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CPI da Covid ouve empresário bolsonarista Otávio Fakhoury, suspeito de ser o ‘maior financiador de fake news’; veja como foi

Presidente do PTB-SP obteve no STF direito a ficar calado diante de perguntas que possam incriminá-lo

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid ouviu nesta quinta-feira, 30, o empresário Otávio Oscar Fakhoury, suspeito de financiar a disseminação de fake news durante a pandemia. Ele também é investigado no inquérito das Fake News, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Fakhoury chegou para depor amparado por um habeas corpus concedido pelo ministro Dias Toffoli, do STF. O pedido de convocação do empresário, que é aliado do presidente Jair Bolsonaro e preside o PTB-SP desde julho, foi apresentado pelo vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e aprovado na última terça.

 

Segundo o senador, Fakhoury “foi identificado como o maior financiador de disseminação de notícias falsas”. O parlamentar cita como exemplo os canais Instituto Força Brasil (do qual o empresário é vice-presidente), Terça Livre e Brasil Paralelo. “Esses canais estimularam o uso de tratamento precoce sem eficácia comprovada, aglomeração e diversas outras fake news sobre a pandemia”, diz Randolfe no requerimento.

 

A Ong Instituto Força Brasil já havia entrado na mira da CPI como elo entre a Davatti Medical Supply e o Ministério da Saúde. A Davatti ofereceu à pasta vender 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca sem de fato ter autorização da farmacêutica para isso. Nessa negociação, o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, teria cobrado propina de US$ 1 por dose do imunizante. Dias negou tal pedido à CPI, mas foi demitido do cargo após o surgimento das denúncias. Foi por meio do presidente do Instituto Força Brasil, Helcio Bruno, que representantes da Davatti entraram em contato com Dias. Vice-presidente, Fakhoury integra a cúpula da ONG. 

 

Veja como foi a sessão da CPI da Covid:

 

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  • 17h31

    30/09/2021

    CPI encerra sessão

    A CPI da Covid encerrou a oitiva com o vice-presidente do Instituto Força Brasil, Otávio Fakhoury, suspeito de financiar a disseminação de fake news durante a pandemia. Na próxima terça-feira, 5, a comissão deve ouvir um representante da empresa VTC Log, transportadora terceirizada do Ministério da Saúde, suspeita de irregularidades em contrato com a Pasta.

  • 17h30

    30/09/2021

    CPI da Covid aprova convocação de presidente da ANS e médicos demitidos da Prevent Senior

     

    A CPI da Covid, no Senado, aprovou nesta quinta-feira, 30, a convocação do diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde (ANS), Paulo Roberto Vanderlei Rebello Filho. e de dois médicos demitidos da Prevent Senior em junho de 2020, George Joppert e Andressa Joppert.

    A previsão é de que o diretor-presidente da ANS fale na semana que vem. O dirigente será questionado sobre os procedimentos da agência em relação à Prevent Senior. Um grupo de médicos acusa a operadora de saúde por diversas irregularidades, como subnotificação de casos de covid, fraude em declarações de óbito, aplicação de tratamento experimental e disseminação do 'kit covid'.

    O requerimento de convocação é do vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AC). "Requer-se a convocação do atual Diretor-Presidente da ANS, para que preste esclarecimentos sobre as ações e medidas adotadas pela referida agência reguladora para coibir e responsabilizar irregularidades praticadas pela operadora de plano de saúde “Prevent Senior” ao longo da pandemia de Covid-19, bem como sobre demais pontos de inquirição dos membros desta CPI."

     

    A convocação dos médicos da Prevent foi solicitada pelo senador Marcos Rogério (DEM-RO). Na justificativa, o parlamentar constata que os médicos foram citados pelo diretor-executivo da operadora de saúde em depoimento à comissão e acusados de "manipular dados de uma planilha interna" para tentar comprometer a empresa. A planilha, segundo a justificativa do senador, estaria relacionada às denúncias feitas por médicos da operadora de que a Prevent teria utilizado medicamentos sem eficácia contra covid-19 e ocultado mortes pela doença.

    Nesta semana, a CPI colheu o depoimento de Bruna Morato, advogada que representa um grupo de 12 médicos que elaborou um dossiê de acusações de que a empresa coagiu médicos a receitar o chamado “kit covid” e subnotificou óbitos. Durante a oitiva, o senador insistiu para que a advogada revelasse os nomes dos médicos do grupo, que segundo ela tinham receio de ameaças.

