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CPI da Covid ouve nesta segunda parentes de vítimas da pandemia; veja como foi

Inicialmente, reunião de hoje teria ainda os depoimento de Nelson Mussolini e Elton da Silva Chaves que integram a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do Sistema Único de Saúde (Conitec)

Na penúltima sessão com depoimentos, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid recebeu nesta segunda-feira, 18, sete pessoas que foram atingidas direta ou indiretamente pela pandemia. As falas tiveram como objetivo retratar o impacto da covid-19 na vida das famílias brasileiras.

 

Inicialmente, a sessão de hoje teria ainda o depoimento do representante do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Nelson Mussolini, e Elton da Silva Chaves, do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Ambos integram a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do Sistema Único de Saúde (Conitec). No entanto, como mostrou o Estadão, no domingo, 17, houve uma reviravolta na agenda, que levou ao cancelamento das falas, e ao adiamento da leitura do relatório final após divergência em indiciar o presidente Jair Bolsonaro por homicídio qualificado. 

 

A dupla deveria esclarecer aos senadores os motivo de a Conitec ter retirado de pauta no último dia 7 o relatório que recomendava o fim do uso de medicamentos do chamado “kit covid” no tratamento de pacientes com a doença. O pedido de convocação é de autoria do vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Leia a íntegra do relatório aqui.

 

Os convidados que depõem nesta manhã representam as cinco regiões do Brasil. Além deles, também devem depor o representante da ONG Rio de Paz Antônio Carlos Alves de Sá Costa e o taxista Marcio Antônio do Nascimento Silva, que perdeu o filho para a covid-19 e em junho do ano passado protagonizou ato contra o desrespeito aos mortos pela doença ao caminhar na Orla de Copacabana durante homenagem às vítimas.

 

Segundo Randolfe, com os depoimentos de hoje, a CPI pretende “dar voz a milhares de outras famílias brasileiras que foram dilaceradas pela covid-19”.

 

Veja como foi a sessão da CPI da Covid:

 

 

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  • 15h19

    18/10/2021

    CPI encerra sessão

    A CPI da Covid encerrou penultima sessão de depoimentos, que ouviu vítimas e familiares de vítimas da covid-19 nesta segunda-feira, 18. Nesta terça, 19, está previsto o depoimento do representante do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde Elton da Silva Chaves. A leitura do relatório final pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) está prevista para esta quarta, 20, e a votação, para o dia 26.

  • 15h15

    18/10/2021

    Senado inaugurará memorial em homenagem a vítimas da covid-19

    O Senado irá inaugurar um memorial no espelho d'água em frente ao Congresso Nacional um memorial em homenagem às vítimas da covid-19 no País. O anúncio foi feito pelo vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). "É o mínimo que pode ser feito para lembrar. A vida cotidiana também é feita de símbolos", disse.

    Segundo o senador, a sugestão foi feita pela CPI e acatada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). O local onde ficará o memorial é o mesmo em que nesta segunda-feira, 18, um ato promovido pela ONG Rio de Paz estendeu 600 lenços brancos em homenagem aos mortos e órfãos da pandemia no Brasil.

    Roberta Vassallo

     

    Foto: Reprodução/TV Senado

     Reprodução/TV Senado

  • 14h53

    18/10/2021

    Filha de vítima diz que Prevent administrou flutamida na mãe sem autorização da família

    Katia Shirlene Castilho dos Santos, que perdeu os pais para a covid-19, afirmou que a Prevent Senior, dona do hospital em que sua mãe foi internada com a doença, administrou o medicamento flutamida em sua mãe, mesmo após a família desautorizar o uso do remédio. Irene Castilho, mãe de Katia, havia tido câncer no fígado e retirou 35% do órgão. A flutamida é contraindicada a pacientes com problemas hepáticos e pode causar hepatite fulminante.

    Segundo Katia, o hospital avisou a família que estava fazendo um teste do medicamento em pacientes. Após questionamento sobre os efeitos colaterais, a rede avisou sobre a contraindicação. Sua irmã, então, não autorizou a administração do medicamento e informou sobre o problema anterior de Irene. "O médico concordou pelo telefone, mas infelizmente, como estávamos acompanhando a minha mãe, observamos que eles estavam dando a flutamida", disse. "Foi dada flutamida sem o nosso consentimento."

    Além do medicamento, a Prevent também enviou por motoboy o "kit covid" à mãe de Katia após atendimento por teleconsulta e sem realização de exames.

