Política

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7 de Setembro: veja como foram as manifestações a favor e contra Bolsonaro em todo o País

Atos mobilizaram bases bolsonarista e da oposição, evidenciaram tensão institucional e testaram risco de ruptura com a democracia

Atos em defesa e contra o governo federal aconteceram nesta terça-feira, 7, em cidades de todo o País. O feriado de 7 de Setembro se tornou a mais elevada aposta política de Jair Bolsonaro desde que assumiu o Palácio do Planalto. O presidente acirrou as tensões institucionais ao convocar manifestações de apoio ao governo e ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), conforme avaliam analistas e políticos ouvidos pelo Estadão.

 

Em discurso na Esplanada dos Ministérios, o presidente fez novas ameaças ao Congresso e ao Judiciário, anunciando ainda que vai convocar uma reunião do Conselho da República. Mais tarde, na Avenida Paulista, criticou prefeitos e governadores por medidas restritivas de combate à pandemia e disse que só Deus o tira do posto. "Nesse momento eu quero mais uma vez agradecer a todos vocês. Agradecer a Deus, pela minha vida e pela missão, e dizer àqueles que querem me tornar inelegível em Brasilia: só Deus me tira de lá. Só saio preso morto ou com vitória. E dizer aos canalhas que eu nunca serei preso", afirmou o presidente.

 

Grupos de esquerda também realizaram atos em diversos Estados; em São Paulo, o tradicional 'Grito dos Excluídos' promoveu um ato conjunto com os organizadores do 'Fora Bolsonaro'. Autoridades da segurança pública do Distrito Federal, Brasília e São Paulo, entre outros Estados, criaram esquemas inéditos de policiamento para evitar embates entre os manifestantes, especialmente no transporte público.

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  • 21h39

    07/09/2021

    Boa noite! Encerramos agora a cobertura em tempo real dos atos de 7 de Setembro. Continue a acompanhar a repercussão dos atos e as últimas notícias da política nacional no portal do Estadão.

     

    Agradecemos a audiência!

  • 21h35

    07/09/2021

    Pacheco cancela sessões remotas e comissões previstas nesta semana no Senado

     

    Após os atos antidemocráticos a favor do governo de Jair Bolsonaro, quando um pronunciamento do presidente soou o alarme para várias instituições, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, decidiu cancelar as sessões deliberativas remotas e as reuniões de comissões da Casa previstas para amanhã, 8, e quinta-feira, 9.

     

    Pacheco teria tomado decisão por avaliar que não há clima para votações e nem garantia de segurança a senadores e servidores. A decisão foi interpretada, de acordo com uma fonte, como o primeiro reflexo da radicalização de Bolsonaro contra as instituições.

     

    Leia mais aqui.

     

    Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado - 1/9/2021

    Jefferson Rudy/Agência Senado

  • 21h29

    07/09/2021

    Nas redes, oposição lidera em interações sobre o 7 de Setembro

     

    Nas redes sociais, a oposição dominou os principais assuntos sobre os atos do 7 de Setembro. Levantamento feito na plataforma CrowdTangle por Guilherme Felitti, fundador da empresa de análise digital Novelo Data, mostra que as três publicações com mais interações no Instagram nas últimas 24h sobre o tema foram de lideranças contra o presidente Jair Bolsonaro - entre eles, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

     

    Leia a reportagem completa aqui.

     

    Foto: Marcos Corrêa/PR

    Marcos Corrêa/PR

  • 21h24

    07/09/2021

    Em Rondônia, três cidades registram atos neste dia 7; prefeito de Porto Velho vai a Brasília

     

    Ao menos três cidades de Rondônia registraram atos contra e a favor do governo de Jair Bolsonaro nesta terça-feira, dia 7. 

     

    O governador do estado, Marcos Rocha (PSL), que é bolsonarista, preferiu ir a Brasília (DF), onde acompanhou a fala do presidente na Esplanada dos Ministérios. 

     

    Em Porto Velho, a concentração de uma carreata foi convocada para o Portal das Américas, e saiu em direção ao Espaço Alternativo, na Avenida Jorge Teixeira. Não houve ocorrências policiais, nem prisões.