     

    Julia Affonso, Daniel Weterman e Roberta Vassallo

  • 16h11

    30/09/2021

    Fakhoury confirma que grupo o procurou para lançar aplicativo que receitava medicamentos de 'tratamento precoce'

    O vice-presidente do Instituto Força Brasil, Otávio Fakhoury, confirmou à CPI que um grupo o procurou para pedir ajuda para o lançamento de um aplicativo que receitaria medicamentos do chamado "tratamento precoce", sem comprovação contra a doença, como a hidroxicloroquina e ivermectina. "Nos foi trazido uma época um grupo que queria ajuda para lançar esse aplicativo", disse.

    Em janeiro, o Ministério da Saúde lançou o TrateCov, aplicativo com objetivo similar, que pretendia dar um "diagnóstico" automático de covid-19 e receitar os remédios defendidos pelo presidente Jair Bolsonaro.

    Na CPI, senadores mostraram um vídeo de uma live realizada pelo empresário sobre o suposto aplicativo. Fakhoury, entretanto, disse não conhecer o TrateCov e não saber quem trouxe ao Instituto o pedido. Ele negou ter tido contato com o Ministério da Saúde para tratar do assunto.

    Roberta Vassallo

     

    Foto: Gabriela Biló/Estadão

    Gabriela Biló/Estadão

  • 16h08

    30/09/2021

    Fakhoury admite negacionismo à CPI, critica vacinas e uso de máscaras 

     

    O depoimento de Otávio Fakhoury à CPI da Covid repete a retórica negacionista adotada pelo empresário nas redes sociais. Defensor do presidente Jair Bolsonaro, ele reiterou na oitiva ter restrições às vacinas e ao uso de máscaras, e insistiu na adoção do “tratamento precoce”, composto por medicamentos ineficazes contra a covid. Assim como outros depoentes aliados do presidente que compareceram à comissão recentemente, como Luciano Hang, Fakhoury disse ser alvo de uma “campanha difamatória” e negou que tenha contribuído financeiramente para a propagação de fake news na pandemia. 

     

    Confrontado pela exibição de um vídeo em que faz campanha pela retirada das máscaras e o “tratamento precoce”, o empresário bolsonarista negou que tenha trabalhado para desestimular a população a tomar medidas protetivas contra o vírus. Em sua defesa, disse ter se limitado a “relatar” publicamente o que aconteceu em sua família, na qual 14 pessoas  teriam contraído a doença e tomado medicamentos do “kit covid” antes de se curarem, segundo ele. Os remédios, afirmou, foram receitados por um médico. 

     

    Fakhoury explicou que nenhum integrante de sua família foi vacinado contra a covid-19, afirmando erroneamente que os imunizantes estariam em fase de testes e ainda não teriam comprovação de segurança. Todas as vacinas adotadas no País têm aprovação da Anvisa. O senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da comissão, advertiu a quem acompanhava a transmissão para que não siga as recomendações do empresário e ressaltou que as vacinas disponíveis no País têm registro definitivo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

     

    Próximo ao fim do depoimento, a agência encaminhou à CPI um parecer atestando a segurança das vacinas e esclarecendo que todos os imunizantes disponíveis no Brasil passaram pelas fases 1, 2 e 3 de testes. A nota, lida pelo senador Randolfe Rodrigues, destacou que as vacinas foram autorizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela agência sanitária dos Estados Unidos, a FDA, além da própria Anvisa.

     

    Repetidas vezes, o empresário argumentou estar protegido pela liberdade de opinião para propagar seu "relato" sobre prevenção e tratamento contra covid. Randolfe, por sua vez, afirmou que a atitude do depoente põe em risco a saúde pública e que, por isso, não seria abrangida pela liberdade de expressão, mas classificada como crime.  

     

    O empresário também negou que haja relação entre o reajuste no aluguel de um imóvel seu à Petrobras e uma doação à campanha eleitoral do então candidato Jair Bolsonaro, em 2018. O relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), expôs que um aditivo contratual de 7 de maio de 2019 reajustou o valor da locação de R$ 30 mil para R$ 110 mil e depois para R$ 150 mil. Fakhoury afirmou que a transação está sob o crivo da Justiça e que não obteve benefício do reajuste. “Não tem nada de ilegal", afirmou.