    Roberta Vassallo

  • 14h21

    18/10/2021

    Cúpula da CPI tenta administrar divisão e reforça compromisso em responsabilizar governo

    A cúpula da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid administra uma crise interna em função de divergências em torno do relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL). Em meio à divisão, os integrantes do grupo majoritário da comissão tentaram reforçar hoje o compromisso em responsabilizar o governo do presidente Jair Bolsonaro pelo descontrole da pandemia.

    O parecer seria apresentado nesta terça-feira, 19, mas a leitura foi adiada e a votação deve ocorrer apenas no próximo dia 26. O conteúdo do relatório, antecipado pelo Estadão, causou divisão. Um dos pontos que levaram ao adiamento foi a decisão do relator de indiciar Bolsonaro por homicídio qualificado. Além disso, o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), pede o enquadramento do ministro da Economia, Paulo Guedes, no parecer.

    "Não há aqui briga de egos. A CPI, ou ela dá certo pra todos, ou não dá certo pra ninguém", disse o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), durante reunião do colegiado, nesta segunda, para coletar o depoimento de vítimas da covid. Aziz foi um dos integrantes da CPI que reagiu contra a publicação de informações do relatório na imprensa e com o conteúdo do parecer de Renan. "Nós iremos, sim, pedir a punição de quem quer que seja", afirmou Aziz.

    Nos bastidores, aliados do presidente Jair Bolsonaro avaliam que a divisão interna na CPI dá mais tempo ao governo e tira do foco o desgaste do chefe do Planalto. Mesmo assim, a leitura entre governistas é que a semana representa um fato político negativo para Bolsonaro em função da conclusão dos trabalhos da comissão.

    O grupo majoritário da CPI deve se reunir ainda hoje para discutir o relatório de Renan. O relator afirmou que aceitará sugestões de alteração e mudará o conteúdo se houver propostas da maioria do colegiado. "Os senadores que estão aqui não têm o direito de por qualquer razão que seja deixar de dar ao Brasil uma resposta clara, unificada. Nós não podemos nos transformar em uma fogueira de vaidades nesse final", afirmou o senador Humberto Costa (PT-PE).

    Daniel Weterman

  • 14h18

    18/10/2021

    Aziz afirma que manterá cautela e que 'não há briga de egos' na CPI

    O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que manterá "cautela" e que não há "briga de egos" entre os senadores da comissão. "Ou a CPI dá certo para todos ou ela não dá certo para ninguém. O que está em jogo não é o meu ego nem o ego do Renan", disse. Aziz decidiu adiar a leitura do relatório de autoria de Renan Calheiros (MDB-AL), que ocorreria nesta terça-feira, 19, para a quarta após o Estadão revelar a íntegra do relatório final da CPI.

    Segundo apuração de reportagem desta segunda do jornal, um dos pontos que levaram ao adiamento, é a decisão de Calheiros, de indiciar Bolsonaro por homicídio qualificado. "Eu vou manter a cautela", disse. "O que está em jogo é a justiça em cima das mais de 600 mil vítimas da covid e também de pessoas que sofrem das sequelas", disse. "Isso tudo é decorrente da má gestão. Nós vamos sim pedir a punição de quem quer que seja."

    O presidente da comissão ainda afirmou que a intenção da CPI não é a vingança e afirmou que autores de falas que desmerecem o trabalho do colegiado serão responsabilizados. " A todos aqueles senadores e pessoas na internet que vociferavam que isto era um circo, olha aqui os palhaços. Só que esses palhaços estão chorando, indignados com a perda que tiveram. Esses palhaços estão aqui hoje num circo de horrores que não foi feito por nós. [Quem fez] tem nome e sobrenome e as pessoas que serão indiciadas e pagarão pelos crimes que cometeram", disse.

    Roberta Vassallo

  • 14h02

    18/10/2021

    ‘Escutei no meu coração: E daí que seu filho morreu?’, diz pai de vítima da covid

     

    O filho de Marco Antônio do Nascimento Silva, Hugo, faleceu de covid em 2020. Emocionado, o depoente disse ter sido doloroso ouvir o presidente Jair Bolsonaro perguntar “e daí” sobre as vítimas da doença. Quando o País ultrapassou a China na quantidade de mortos pelo coronavírus, no ano passado, o chefe do Executivo disse: “E daí? Sou Messias, mas não faço milagres”. 