     

    João Renato Jácome, especial para o Estadão 

  • 20h53

    07/09/2021

    Randolfe Rodrigues decide entrar com notícia-crime no STF contra Bolsonaro após atos de 7 de Setembro

     

    Líder da oposição no Senado, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) informou que vai ingressar com uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o presidente da República, Jair Bolsonaro, seja investigado após ameaçar descumprir decisões do Supremo e exigir deposição do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

     

    Leia a reportagem completa.

     

    Foto: Gabriela Biló/Estadão

    Gabriela Biló/Estadão

  • 20h47

    07/09/2021

    Em Cuiabá, protestos contra e a favor do governo Bolsonaro têm baixa adesão

     

    Com baixa adesão, Cuiabá foi uma das capitais brasileiras a organizar protestos contra e a favor do governo nesta terça-feira, 7. De acordo com a Polícia Militar, o número de veículos presentes nas ruas chegou a 7 mil. Também participaram dos protestos motociclistas, que percorrem algumas das principais avenidas da capital, entoando discursos a favor do presidente Jair Bolsonaro, contra instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF) e ainda em defesa de pautas como o voto impresso.

     

    Também foi registrada uma manifestação contrária a Bolsonaro, em um local mais distante da capital, no bairro Jardim Vitória, região periférica de Cuiabá. Tradicionalmente conhecido como “Grito dos Excluídos”, o ato foi marcado por críticas ao presidente, às denúncias de corrupção ao seu governo, em defesa da democracia e direitos humanos. A passeata reuniu quase 300 pessoas.

     

    Bruna Pinheiro, especial para o Estadão

  • 20h27

    07/09/2021

    Atos de 7 de Setembro em Manaus têm apelo religioso

     

    Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro se reuniram na tarde deste terça-feira, 7 de Setembro, em três pontos de Manaus. Na Praça do Congresso, o evento reuniu 6 mil pessoas e foi comandado pelo coronel da reserva do Exército Alfredo Menezes. As palavras de ordem foram "Eu autorizo" e "Supremo é o povo". Outro grupo da direita se reuniu na orla do Complexo Turístico da Ponta Negra, na zona oeste da capital. 

     

    O terceiro ato na capital amazonense ocorreu na Rotatória da Suframa, na zona sul da capital, e foi convocado pelo pastor Jonatas Câmara, presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Amazonas. Hinos e palavras de louvor a Deus marcaram as manifestações.

     

    De manhã, o "Grito dos Excluídos", organizado pela Igreja Católica e manifestantes da esquerda, ocupou a Orla do Igarapé do Mestre Chico, na área central de Manaus, zona sul de Manaus.

     

    Álisson Castro, especial para o Estadão

     

    Foto: Álisson Castro

    Álisson Castro

  • 20h11

    07/09/2021

    'Grito dos Excluídos' assume defesa da democracia e 'fora, Bolsonaro'

     

    O Grito dos Excluídos assumiu o “Fora, Bolsonaro” como eixo principal de sua 27ª edição, realizada nesta terça-feira, 7 de setembro. Foi a primeira vez que a defesa da democracia entrou na pauta do movimento - que historicamente foca seus esforços no combate à miséria e no desemprego.

     

    “Desta vez, a questão da defesa da democracia se impôs. Não sair às ruas seria um acovardamento. No futuro, seremos lembrados como parte dos setores que atuaram para impedir um golpe”, disse Raimundo Bonfim, coordenador nacional da Central de Movimentos Populares.

     

    Leia mais sobre a manifestação nesta reportagem.

     

    Foto: Taba Benedicto/Estadão

    Taba Benedicto/Estadão

  • 20h08

    07/09/2021

    Belém tem manifestação 'tripla' em defesa de Bolsonaro

     

    Em Belém, os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro se reuniram em três pontos da cidade. A principal manifestação ocorreu na área central da capital paraense. Com faixas, bandeiras e camisas verde-amarelo, os patriotas se concentraram na Escadinha do Cais do Porto, de onde seguiram em marcha pelas Avenidas Presidente Vargas, Nazaré e Visconde de Souza Franco.

