último a depôr na CPI; veja como foi

 

– Na quarta-feira, 2, será ouvida a infectologista Luana Araújo, que chegou a ser nomeada para o cargo de secretária do Ministério da Saúde mas desistiu de ocupar o cargo

 

– A CPI também convocou nove governadores, e alguns tentam adiar os depoimentos

 

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  • 17h27

    01/06/2021

    A sessão foi encerrada pelo senador Omar Aziz.

    Obrigado por acompanhar a transmissão ao vivo da CPI da Covid no Estadão. Leia a cobertura completa aqui. 

  • 17h26

    01/06/2021

    'Ela não consegiu legalizar a cloroquina e terceirizou para os médicos', critica senadora 

     

    Também médica, a senadora Zenaide Maia (PROS-RN) declarou na CPI que a médica Nise Yamaguchi não conseguiu modificar a bula da cloroquina para uso contra a Covid-19 e, por isso, "resolveu terceirizar para os médicos", e que é um desserviço continuar a insistir em um medicamento - a hidroxicloroquina - que não tem eficácia para tratar a doença; a senadora citou que existem pelo menos 30 estudos provando a ineficiência. 

     

    "A senhora perdeu a oportunidade de dizer que defendia o uso há um ano, quando não tinha vacina e ainda não se sabia muito sobre. Tudo bem. Mas insiste em dizer que a autonomia médica está acima da ciência. Mas não está".

     

    Isadora Rupp

  • 17h26

    01/06/2021

    Grupo de médicos pró-tratamento precoce diz que Nise foi 'boicotada' e desrespeitada na CPI

     

    O grupo "Médicos Pela Vida", que reúne profissionais entusiastas do chamado tratamento precoce para a covid-19 e do uso de medicamentos como a hidroxicloroquina e a ivermectina, repudiou a postura de senadores no depoimento de Nise Yamaguchi. Eles acusaram os senadores de  total falta de respeito e disseram que a médica foi boicotada. 

     

    "Uma ação aparentemente orquestrada por alguns senadores, sem precedentes. Maneira bem diferente daquela direcionada a determinados depoentes, tratados como 'damas'. Aliás, não é a primeira vez que uma 'mulher médica' é tratada de forma imprópria nesta CPI. Uma conduta seletivamente negativa, mirando não o bem do país, mas um resultado previamente programado."

     

    Sem citar nomes de senadores, o grupo afirmou que a atitude de membros da CPI extrapolou os limites. "Desonra o Poder Legislativo e afronta a classe médica, que tem se dedicado exaustivamente para a reversão do quadro caótico que estamos vivendo no Brasil. A dra. Nise participou da CPI como convidada, mas foi tratada como testemunha."

     

    Para o grupo, debates de questões médicas devem ficar em ambiente técnico. "Isso mostra o risco da politização da medicina, que precisa manter os debates das questões médicas em ambiente técnico  e jamais suprimir um lado, mesmo que esse contrarie interesses políticos."

     

    O grupo Médicos pela Vida tem como um de seus apoiadores um grupo empresarial goiano que fabrica a ivermectina, um dos remédios que compõem o chamado tratamento precoce. A ligação entre a entidade e a fabricante pode configurar conflito de interesse segundo o Código de Ética Médica. 

     

    Matheus Lara

  • 16h51

    01/06/2021

    Nise diz que momento exige integração de forças, não demonização

     

    Em resposta às indagações da senadora Leila Barros (PSD-DF), representante da bancada feminina na CPI da Covid, sobre se o governo federal tomou as medidas necessárias no comando da pandemia, a médica Nise Yamaguchi disse que não enxergar politização nas ações, mas que é preciso uma "integração de forças" e não uma "demonização" sobre as decisões tomadas. "Trabalho com conselhos estaduais de saúde e estamos discutindo sobre como ajudar os estados na melhoria dos seus leitos". Ela diz ser urgente a ampliação do atendimento e o treinamento de intensivistas. 

     

    A senadora indagou sobre a mudança na divulgação de casos e óbitos por parte do Ministério da Saúde no ano passado - que acabou encabeçada  pelo consórcio dos veículos de imprensa com números das secretarias estaduais de saúde. Nise disse que, por não ter acesso a "estratégia e mensuração de dados", não tem como "julgar o governo". 

     

    Leila também perguntou para a médica se ela acha satisfatória a comunicação do governo federal sobre uso de máscaras, álcool gel e distanciamento social. "Pelo o que entendi, e naquilo que eu vi, havia a determinação que isso fosse feito, desde o ministro Mandetta. Me parece que o ministério veio fazendo essa determinação".