     

    Marco relatou ter sofrido com a hostilidade reservada pelo presidente às vítimas da covid. “Eu escutei no fundo do meu coração: ‘E daí que seu filho morreu?”, disse. “Acho que nós merecíamos um pedido de desculpas da maior autoridade do País”, completou. 

     

    O depoente disse ter ouvido a frase de Bolsonaro apenas três dias após a morte de seu filho. Ele também esteve presente na praia de Copacabana em 11 de junho de 2020, dia em que apoiadores do presidente invadiram e hostilizaram um protesto que colocava cruzes na areia em memória das vítimas da doença. "Era muita dor, muita tristeza. Quando vi aquela cena (de um homem derrubando as cruzes), pensei: 'será que esse cara não vê que está pisando na cova do meu filho?"

     

    “Não admito que outros pais achem isso normal, não é normal”, disse Marco. "Minha dor não é 'mimimi'". 

     

    Para Marco, o início da CPI da Covid foi um alívio. Ele relata ter sido um alento pensar que nem todas as autoridades diriam “e daí” para os óbitos em decorrência da pandemia. "O trabalho feito aqui, senhores senadores, eu tenho um grande agradecimento. Para mim, não importa o partido político dos senhores, o que importa é que meu Hugo não volta mais, mas tenho outros filhos e quatro netinhos". 

     

    Com a voz embargada, Márcio narrou os últimos dias de vida de seu filho, quando ele começou a sentir cansaço e falta de ar. Ele disse ter acompanhado Hugo no hospital até o falecimento, e lembrou com pesar do dia em que teve de reconhecer o corpo do filho. “A última vez que o vi, ele estava dentro de um saco”.

     

    O depoente criticou a postura do presidente e a demora para a aquisição de vacinas. Segundo ele, o que dói não é apenas o luto, mas o que veio após a morte de Hugo: “o deboche, a irracionalidade das pessoas, inclusive de amigos”. “Eu daria a minha vida para o meu filho ter chances de ser vacinado”, disse. 

     

    Davi Medeiros

     

    Foto: YouTube/TV Senado

     

    Foto: YouTube/TV Senado

  • 13h57

    18/10/2021

    ONG estende lenços brancos em frente ao Congresso durante depoimento de vítimas na CPI

    No dia em que vítimas da covid-19 participam de uma audiência pública na CPI da Covid, cerca de 600 lenços brancos foram estendidos em um gramado em frente ao Congresso Nacional, nesta segunda-feira, 18. O ato foi promovido pela ONG Rio de Paz em homenagem aos mortos e órfãos da pandemia no Brasil.

    O País ultrapassou a marca de 603,3 mil mortos desde o início da pandemia, em março de 2020. A CPI deve concluir os trabalhos na próxima semana e responsabilizar o presidente Jair Bolsonaro pelo descontrole sanitário no Brasil. Conforme o Estadão revelou, o relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL) acusa o governo de agir com dolo na crise, ou seja, assumindo os riscos conscientemente.

    Durante a audiência da CPI, o fundador da ONG, Antônio Carlos da Costa, criticou a postura de Bolsonaro na pandemia. "Em dias de fome, doença, morte, luto, em vez de cuidar do povo que o elegeu, se dedicou tão somente a defender seu mandato e garantir sua reeleição", afirmou Costa.

    O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), reforçou que irá propor no parecer final uma pensão para órfãos da covid no valor de um salário mínimo, pago para crianças e adolescentes de baixa renda até os 21 anos de idade. Além disso, a CPI deve pedir a inclusão da covid-19 na lista de doenças que são causas para aposentadoria por invalidez.

    Daniel Weterman

     

    Foto: Gabriela Biló/Estadão

    Gabriela Biló/Estadão

  • 13h27

    18/10/2021

    'A gente não elabora o luto no silêncio do esquecimento', diz viúva de vítima da covid-19

    Rosane Maria dos Santos Brandão, que perdeu o marido, o servidor técnico-administrativo da universidade de Pelotas João Alberto dos Santos Pedroso pediu aos senadores que apresentem um relatório "fiel" ao que ouviram na CPI da Covid. De Pelotas, no Rio Grande do Sul, Rosane afirmou que seu marido teve a vida abreviada por uma "política genocida". João Alberto teve os primeiros sintomas da doença no dia 11 de abril, foi hospitalizado no dia 16, último dia em que a companheira de 21 anos o viu, e faleceu no dia 26.