     

    Também no centro de Belém, outro grupo de apoiadores de Bolsonaro se concentrou na Avenida Boulevard Castilhos França, no Porto Futuro, de onde seguiram para a Avenida Visconde de Souza Franco. Na periferia da cidade, evangélicos promoveram um culto nas imediações do Estádio do Mangueirão.

     

    Os atos pró Bolsonaro em Belém assumiram um discurso conservador, com palavras de ordem que ressaltava a defesa das famílias brasileiras. Na saída da marcha, foi executado o hino do Brasil e durante todo o todo o trajeto, os animadores enfatizavam o caráter pacífico da manifestação, contrastando com as críticas ao ex-presidente Lula e o governador do Pará Helder Barbalho. 

     

    As manifestações terminaram no início da tarde. Em outro ponto da cidade, ativistas de movimentos sociais e sindicais e lideranças da igreja católica e outras religiões realizaram a 27º Grito dos Excluídos. O ato, que tradicionalmente sai às ruas ao término do desfile militar da Independência, teve seu trajeto alterado para evitar um possível confronto com os manifestantes pró Bolsonaro.

     

    A concentração ocorreu a alguns quilômetros do centro da cidade, no local conhecido como Largo do Redondo, no bairro de Nazaré. “Vida em primeiro lugar” foi o tema deste ano e durante as falas, lideranças lembraram as quase 600 pessoas que morreram durante a pandemia. Os manifestantes também pediram por justiça, direitos, liberdade, saúde, comida, moradia, trabalho e renda.

     

    Danielle Ferreira

    Danielle Ferreira

  • 20h01

    07/09/2021

    Celso de Mello chama Bolsonaro de 'político medíocre' e diz que presidente não está à altura do cargo

     

    O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello reagiu nesta terça-feira, 7, aos discursos feitos pelo presidente Jair Bolsonaro a apoiadores que se reuniram para protestar em Brasília e em São Paulo neste Dia da Independência. O chefe do Executivo voltou a ameaçar as eleições de 2022 e prometeu descumprir decisões judiciais e pedir a renúncia do ministro Alexandre de Moraes.

     

    Celso de Mello chamou Bolsonaro de "político medíocre e sem noção dos limites éticos e constitucionais" e disse que ele não está à altura do cargo de Presidente da República.

     

    Leia a íntegra da nota aqui.

     

    Foto: Dida Sampaio/Estadão

    Dida Sampaio / Estadão

  • 19h58

    07/09/2021

    Em Teresina, apoiadores de Bolsonaro acenam para intervenção militar e encerram carreta na sede do Exército Brasileiro

     

    Apoiadores de Jair Bolsonaro se reuniram no final da tarde de hoje, 7, em Teresina, para uma carreata em defesa do Presidente da República. Com faixas e cartazes, os manifestantes afirmaram ser contra a “volta do comunismo no Brasil” e ainda exibiam mensagens antidemocráticas, como os pedidos de intervenção militar e a cassação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

     

    A carreta saiu da zona leste da cidade e terminou na sede do Exército Brasileiro, em um claro sinal de apoio aos militares, incluindo faixas com pedido de “socorro aos militares”. A manifestação foi acompanhada por um forte aparato policial, em terra e no ar, com apoio do helicóptero da Polícia Militar do Piauí.

     

    O protesto Pró-Bolsonaro na capital do Piauí foi convocado pelo Movimento Piauí nas Ruas (MPR) e Grupo Brasil Conservador (B-38). Durante a concentração da carreata, muitos manifestantes não utilizaram máscaras, álcool em gel e não mantiveram distanciamento social.

     

    Luan Matheus, especial para o Estadão

     

    Foto: Luan Matheus

    Luan Matheus

  • 19h54

    07/09/2021

    Ministros do STF se reúnem após declarações de Bolsonaro e Fux fará pronunciamento em sessão

     

    Após o presidente Jair Bolsonaro ameaçar descumprir decisões judiciais e pedir a renúncia do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), neste 7 de Setembro, o presidente da Corte, Luiz Fux, fará um pronunciamento em nome dos integrantes da corte na próxima sessão, marcada para esta quarta-feira, 8. O teor da manifestação do presidente do Supremo foi debatido entre todos os integrantes da Corte, no início da noite desta terça-feira.