     

    Isadora Rupp

  • 16h49

    01/06/2021

    Repercussão: Pesquisadora da Universidade de Oxford, a bióloga brasileira Erika Berenguer criticou no Twitter comentários de Nise Yamaguchi sobre método científico, relatórios e publicações revisadas sobre a hidroxicloroquina.

     

  • 16h07

    01/06/2021

    A médica Nise Yamaguchi em depoimento à CPI da Covid.

     

    Foto: Gabriela Biló/Estadão

    dsd

  • 16h05

    01/06/2021

    Nise orientou tenente-médico a não avançar com decreto porque 'exporia muito' Bolsonaro

     

    Nise orientou o tenente-médico Luciano Azevedo a não avançar com a proposta de um decreto relacionado à cloroquina porque o ato “exporia muito” o presidente Jair Bolsonaro. O recado de Nise foi lido na CPI da Covid, durante o depoimento da médica, a partir de documentos entregues por ela para corroborar sua versão sobre a reunião no Palácio do Planalto em que se discutiu a recomendação do medicamento. Nise voltou a dizer que o decreto não tratava de alteração na bula da cloroquina. 

     

    “A última mensagem que a senhora troca com Luciano: “Oi Luciano, esse decreto não pode ser feito assim, porque não é assim que regulamenta a pesquisa clínica, tem normas próprias, exporia muito o presidente”, leu o senador e vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que defendeu que Luciano Azevedo seja convocado para falar à comissão.

     

    Nise reforçou a preocupação manifestada na mensagem ao médico e disse que seria um “absurdo” que o decreto fosse levado adiante. “Imagina um decreto que faz acesso a medicação e o presidente assina, é um absurdo isso”, afirmou a médica. Segundo ela, a minuta não teria chegado às mãos do presidente. “Nunca se faz um decreto para fazer pesquisa clínica ou bula. Tanto é que isso nunca foi para a mão do presidente”, disse. A médica afirmou também que não teve acesso à proposta de decreto enquanto estava na reunião que ocorreu no Palácio do Planalto, e que só teria recebido o documento mais tarde.

     

    Amanda Pupo, Matheus de Souza e Pedro Caramuru

  • 16h04

    01/06/2021

    CPI da Covid: Nise não sabe responder às perguntas do senador Otto Alencar sobre o coronavírus

     

     

  • 15h32

    01/06/2021

    Nise Yamaguchi reconhece conselho científico voluntário com participação de Carlos Wizard

     

    Vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede) indagou a médica Nise Yamaguchi se ela conhecia o empresário Carlos Wizard. Ela respondeu afirmativamente e que, junto a Wizard, formaram ações com um grupo de médicos que realizaram uma discussão científica sobre o assunto, e que discutiram a formação de um conselho científico voluntário que, segundo ela, já conta com 10 mil médicos voluntários pelo país. Ainda segundo Nise, o presidente Jair Bolsonaro e Arthur Weintraub, irmão do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub e ex-assessor especial da Presidência, receberam esses especialistas. 

     

    "A gente discutiu essa formação desse conselho científico independente sem ter vínculo com o ministério da saúde, sem vínculo oficial", declarou. Quanto a Weintraub, o papel dele teria sido o de "unir dados" e neste evento se colocou a importância do tratamento precoce.  Segundo ela, esse encontro não há relação com o que ela nomeia como conselho científico independente. "Esses 10 mil médicos já existiam mobilizados no Brasil, eles trabalham de forma totalmente voluntária. Nós só nos comunicamos com ele". 

     

    Wizard tinha um "interesse real" no assunto e ajudava o grupo cientificamente enquanto empreendedor social, segundo a médica.

     

    Isadora Rupp

  • 14h51

    01/06/2021

    Otto Alencar faz chamada oral, pergunta a diferença entre vírus e protozoário e afirma que Nise 'não sabe nada de infectologia'

     

    O senador Otto Alencar (PSD-BA), médico por formação, fez uma chamada oral e perguntou diversas perguntas básicas sobre doenças virais à médica oncologista e imunologista Nise Yamaguchi, e que é uma das principais defensoras da cloroquina como tratamento para coronavírus. "A sra. não sabe nada de infectologia", afirmou Alencar, diante da ausência de algumas respostas. Infectologia é o ramo da medicina que trata de doenças infecciosas.