    "Esperamos uma vacina que chegou tardiamente e a conta-gotas para a população", afirmou. "Não estamos indignados com o ciclo natural da vida, sabemos que as pessoas nascem e morrem. Mas estamos falando daqueles que deveriam estar entre nós neste momento, não fossem as escolhas deste governo."

    Rosane pediu aos senadores atenção a uma proposta de instituição de uma comissão nacional com civis, aos moldes da comissão da verdade, que apurou crimes do período da ditadura militar, segundo ela.

    "Há várias maneiras do Estado matar o seu povo e a falta de política pública é uma delas", disse em depoimento na comissão. "As nossas esperanças estão nesta Casa", disse. "Honrem os nossos mortos, diferentemente do que fez o presidente da República. Garantam memória, verdade, reparação. Entreguem um relatório final fiel às barbaridades e atrocidades que ouviram aqui", afirmou. "A gente não elabora o luto no silêncio do esquecimento, precisamos falar e ser escutados."

    Roberta Vassallo

  • 13h18

    18/10/2021

    À noite, pensava que não chegaria ao outro dia, diz sobrevivente da covid 

     

    Em tratamento com graves sequelas após ter contraído covid, o depoente Arquivaldo Bites Leão Leite relatou à CPI ter perdido seis integrantes de sua família para a doença. Primeiro, dois de seus primos faleceram. Depois, um tio, um irmão e dois sobrinhos. "A vacina nunca vinha", lamentou. 

     

    Segundo Arquivaldo, a morte de seu irmão levou sua família a ser ativa em protestos contra o presidente Jair Bolsonaro. Ele diz que um de seus parentes chegou a ser preso por levar, em seu carro, uma faixa com os dizeres "Bolsonaro genocida". 

     

    Enquanto estava acometido pela covid, Arquivaldo sofreu um derrame e perdeu a audição de um dos ouvidos. Hoje, ele tem o equilíbrio comprometido e caminha com o auxílio de um andador. "Estou aqui hoje porque tive a oportunidade de tomar a vacina, enquanto meu irmão e outras 600 mil pessoas não tiveram", disse.

     

    O depoente também fez críticas ao presidente Jair Bolsonaro, disse estar certo de que o mandatário cometeu um "genocídio premeditado" e lamentou que o chefe do Executivo tenha causado aglomerações e desestimulado o uso de máscaras.   

     

    Davi Medeiros

     

    Foto: YouTube/TV Senado

     

    Foto: YouTube/TV Senado

  • 12h52

    18/10/2021

    'Fiz do meu luto uma luta', diz mulher que perdeu pai e mãe para covid

     

    Katia Shirlene Castilho dos Santos, a terceira a depor nesta manhã à CPI da Covid, detalhou aos senadores como foi perder o pai e mãe para a covid-19. "Fiz do meu luto uma luta", disse. "Faltou o trabalho do governo, que deveria ser mais sério", avaliou no início da fala. 

     

    Em um depoimento emocionantem ela contou que o pai contraiu a doença uma semana antes de poder se vacinar, em março deste ano. Ele faleceu enquanto a mãe de Katia estava internada, em São Paulo, em hospital da rede Prevent Senior.

     

    "Ele não teve nenhuma despedida digna e isso aconteceu com muitos brasileiros", disse ela após relatar que a irmã precisou auxiliar um funcionário da funerária a colocar o corpo do pai dentro do caixão. "Era tanto corpo que ela teve que colocar", relembrou, emocionada.

     

    A mãe de Katia, uma idosa de 71 anos, foi tratada com o chamado "kit covid" após ser atendida por teleconsulta. "Não fizeram nenhum exame e acabaram mandando o kit covid", disse. A mãe era associada à Prevent há 15 anos. "Como você vai falar para uma idosa de 71 anos que confia no convênio, que aquele remédio que o médico mandou para ela, para cuidar dela, não estaria fazendo nada?", questionou ela sobre o tratamento sem eficácia.

     

    Cássia Miranda

    Foto: Reprodução/TV Senado

    Foto: Reprodução/TV Senado

  • 12h32

    18/10/2021

    'Vivemos tristes, com um ou outro momento de alegria', diz orfã da covid

     

    Orfã da covid, a jovem Giovanna Gomes Mendes da Silva, de 19 anos, perdeu a mãe e o pai por complicações da doença em um intervalo de 14 dias. Hoje, tem a guarda de sua irmã mais nova, de 10 anos, e diz passar por problemas psicológicos e financeiros. "Antes, vivia uma vida de alegria com alguns momentos de tristeza. Hoje, vivemos tristes, e uma ou outra coisa nos deixa alegres", relatou.

