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CPI da Covid: acompanhe a sessão de hoje com depoimento de Carlos Wizard

Empresário apontado como integrante do 'gabinete paralelo' decide ficar em silêncio diante dos senadores; ele já foi inserido na lista de investigados da comissão

Apontado como integrante do susposto "gabinete paralelo" de aconselhamento do presidente Jair Bolsonaro na pandemia e já inserido na lista de investigados da CPI da Covid no Senado, o bilionário Carlos Wizard optou por ficar em silêncio em seu depoimento à comissão nesta quarta.

 

Depois de uma fala introdutória de 15 minutos, o advogado Alberto Zacharias Toron, que acompanha o empresário, frisou que o depoente ficaria calado. O ministro do STF Luís Roberto Barroso concedeu habeas corpus dando a Wizard o direito de não responder sobre fatos que impliquem autoincriminação. 

 

O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), decidiu expor os temas a serem tratados no depoimento, mesmo que sem respostas. Ele começou veiculando um vídeo no qual Wizard questiona a decisão do Senado de instalar a CPI e pergunta qual seria a real intenção dos senadores. Em seguida, outra gravação mostra sua atuação para comprar medicamentos, como cloroquina - comprovadamente sem eficácia para covid-19. 

 

Entre as perguntas, estavam por exemplo a colaboração de Wizard com o governo gederal, a frequência de encontros com o presidente Bolsonaro. 

 

Em seu discurso introdutório, Wizard negou quaisquer movimentos para compra de medicamentos ou financiamento de comunicação sobre o tratamento precoce. Ele falou ainda que nunca integrou qualquer gabinete paralelo, uma das investigações centrais da CPI. "Se por ventura esse gabinete paralelo existiu, eu jamais tomei conhecimento". A respeito do tratamento precoce, o empresário defendeu que o médico tenha autonomia para receitar os medicamentos que julgarem necessários. 

 

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello chegou a convidar o empresário para assumir a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, em junho de 2020. Ele desistiu de tomar posse após reações negativas a uma declaração sobre um plano de recontar os mortos pela covid-19. “Não pretendemos desenterrar mortos, não tratamos disso. O que pretendemos é rever os critérios dessas mortes”, ele disse em junho do ano passado. Wizard também é defensor do chamado “tratamento precoce”, prática que não tem eficácia comprovada contra a covid-19.

 

Wizard foi citado em diversos depoimentos da CPI. A médica Nise Yamaguchi afirmou que ela e o empresário integraram um "conselho consultivo independente" para "oferecer conhecimento de forma organizada, sem vínculo oficial". O ex-secretário-geral do Ministério da Saúde, Élcio Franco, disse que tratou com Wizard da compra de vacinas para os funcionários de suas empresas.

 

Ricardo Barros na CPI

 

Antes do depoimento, senadores marcaram o depoimento do deputado Ricardo Barros (PP-PR) para a próxima quinta, 8. Líder do governo na Câmara, ele foi citado no depoimento do deputado Luis Miranda (DEM-DF), que afirmou ter avisado o presidente Jair Bolsonaro sobre suspeita de corrupção nas negociações para compra da vacina indiana Covaxin. De acordo com Miranda, o presidente teria atribuído as suspeitas a um "rolo" de Barros.

 

 

ACOMPANHE AO VIVO

Atualizar
  • 16h33

    30/06/2021

    Reunião encerrada

     

    A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), que ocupava a presidência da CPI na ausência do senador Omar Aziz (PSD-AM), encerrou a sessão após todos os inscritos terem falado. A ordem do dia já estava aberta no plenário do Senado, o que obriga a suspensão de todas as comissões.

     

    A CPI da Covid se reunirá novamente nesta quinta-feira, 1º, às 10h para ouvir o empresário Francisco Maximiano, da Precisa Medicamentos. A empresa intermediou a negociação de compra da vacina indiana Covaxin.

  • 16h32

    30/06/2021

    'There is no free lunch' diz senador Jean Paul Prates (PT-RN) sobre assessoria de Carlos Wizard ao governo

     

    Pelo sistema remoto, o senador Jean Paul Prates (PT-RN) lamentou a postura do empresário Carlos Wizard de não responder nenhuma pergunta em seu depoimento. "Venho acompanhando a trajetória do sr. Carlos Wizard. Estamos falando de uma pessoa que ocupou posição no governo e tentou junto com outros empresários alterar dados da pandemia", frisou o senador, em referência ao fato de o governo federal não divulgar os números de mortes por covid-19, realizado hoje por um consórcio de imprensa com base nas secretarias estaduais de saúde. 