     

    "A sra. sabe dizer para mim qual a diferença entre um protozoário e um vírus?", insistiu reiteradas vezes. Nise chegou a responder eventualmente, mas ele alegou que a médica não respondeu corretamente. Ao longo do depoimento, Alencar alegou que Yamaguchi estava "dando tiros no escuro" ao fazer previsões otimistas sobre os efeitos da cloroquina e a imunidade de rebanho. "A sra. não podia estar de jeito algum estar debatendo um assunto que não era do seu domínio. Isso não é honesto", afirmou o senador. 

     

    Ele também não é especialista em infectologia, possui uma especialização em prótese do quadril e outra em Saúde Ocupacional. Ao longo do depoimento, Alencar interrompeu as falas da médica. "Estou achando que o senhor não está querendo que eu responda", afirmou Yamaguchi, depois de pedir algumas vezes que ele a deixasse falar.

     

    Entre as perguntas feitas pelo senador estavam questionamentos sobre se pacientes com arritmia poderiam usar hidroxicloroquina – ela respondeu que não, e ele concordou – e o ano do primeiro caso do primeiro tipo de coronavírus registrado do mundo. Segundo ele, foi em 1964.

     

    Alencar também criticou a contribuição de Nise Yamaguchi para que o tratamento com cloroquina fosse adotado como política de Estado. "Quando um médico receita, ele assume (a responsabilidade em caso de problemas), ele tem CRM (inscrição no Conselho Regional de Medicina)", afirmou.

     

    Paula Reverbel

  • 14h39

    01/06/2021

    Nise critica estudo de Manaus e foge de questão sobre nebulização de cloroquina

     

    A médica Nise Yamaguchi não soube dizer qual o número de beneficiados pelo tratamento com hidroxicloroquina e ivermectina, mas defendeu ministrar os medicamentos precocemente contra a Covid-19, para "agir na fase de proliferação viral".

     

    A médica também defende que não se pode "abrir mão de medicações em cada fase". Nise diz que tratou mais de 450 casos com sua equipe médica, utilizando o que ela definiu como um "tratamento personalizado". Entretanto, ela não soube detalhar ao senador Humberto Costa (PT) o número de pessoas que se beneficiam do tratamento precoce. "Nós não temos um número de curados que se beneficiaram e de quantos os que morreram que fizeram o tratamento precocemente.  Mas temos pacientes que se beneficiaram". 

     

    Membro da base governista, o senador Eduardo Girão (Podemos) perguntou para a médica Nise Yamaguchi sobre o estudo CloroCovid-19 realizado no Amazonas em abril de 2020. A pesquisa conduzida pelo pesquisador Marcus Vinícius Lacerda, que atua na Fiocruz Amazônia, mostrou que doses altas de cloroquina eram tóxicas para pacientes graves. Na época, dos 11 participantes, sete foram a óbito, e o pesquisador alertou que os resultados serviam de alerta para que o medicamento não fosse mais preconizado. Lacerda sofreu diversas ameaças de morte por apontar a ineficácia, e precisou até de escolta policial. 

     

    Nise criticou a dose de remédio usada no estudo (a pesquisa, porém, utilizou quantidades diferentes em dois grupos, de 600 mg e 450 mg duas vezes ao dia). "Foi usada uma dose extremamente tóxica", falou.  Houve ainda uma questão sobre nebulização de cloroquina - a prática foi realizada em mulheres grávidas em Manaus (sendo que uma das pacientes morreu), e em outros estados brasileiros, como no Rio Grande do Sul, onde o Ministério Público investiga três mortes. Nise não respondeu a pergunta. "Não tive acesso aos dados científicos e técnicos, que estão sendo discutidos em fóruns de pesquisa na área". 

     

    Isadora Rupp

  • 13h36

    01/06/2021

    Nise Yamaguchi diz que não foi convidada para ser ministra da Saúde

     

    Nise afirmou que não recebeu convite para ocupar o cargo de ministra da Saúde nem do presidente Jair Bolsonaro nem de outro membro do Executivo e justificou que nem poderia, por causa de seus pacientes nos tratamentos de câncer. Ela também descartou ter sido convidada para ocupar outro cargo na estrutura do ministério.

     

    “Ele (Bolsonaro) queria saber o que tinha de dados científicos da hidroxicloroquina e eu fiz a seguir essa reunião com o Conselho Federal de Medicina para caracterizar o que tinha de científico. A dúvida dele era em relação às possibilidade com o que estava acontecendo no mundo”, relatou a médica. “O que eu disse para ele é que os médicos estavam divididos e que existia uma discussão sobre a parte científica do medicamento”, completou.