     

    Fakhoury, que é vice-presidente do Instituto Força Brasil, disse à comissão que não tem conhecimento sobre a motivação e os responsáveis por publicações em que a organização questiona vacinas, critica o uso de máscaras e promove o “tratamento precoce”, embora sejam exatamente estas as suas posições em relação à pandemia. Segundo o empresário, ele não gere o instituto e sua atuação é meramente consultiva.

     

    Antes de dar início aos questionamentos dos senadores ao empresário, o presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), cedeu espaço para que o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) se pronunciasse a respeito de publicações homofóbicas feitas por Fakhoury contra o parlamentar. Em 12 de maio deste ano, o empresário ofendeu o senador em função de sua orientação sexual em postagem no Twitter. O caso foi encaminhado à Polícia Legislativa, que vai apurar crime de homofobia.

     

    Davi Medeiros

     

    Foto: Gabriela Biló/Estadão

     

     

    Foto: Gabriela Biló/Estadão

  • 15h36

    30/09/2021

    CPI vai denunciar ataques de empresário em inquérito de Moraes no STF

    A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid decidiu enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncias de ataques feitos pelo empresário Otávio Oscar Fakhoury a integrantes da comissão. As informações serão compartilhadas no inquérito das fake news, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes.

    O empresário presta depoimento hoje à CPI e é um dos alvos do inquérito. O senador Fabiano Contarato expôs um ataque homófico sofrido por ele logo no início da sessão. Na sequência, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também denunciou ataques feitos pelo empresário.

    Senadores relataram outras declarações ofensivas feitas por ele a integrantes da comissão. O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), deu aval para o compartilhamento das informações antes da conclusão do relatório final da investigação no Senado, previsto para ser lido e votado no dia 20 de outubro.

     

    Daniel Weterman e Julia Affonso

  • 14h46

    30/09/2021

    CPI retoma oitiva de Otávio Fakhoury

    A CPI da Covid retomou a sessão com o depoimento do vice-presidente do Instituto Força Brasil, Otávio Fakhoury.

  • 13h39

    30/09/2021

    Sessão é suspensa para almoço

     

    A sessão da CPI da Covid que ouve o empresário Otávio Fakhoury, suspeito de financiar a propagação de fake news na pandemia, foi suspensa para almoço. A previsão é que a oitiva seja retomada às 14h30.

  • 13h37

    30/09/2021

    Vice-presidente diz não saber quem era responsável por publicações negacionistas de Instituto

    O vice-presidente do Instituto Força Brasil, Otávio Fakhoury, disse não ter conhecimento sobre a motivação e quem era responsável por publicações da organização que questionavam vacinas contra a covid-19, criticavam o uso de máscaras e incentivavam o uso de medicamentos sem eficácia contra a doença. "São atos de gestão de quem geria o instituto aqui em Brasília" afirmou. "Eu não tinha ato deliberativo, minha posição era consultiva, figurativa", disse.

    Na CPI, o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), mostrou imagens de publicações do Instituto que questionavam medidas de restrição para conter a covid-19 e incentivaram o chamado "tratamento precoce". O site do Instituto e as contas nas redes sociais foram tiradas do ar após a ida do presidente da organização, Helcio Bruno de Almeida. Questionado sobre o porquê da retirada do ar, o empresário também respondeu não saber.

     

    Fakhoury também disse que suspendeu em junho os aportes financeiros ao Instituto. Isso ocorreu após o depoimento do presidente à CPI. "A interrupção da colaboração foi justamente porque decidimos suspender as atividades", disse.

     

    Roberta Vassallo

  • 13h34

    30/09/2021

    Fakhoury nega relação entre aluguel de imóvel à Petrobras e doação para campanha de Bolsonaro

     

    O empresário Otávio Oscar Fakhoury negou à CPI da Covid, no Senado, nesta quinta-feira, 30, haver relação entre um reajuste no aluguel de um imóvel seu à Petrobras e uma doação à campanha do presidente Jair Bolsonaro, em 2018. "Nenhuma relação, jamais."

     

     

    O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que Fakhoury é dono de um imóvel e o alugou para a Petrobras. Segundo o senador, um aditivo contratual de 7 de maio de 2019 reajustou o valor da locação de R$ 30 mil para R$ 110 mil e depois para R$ 150 mil. 

     

    "Todos os valores da locação foram reajustados com datas retroativas", afirmou Calheiros. "Essa diferença deveria ser paga em 20 dias."