     

    Ao longo do Dia da Independência, os ministros acompanharam as manifestações que, nos bastidores, avaliaram como eleitoreiras, mas, ainda assim, bastante graves. Um integrante, reservadamente, disse acreditar que as falas são "bravatas".

     

    Leia mais nesta reportagem.

     

     

    Foto: Nelson Jr./SCO/STF

    Nelson Jr./SCO/STF

  • 19h47

    07/09/2021

    Nas redes, usuários registram panelaços em São Paulo, no Rio de Janeiro e outras capitais

     

    Vídeos de redes sociais da noite desta terça-feira, 7, mostram panelaços em áreas residenciais em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Recife, João Pessoa, Florianópolis e Porto Alegre. Nas gravações compartilhadas com a hashtag #Panelaco7S, é possível ouvir também palavras de ordem contra o presidente Jair Bolsonaro, que também foi alvo de protestos por parte da oposição ao longo do dia.

     

    Na capital paulista, as panelas foram ouvidas por cerca de 20 minutos na região central da cidade, em bairros como Bela Vista, Santa Cecília, Barra Funda, Pompeia e Perdizes. No Rio, vídeos mostram protestos em Copacabana, Laranjeiras, Cosme Velho, Botafogo, Grajaú e Barra da Tijuca. Em Brasília, os registros se concentram na região das quadras 312 e 212 norte. Já em Salvador, protestos foram em Canela, Vitória e Graça.

     

    Outros panelaços e buzinaços aconteceram também mais cedo, enquanto Bolsonaro discursava em Brasília e São Paulo, em dois eventos organizados por seus apoiadores nas cidades.

     

    Além dos atos pró-Bolsonaro, a terça também teve manifestações de opositores ao governo federal. Em São Paulo, o tradicional ‘Grito dos Excluídos' promoveu um ato conjunto com os organizadores do ‘Fora Bolsonaro’.

  • 19h14

    07/09/2021

    Entrevista: 'Bolsonaro tenta combinar o jogo eleitoral e o golpismo', diz Fernando Abrucio

     

    O passo adiante dado neste 7 de Setembro pelo presidente Jair Bolsonaro, ao mencionar reunião do Conselho da República para avaliar decisões do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e avisar que não cumprirá nenhuma decisão dele, “é só uma jogada a mais”, resume o professor Fernando Abrucio, pesquisador da Fundação Getúlio Vargas-SP.

     

    “Ele joga em dois campos, o eleitoral e o do golpismo, e isso já faz tempo”, adverte Abrucio. “E o que fez nesta terça-feira foi costurar esses dois campos num só”. O raciocínio central, ou a crença, do presidente – adverte o professor –, “é a de que a Presidência o torna ‘um poder moderador que ao final pode  decidir sozinho questões delicadas como essa.

     

    Leia a entrevista aqui.

     

    Foto: Tiago Queiroz/Estadão

    Tiago Queiroz/Estadão

  • 18h52

    07/09/2021

    Leia a íntegra do discurso de Bolsonaro no ato de 7 de Setembro em São Paulo

     

    Deus nunca disse para Israel: “Fique em casa e eu luto por vocês.” Ele sempre disse: “Vai à luta”. Agradeço a Deus pela minha vida e também a ele pelas mais de 60 milhões de pessoas que colocaram essa missão de conduzir o destino da nossa nação. Hoje nós temos um presidente que acredita em Deus, que respeita os seus militares, que defende a família e que teve lealdade a seu povo. O conforto não me atrai. Eu sempre estarei onde o povo estiver. 

     

    Passamos por momentos difíceis. Lá atrás, usei uma passagem bíblica por ocasião das minhas eleições: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertarás”. Quando assumi a Presidência, lembrei de outra passagem: “Por falta de conhecimento, o povo pereceu”. 