     

    Segundo Nise, a participação dela nos esforços do governo federal para conter a crise da covid-19 esteve restrita à participação em algumas reuniões. Segundo afirmou, os convites partiram de assessores do então ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, e do gabinete presidencial.

     

    “Foi somente aquela reunião onde eu participei desse comitê de crise e depois não houve necessidade e eles não formalizaram. Eu fui uma colaboradora eventual”, afirmou a médica. “Não houve um convite formal para o gabinete de crise. Houve um convite para participar daquela reunião pontual. Eu fiz parte dessa discussão daquele dia com relação a isso. Reitero que o presidente nunca me convidou para ser ministra da Saúde”, reforçou. 

     

    Pedro Caramuru, Matheus de Souza e Amanda Pupo

  • 13h23

    01/06/2021

    ‘Não posso me vacinar porque tenho uma doença autoimune’, diz Nise; recomendação de sociedade médica é outra

     

    Ao ser questionada se já foi vacinada contra a covid-19, a médica Nise Yamaguchi afirmou que já teve covid-19 e que não se vacinou porque sofre de uma doença autoimune, sugerindo ser esse um impedimento. Segundo Yamaguchi, pessoas que tenham Síndrome de Raynaud, vasculites ou doenças hepáticas e renais, não podem ser vacinadas contra o novo coronavírus.

     

    "Eu já tive covid e eu não posso me vacinar porque eu tenho uma doença autoimune. Existem pessoas que não podem se vacinar como aquelas que têm vasculites – é o meu caso, eu tenho Síndrome de Raynaud, outras pessoas que têm doenças maiores, hepáticas ou renais, em situações graves."

     

    Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, no entanto, os pacientes com doenças reumáticas autoimunes entre 18 anos e 59 anos deverão ser imunizados contra a doença. A depender da fase da doença, a vacinação deve ser discutida com o médico, ter uma doença autoimune não é impeditivo definitivo.

     

    "A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) destaca que essas pessoas foram incluídas no grupo prioritário para vacinação contra o novo coronavírus, dentre os descritos com comorbidades. Neste grupo, estão portadores de artrite reumatoide, espondiloartrites, artrite psoriásica, lúpus, a esclerose sistêmica (esclerodermia), síndrome de Sjögren, miopatias inflamatórias e as vasculites", informa a entidade em seu site. A vasculite seria a doença citada pela médica. 

     

    Adriana Ferraz

  • 13h14

    01/06/2021

    Médica diz que participação no governo era de ‘consultora eventual’

     

    A oncologista Nise Yamaguchi afirmou à senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) que sua função no governo Jair Bolsonaro é de "consultoria eventual". Segundo ela, sua participação se dá de forma "técnica" e específica, quando convidada. A médica ainda lamentou que sua intenção ou de qualquer outra pessoa em ajudar o País seja encarada desta forma, como "aconselhamento paralelo". Nise ressaltou por diversas vezes que fez esse mesmo trabalho voluntário para outros cinco governos, desde as gestões de Fernando Henrique Cardoso.

     

    Adriana Ferraz

     

    Foto: Gabriela Biló/Estadão

    Gabriela Biló/Estadão

  • 12h49

    01/06/2021

    Médica nega ter sido desligada do Hospital Albert Einstein por fala sobre judeus

     

    A médica Nise Yamaguchi negou ter sido desligada do Hospital Albert Einstein após ter declarado que "o medo é prejudicial para tudo" no contexto do holocausto. Em uma entrevista na TV, ela disse: "Você acha que alguns poucos militares nazistas conseguiriam controlar aquela massa de rebanho de judeus famintos se não os submetessem diariamente a humilhações, tirando deles todas as iniciativas? Quando você tem medo você fica submisso."

     

    Ela ressaltou que já se desculpou pela frase – veiculada por Renan Calheiros na CPI – e justificou que a mesma se deu com base em uma publicação do psiquiatra Viktor Frankl,  sobrevivente do holocausto. "A comunidade judaica me deu apoio. Não teve efeito isso (demissão pelo hospital) e continuo atendendo meus pacientes ao longo de toda a pandemia", disse. "Claro que o holocausto é incomparável a qualquer outro sofrimento da humanidade."

     

    Adriana Ferraz

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