     

    Com a voz trêmula, Giovanna disse que sua mãe passou uma noite, durante a internação, com a máscara de oxigênio furada. "Trocaram, mas de qualquer forma o quadro dela se agravou". Sua mãe ficou intubada por oito dias antes de falecer.    

     

    Dois dias depois, seu pai foi internado. Ele já havia se recuperado da covid, mas tinha um câncer que se espalhou por seu organismo após a doença. "A gente não teve nem tempo de sofrer pela minha mãe, pois não podia ficar chorando na frente do meu pai", disse a jovem. "Perdemos as pessoas que mais amávamos".

     

    Giovanna, que hoje é a chefe da família e cuida de sua irmã, diz viver com doações de parentes. A família de sua mãe, ela afirma, contribui com o pouco que possui. "Passamos a não ter nossos dois pilares e também não ter quem nos ajudasse", afirmou. 

     

    Davi Medeiros

     

    Foto: Youtube/TV Senado

    Foto: Youtube/TV Senado

  • 12h26

    18/10/2021

    CPI aprova requerimento para que Saúde informe sobre dose de vacina retidas

     

    Antes do terceiro depoimento desta manhã, a CPI da Covid aprovou há pouco um requerimento de autoria do senador Fabiano Contarato (Rede-ES), que solicita ao Ministério da Saúde que apresente em 24 horas a quantidade de doses que estão retidas pela pasta e que ainda não foram distribuídas aos Estados.

     

    Cássia Miranda

  • 12h14

    18/10/2021

    'Estamos fazendo um projeto para amparar as crianças órfãs', diz Aziz

     

    Após o depoimentos da enfermeira Mayra Pires Lima, o presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), destacou que a comissão pretende criar uma pensão especial para órfãos de vítimas do novo coronavírus. Leia mais aqui.

     

    "Estamos fazendo um projeto aqui para amparar as crianças órfãs", disse o senador.

     

    Em outro momento, o relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), detalhou que a proposta de benefício prevista em seu parecer deve ter o valor de um salário mínimo, que a partir do ano que vem passa a ser de R$ 1.192, para os órfãos, cuja renda familiar não permita a sobrevivência até completar 21 anos de idade.

     

    Segundo Mayra, o auxílio seria "essencial", mas "um salário mínimo não resolve muita coisa, mas já vai ajudar", disse.

     

    Cássia Miranda

  • 12h12

    18/10/2021

    'Os dois últimos anos foram os mais difíceis da história da nossa geração', diz ativista

     

    Na avaliação do ativista Antônio Carlos Alves de Sá Costa, fundador da ONG Rio da Paz, a pandemia desencadeou um "colapso de saúde mental" dos brasileiros em razão de dívidas acumuladas, instabilidade politica, medo de contaminação e falecimento de entes queridos. "Os dois últimos anos foram os mais difíceis da história da nossa geração, sem nenhuma dúvida", disse à CPI.

     

    Ele lamentou que a classe trabalhadora tenha se aglomerado em meios de transporte lotados para, segundo ele, impedir o colapso absoluto da Economia. Também criticou o presidente Jair Bolsonaro por não ter visitado hospitais e "não ter expressado compaixão às vítimas".  

     

    Foto: YouTube/TV Senado

    YouTube/TV Senado

  • 12h04

    18/10/2021

    'Só na minha família são quatro órfãos da covid', diz Mayra Pires Lima

     

    O momento mais emocionante do forte depoimento da enfermeira Mayra Pires Lima à CPI da Covid foi quando ela falou sobre os cuidados que teve com a irmã, quando esteve internada em Manaus. Também quando falou sobre os sobrinhos, que ficaram órfãos após o falecimento da mãe.

     

    "Muitas vezes eu assumia a assistência de saúde da minha irmã porque nós tínhamos cinco técnicos de enfermagem para cuidar de 80 pacientes graves", relatou Mayra aos senadores. "Só em Manaus nós temos mais de 80 órfãos da covid. Só na minha família são quatro", disse a enfermeira. "O que está se fazendo por essas crianças e por essas famílias?", questionou Mayra.

     

    Cássia Miranda

    Foto: Reprodução/TV Senado

    Foto: Reprodução/TV Senado

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