     

    Fakhoury declarou que trata-se de uma transação comercial que está inteiramente judicializada desde 2017. Por isso, disse, ele não poderia ter "algum benefício que seja numa transação que está sob ordem judicial, sob crivo da Justiça".

     

    "Não tem nada de ilegal", afirmou.

     

    Julia Affonso e Daniel Weterman

     

    Foto: Gabriela Biló/Estadão

    Foto: Gabriela Biló/Estadão

  • 12h47

    30/09/2021

    Empresário admite ter financiado materiais durante campanha de Bolsonaro

     

    O empresário Otávio Oscar Fakhoury admitiu ter financiado a impressão de materiais durante a campanha do presidente Jair Bolsonaro em 2018. De acordo com ele, que presta depoimento na CPI da Covid, a publicidade foi impressa por grupos independentes e não estava diretamente vinculada à campanha do candidato. 

     

    O financiamento é investigado em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração chamou a atenção dos senadores, que alertaram o empresário de que ele corria o risco de se autoincriminar ao fazer a fala durante o depoimento. O caso provocou reação de aliados de Bolsonaro na CPI. Marcos Rogério (DEM-RO), um dos integrantes da tropa de choque do Planalto, tentou desvincular o financiamento das eleições de 2018 à apuração da comissão. 

     

    Ao ser perguntado se teria custeado materiais de divulgação da campanha de Bolsonaro, o empresário disse que financiou a impressão de materiais por quatro grupos no Nordeste. "Uma campanha feita pelas pessoas, por livre e espontânea vontade, que imprimiram seu material e saíam às ruas", disse Fakhoury. "Nunca fui solicitado por alguém da campanha."

     

    O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), apontou que a Polícia Federal encontrou notas fiscais emitidas por duas gráficas do Nordeste com a impressão de 560 mil itens de propaganda eleitoral para Bolsonaro sem declaração à Justiça Eleitoral. 

     

    Além da campanha, Fakhoury afirmou que apoiou o financiamento de manifestações pró-impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e que, em 2019, apoiou grupos que foram à Avenida Paulista por pautas ligadas ao governo de Bolsonaro, como a reforma da Previdência. Ele negou que tenha colaborado financeiramente para as manifestações do último 7 de Setembro.

     

    Daniel Weterman, Julia Affonso e Davi Medeiros

     

  • 12h16

    30/09/2021

    Fakhoury nega que tenha incentivado "tratamento precoce" e é confrontado com vídeo

     

    O empresário Otávio Fakhoury negou que tenha desestimulado o uso de máscara e incentivado a adoção do “tratamento precoce” contra covid, embora a comissão tenha exibido um vídeo em que o depoente aparece fazendo campanha sobre esses temas.

     

    O depoente disse que apenas relata o que aconteceu em sua família. Segundo ele, 14 pessoas de seu círculo próximo contraíram a doença e teriam tomado medicamentos do “kit covid” antes de se curarem. Os remédios, segundo Fakhoury, foram receitados por um médico. 

     

    O empresário, porém, admitiu ser contra o uso de máscaras e disse não acreditar em sua eficácia para prevenir a infecção, embora a efetividade do item seja amplamente conhecida e divulgada. O senador Randolfe Rodrigues,  então, advertiu a população para que não siga a opinião de Fakhoury.   

     

    Repetidas vezes, o empresário disse estar protegido pela liberdade de opinião para propagar seu "relato" sobre prevenção e tratamento contra covid. Randolfe, por sua vez, afirmou que a atitude do depoente põe em risco a saúde pública e que, por isso, não seria abrangida pela liberdade de expressão, mas classificada como crime.  

     

    Davi Medeiros

  • 11h44

    30/09/2021

    Fakhoury nega propagar fake news, se diz acusado injustamente e alvo de campanhas difamatórias

     

    O empresário Otávio Fakhoury afirmou à CPI da Covid, no Senado, nesta quinta-feira, 30, que foi "acusado injustamente e caluniado como propagador de fake news sem jamais ter produzido uma notícia falsa". 

     

    Ele declarou ainda ser "alvo de campanhas difamatórias". "Eu não produzo notícia, não sou jornalista. Sou um cidadão com opinião. Também injustamente acusado de financiador de discurso de ódio sem jamais ter pago por qualquer matéria ou notícia", declarou.