     

    Sobre o aconselhamento e a ajuda que Carlos Wizard diz ter realizado de maneira voluntária ao governo, Prates disse: "eu homenagem à rede de escolas de inglês do sr. Wizard, there is no free lunch. Não existe almoço grátis. Nada que se faz não se faz de graça, nem as assessorias informais".

     

    Isadora Rupp

  • 16h16

    30/06/2021

    Deputado confirma oferta de propina e diz que sua meta é provar que ‘há corrupção’ no governo

     

    O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) afirmou ao Estadão ter recebido uma oferta de propina para agilizar a contratação do imunizante indiano Covaxin no Ministério da Saúde. O parlamentar, até então aliado do Palácio do Planalto, disse que a proposta partiu de um lobista conhecido em Brasília, próximo do líder do governo na Câmara.

     

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    Foto: Dida Sampaio/Estadão

    Dida Sampaio/Estadão

  • 16h10

    30/06/2021

    Monitor da CPI: veja agenda e resumo dos depoimentos

     

    Fique por dentro do andamento das apurações, depoimentos e próximos passos dos senadores que investigam a atuação da gestão Bolsonaro e de governos locais ao longo da pandemia do coronavírus

     

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    ARTE ESTADÃO

  • 14h28

    30/06/2021

    Tropa de choque ressalta 'característica humanista' de Wizard

     

    Senadores governistas na sessão de hoje da CPI - o trio Marcos Rogério (DEM-RO), Jorginho Mello (PL-SC) e Luis Carlos Heinze (PP-RS) - elogiaram o depoente Carlos Wizard; ele seguiu durante todo o depoimento em silêncio e não respondeu às questões. Todos eles destacaram a "característica humanista"do empresário, que atuou como voluntário da Operação Acolhida em 2018. 

     

     "Quero lhe cumprimentar pelo o que o senhor tem contribuído para o Brasil. O que o senhor fez  na Operação Acolhida foi um grande gesto", disse Jorginho Mello. O senador catarinense elogiou ainda o empresário Luciano Hang e disse que ele, ao lado de Wizard, "lideraram o movimento para a compra e distribuição de vacinas, querendo devolver para a sociedade um pouquinho do que a sociedade lhe deu". Mello disse ainda que Hang é "um catarinense de Brusque que nos orgulha muito". Wizard foi um dos empresários entusiastas da compra de vacinas pelo setor privado no Brasil. 

     

    Marcos Rogério pediu a Wizard perdão pelo "constrangimento" na CPI. "Brasileiros como você deveriam ser elogiados e aplaudidos. Que tudo o que aconteceu aqui não te tire do foco e da missão de vida, de servir e cuidar", frisou o senador. 

     

    Isadora Rupp

  • 14h28

    30/06/2021

    Escola de idiomas vendida por Wizard destaca que tem posicionamento diferente do ex-dono

     

    A Wizard, escola de idiomas vendida por Carlos Wizard à Pearson em 2014, publicou uma nota em seu site oficial reafirmando que não tem mais nenhuma ligação com o empresário que participa da sessão de hoje na CPI da Covid. O ex-dono da rede decidiu ficar em silêncio diante dos senadores.

     

    "Nosso posicionamento é muito diferente de Carlos Martins", diz a escola. "Apesar de continuar usando a palavra 'Wizard' em seu nome, hoje o empresário Carlos Martins é concorrente da marca. Em 2017, três anos depois de vender a Wizard para a Pearson, ele tornou-se sócio de outra rede de escolas de inglês, a Wise Up, inclusive, por vezes, passando a associar o seu nome a nova rede de escolas da qual é sócio atualmente."

     

    Veja o posicionamento da escola de idiomas Wizard sobre a pandemia:

     

    "A Wizard by Pearson aproveita a oportunidade para se expressar em favor da vida, da saúde e da ciência. Desde o início da pandemia, orientamos nossos franqueados e colaboradores sobre todas as medidas necessárias para respeitar a legislação e os protocolos sanitários vigentes, sempre buscando garantir a segurança de nossos professores, alunos, colaboradores e parceiros.

     

    Lamentamos as centenas de milhares de vidas que se foram, nos solidarizamos com a dor de todas as famílias que perderam pessoas queridas e seguimos na esperança de dias melhores.

     

    Cuidado com a desinformação e propagação de fake news! Acompanhe nossas redes oficiais para receber conteúdo confiável sobre a maior rede de ensino de idiomas do mundo."

     

    Matheus Lara

  • 12h37

    30/06/2021

    'Machões da internet ficam caladinhos aqui na CPI', provoca Renan

     

    Durante fala do senador Humberto Costa (PT-PE), que perguntou a Wizard se ele tinha conhecimento do trabalho da médica Nise Yamaguchi e se participou do financiamento da Associação Médicos pela Vida, ambos divulgadores do chamado tratamento precoce, o relator Renan Calheiros fez uma breve interrupção diante da negativa de respostas por parte do depoente. 

     

    "Os machões da internet ficam caladinhos aqui na CPI", provocou o relator. O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) também disse a Wizard estar "frustrado" pelo fato de o empresário seguir calado na comissão.

     

    Isadora Rupp

  • 12h20

    30/06/2021

    Eliziane Gama questiona Wizard sobre consequência de incentivo a hidroxicloroquina 

     

    Após as perguntas do relator Renan Calheiros, que não foram respondidas pelo empresário Carlos Wizard, a líder da bancada feminina Eliziane Gama (Cidadania-MA) perguntou: "O senhor tem noção que suas lives de incentivo a hidroxicloroquina, o que isso resultou para essas pessoas? Se arrepende das suas orientações a esse uso?". "Senhora senadora Eliziane. Vou permanecer em silêncio", falou Wizard. 

     

    A senadora lembrou que a CPI tem informações de que o depoente tinha interesse na compra de vacinas pelo setor empresarial. "O senhor pode ter certeza de que isso é totalmente contraditório com a sua postura cristã". No discurso, a líder lembrou algumas passagens da Bíblia citadas por Wizard em sua fala inicial, e declarou que atitudes do empresário na pandemia são contraditórias com a sua religião. 

     

    "É lamentável que o senhor não tenha respondido a essa comissão", finalizou Eliziane. 

     

    O presidente da comissão Omar Aziz irritou-se com a postura de Wizard de não responder nenhuma pergunta; pela decisão do STF, ele pode permanecer calado em questões que podem incriminá-lo. "Se o senhor vai ficar aqui falando que vai ficar calado, é melhor pegar um gravador, que vai ficar mais rápido".

     

    Isadora Rupp

  • 12h06

    30/06/2021

    CPI da Covid: Wizard diz que ficará em silêncio durante seu depoimento

     

  • 11h52

    30/06/2021

    Após silêncio em dezenas de perguntas, Wizard nega interesse em mercado brasileiro de vacinas 

     

    O relator Renan Calheiros segue fazendo perguntas para o empresário Carlos Wizard e exibiu vídeos com entrevistas do empresário em que ele fala sobre sua atuação na pandemia; em uma delas, Wizard cita que empresários como ele e Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, estavam "unidos para ajudar o Brasil". 

     

    Renan questionou qual a sua relação com Hang. "Me reservo ao direito de permanecer em silêncio". 

     

    Depois de uma dezena de questões, que incluíam se o empresário conhecia o deputado Ricardo Barros (Progressistas-PR), Wizard respondeu a apenas uma indagação, orientado por seu advogado, Alberto Toron. "As empresas do senhor têm intenção de participar do mercado brasileiro de vacinas?", perguntou Renan. "Não", falou Wizard. 

     

    Isadora Rupp

  • 11h38

    30/06/2021

    Renan expõe as perguntas que esperava ver respondidas por Wizard

     

    Depois de ser avisado de que Wizard ficaria calado, o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), decidiu expor os temas a serem tratados no depoimento, mesmo que sem respostas. Ele começou veiculando um vídeo no qual Wizard questiona a decisão do Senado de instalar a CPI e pergunta qual seria a real intenção dos senadores.

    Em seguida, outra gravação mostra sua atuação para comprar medicamentos, como cloroquina - comprovadamente sem eficácia para covid-19. Wizard respondeu a todas com a frase "Me reservo ao direito de permanecer em silêncio".

     

    Veja algumas perguntas:

    - Qual a origem de seu interesse no combate à pandemia?

    - A partir de quando passou a colaborar com o governo federal?

    - Essa participação foi legalizada? Ou era informal e clandestina?

    - Tinha relação com o presidente?

    - Com que frequência se encontrava com ele?

    - Tem algum grupo de apoio que se dedica ao tema da pandemia?

    -  Que subsídios tinha pra isso?

    - Queiroga disse à CPI que já teve contato com o senhor? Em que ocasião isso ocorreu?

    - Continua atuando no Ministério da Saúde, como fez por 30 dias?

    - Mantém vínculos ainda com o Ministério da Saúde?