     

    "Tudo porque ousei acreditar na liberdade de expressão e defender que os conservadores e os cristãos merecem um espaço no debate público."

     

    Fakhoury é suspeito de financiar o disparo de fake news durante a pandemia.  O empresário depõe amparado por um habeas corpus concedido pelo ministro Dias Toffoli, do STF, e pode se recusar a responder perguntas que possam incriminá-lo.

     

    Julia Affonso e Daniel Weterman

     

    Foto: Edilson Rodrigues/Agencia Senado

    Foto: Edilson Rodrigues/Agencia Senado

  • 11h42

    30/09/2021

    Contarato acusa Fakhoury de homofobia por postagem e pede apuração

     

    O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) assumiu a presidência da sessão para fazer um pronunciamento sobre suposto crime de homofobia cometido pelo depoente Otavio Fakhoury em um post nas redes sociais. O parlamentar exibiu mensagens do Twitter em que Fakhoury insinua, em tom jocoso, que o senador estaria "pensando no perfume" de um homem no plenário e se pergunta "quem seria o delegado que lhe cativou".

     

    Contarato pediu que cópias do tuíte de Fakhoury sejam encaminhadas à Polícia Legislativa para que seja apurado crime de homofobia. Segundo o senador, a atitude do depoente vai contra seu suposto comprometimento com a "legalidade e moralidade", como anunciado anteriormente na sessão. A CPI também encaminhou a denúncia ao Ministério Público Federal. "Orientação sexual não define caráter", destacou o senador. 

     

    "Essa dor é incomensurável, não tem dinheiro que pague isso, estou expondo meu esposo, meus filhos, minha família, para que outras pessoas não tenham que passar pelo mesmo", disse Contarato. Em seguida, Fakhoury disse reconhecer seu erro e pediu desculpas ao senador e "a todos que tenham se sentido ofendidos".   

     

    Leia reportagem.

     

    Davi Medeiros

  • 11h10

    30/09/2021

    PF faz buscas em operação contra Global Saúde, investigada na CPI da Covid

     

    Nesta quinta-feira, 30, a Polícia Federal cumpre oito mandados de busca e apreensão em uma operação que atinge a empresa Global Gestão em Saúde, investigada na CPI da Covid. Batizada de Operação Acurácia, a ofensiva é resultado faz parte da 14.ª etapa da Operação Descarte, iniciada em 2018.

     

    “A PF verificou que o grupo investigado simulou várias operações comerciais e financeiras inexistentes com a finalidade de desviar dinheiro de empresas que atuam na área de medicamentos para empresas de fachada", explica a Polícia Federal em nota.

     

    A suspeita é que a Global tenha usado serviços da organização criminosa investigada desde a primeira fase da Operação Descarte para lavar dinheiro. O grupo teria repassado produtos eletroeletrônicos sucateados, sem valor comercial, para a farmacêutica. O valor pago teria sido devolvido em espécie e usado no pagamento de propina a agentes públicos e de voos privados, segundo a investigação.

     

    Leia reportagem.

  • 11h00

    30/09/2021

    Omar Aziz marca votação do relatório da CPI da Covid para 20 de outubro

     

    O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), marcou a votação do relatório final da investigação para 20 de outubro. O cronograma foi anunciado no início da reunião de hoje. O parecer do relator, Renan Calheiros (MDB-AL), deve enquadrar o presidente Jair Bolsonaro e integrantes do governo por atos e omissões na pandemia do novo coronavírus. 

     

    Nesta quinta, a CPI coleta o depoimento do empresário Otávio Oscar Fakhoury, suspeito de financiar a disseminação de fake news durante a pandemia. Ele também é investigado no inquérito das Fake News, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF)

     

    Até a conclusão do relatório, a cúpula da CPI planeja ouvir mais um representante da VTCLog, empresa de logística suspeita de operar um esquema de corrupção com o Ministério da Saúde, um médico da Prevent Senior, empresa que teria realizado um experimento usando medicamentos sem eficácia com pacientes de covid, e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)

     

    "Esse é o nosso cronograma de encerramento de trabalhos, só (mudará) se houver um fato muito grave relevante do ponto de vista novo, não daquilo que a gente vem tratando", disse o presidente da CPI. O relator concordou com o cronograma e pretende apresentar o parecer até o dia 19, para ser lido e votado pelos integrantes da comissão no dia seguinte.

     

    Daniel Weterman

Estadão Blue Studio Express

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