     

    Adriana Ferraz

  • 11h26

    30/06/2021

    Wizard avisa que ficará em silêncio durante seu depoimento

     

    Depois de uma fala introdutória de 15 minutos, o advogado Alberto Zacharias Toron, que acompanha o empresário Carlos Wizard frisou que o depoente ficará calado. Mais cedo, o presidente Omar Aziz (PSD-AM) leu o habeas corpus concedido pelo ministro do STF, Luís Roberto Barroso, que concedeu a Wizard o direito de não responder sobre fatos que impliquem autoincriminação. 

     

    Os senadores ressaltaram que apesar de a decisão do STF garantir o silêncio, Wizard precisará ouvir as perguntas dos senadores. 

     

    Em seu discurso introdutório, Wizard negou quaisquer movimentos para compra de medicamentos ou financiamento de comunicação sobre o tratamento precoce. Ele falou ainda que nunca integrou qualquer gabinete paralelo, uma das investigações centrais da CPI.

     

    "Se por ventura esse gabinete paralelo existiu, eu jamais tomei conhecimento". A respeito do tratamento precoce, o empresário defendeu que o médico tenha autonomia para receitar os medicamentos que julgarem necessários. 

     

    Wizard ainda falou sobre a sua relação com o general e ex-ministro da saúde Eduardo Pazuello: ele foi voluntário junto com a esposa e membros da família na Operação Acolhida em 2018, que presta auxílio humanitário a imigrantes venezuelanos e foi chefiada por Pazuello. 

     

    Por conta dessa proximidade, Wizard diz que foi contatado por Pazuello quando ele assumiu o Ministério da Saúde para auxiliar na pandemia. Ele falou ter colocado como condição "servir como voluntário e empreendedor social e de forma pro-bono, sem remuneração". 

     

    Isadora Rupp

  • 10h55

    30/06/2021

    CPI da Covid aprova convocação de Ricardo Barros e ex-diretor da Saúde citado em suspeita de propina
     
     

     

    O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM) marcou para a quinta-feira, 8 de julho, o depoimento do deputado Ricardo Barros (PP-PR). Líder do governo na Câmara, ele foi citado no depoimento do deputado Luis Miranda (DEM-DF), que afirmou ter avisado o presidente Jair Bolsonaro sobre suspeita de corrupção nas negociações para compra da vacina indiana Covaxin. De acordo com Miranda, o presidente teria atribuído as suspeitas a um "rolo" de Barros.

     

    O próprio deputado Luis Miranda voltará à CPI na próxima terça, 6, para falar sobre suspeitas de propina citadas por ele em entrevista à revista Crusoé publicada na terça, 29. Miranda afirmou que recebeu proposta de propina para não atrapalhar as negociações com a Covaxin. 

     

    Na quarta-feira, 7, Roberto Dias, diretor exonerado do Ministério da Saúde, será ouvido. Ele é apontado como a pessoa que tentou negociar propina de US$ 1 dólar por dose na aquisição de 400 milhões de imunizantes.

     

    Os senadores também deram aval a convocação de Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que se apresenta como representante da Davati Medical Supply e afirmou ter recebido Ferreira Dias pedido de propina de US$ 1 para cada dose da vacina AstraZeneca adquirida pelo governo Bolsonaro, conforme disse ao jornal Folha de S. Paulo. Ele será ouvido ainda nesta sexta, 2.

     

    A votação do requerimento do Consórcio Nordeste foi adiada para sexta-feira. Sobre requerimentos de quebra de sigilo, foram contra Marco Rogério (DEM-RO), Jorginho Mello (PL-SC) e Luis Carlos Heinze (Progressistas-RS). 

     

    Matheus Lara e Isadora Rupp

     

    A agenda dos próximos depoimentos na CPI da Covid:

     

    01/07 - Francisco Emerson Maximiano, sócio-administrador da Precisa 

    02/07 - Luiz Paulo Pereira, representante da Davati Medical Supply

    06/07 - Luis Miranda (DEM/DF), deputado federal

    07/07 - Roberto Ferreira Dias (ex-diretor de Logística do Min. Saúde) 

    08/07 - Ricardo Barros (PP/PR), deputado federal

     

    Foto: Gabriela Biló/Estadão

    sd

  • 09h58

    30/06/2021

    O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), abriu a sessão de hoje na comissão. Antes do depoimento de Carlos Wizard, serão votados requerimentos de convocação e convite de depoentes - entre eles, o deputado Ricardo Barros, líder do governo da Câmara. 

  • 09h37

    30/06/2021

    Wizard chegou ao Senado com papel escrito "Isaías 41:10". O versículo bíblico diz: "Não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; eu o segurarei com a minha mão direita vitoriosa."

     

    Foto: Gabriela Biló/Estadão

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