     

    Passei por meses difíceis, recebendo cobranças cada vez maiores para tomar decisões importantíssimas. Tinha que esperar um pouco mais, de modo que a população fosse - aos poucos ou cada vez mais - se conscientizando do que é um regime ditatorial. Vocês passaram momentos difíceis com a pandemia, mas pior do que o vírus foram as ações de alguns governadores e prefeitos que simplesmente ignoraram a nossa Constituição, em especial o distinto artigo quinto da mesma, onde colheram a liberdade de expressão, colheram o direito de ir e vir, proibiram vocês de trabalhar e frequentar templos e igrejas.

     

    O nosso povo sempre primou pela liberdade. Sempre respeitamos a lei e a nossa Constituição. Esse presidente que vos fala sempre esteve ao lado da vossa Constituição, sempre esteve dentro das quatro linhas da mesma. Mas agora chegou o momento de nós dizermos a essas pessoas que abusam da força do poder para não subjugar. Dizer a esses poucos que agora tudo vai ser diferente. Queremos a paz, o diálogo e a prosperidade. 

     

    Mas não podemos mais admitir que pessoas que agem dessa maneira continuem no poder, exercendo cargos importantes. Não temos qualquer crítica às instituições, respeitamos todas as instituições. Quando alguém do Poder Executivo começa a falhar, eu converso com ele. Se ele não se enquadra, eu demito. No Legislativo não é diferente. Quando um deputado ou senador começa a fazer algo que incomoda a todos nós e que está fora das quatro linhas, geralmente se aciona o Conselho de Ética e ele pode perder o seu mandato. 

     

    Já no nosso Supremo Tribunal Federal, um ministro deste Supremo ousa continuar fazendo aquilo que nós não admitimos, um ministro que deveria zelar pela nossa liberdade, pela democracia, pela Constituição faz exatamente o contrário. Ou esse ministro se enquadra ou ele pede pra sair. Dizer a esse ministro que ele tem tempo ainda pra se redimir. Tem tempo ainda. 

     

    Nós acreditamos e queremos a democracia. A alma da democracia é o voto. Não podemos admitir um sistema eleitoral que não oferece qualquer segurança por ocasião das eleições. Dizer também que não é uma pessoa do Tribunal Superior Eleitoral que vai nos dizer que esse processo é seguro e confiável porque não é.

     

    Não podemos admitir um ministro do Tribunal Superior Eleitoral também usando a sua caneta, desmonetizar quem critica esse sistema de votação. Nós queremos eleições limpas, democráticas, voto auditável e contagem pública do voto. Não podemos ter eleições que paire dúvidas sobre os eleitores. Nós queremos eleições limpas, auditáveis e com contagem pública. Não posso participar de uma farsa como essa patrocinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

     

    Hoje teremos uma fotografia pra mostrar pro Brasil e pro mundo não de quem está agora aqui nesse carro de som, mas uma foto de vocês mostrar pro mundo e pro Brasil que as cores da nossa bandeira são verde e amarelas. Nós somos conservadores, cada vez mais nós respeitamos as leis e a imagem da Constituição. E não vamos mais admitir que pessoas como Alexandre de Moraes continuem a acoitar a nossa democracia e desrespeitar a nossa Constituição.

     

    Tenho certeza que ao lado de vocês superaremos todos os obstáculos. Não quero conforto dos palácios que existem em Brasília. Quero aquilo que seja justo, ao lado de vocês. Lá atrás, quando fiz parte do Exército brasileiro, jurei a minha vida pela pátria. Tenho certeza que vocês todos também juraram dar a vida pela sua liberdade. 

     

    Mais cedo, uma menina me perguntou se era difícil ser presidente, eu falei que sim, mas que era por ela. Faço isso pelos nossos filhos e nossos netos. E tenho o apoio de vocês, enquanto vocês estiverem do meu lado, eu estarei sendo o porta-voz de vocês. É difícil, mas também é muito gratificante. Não existe satisfação maior do que estar no meio de vocês. Podem ter certeza, aonde vocês estiverem, eu estarei. 

     

    No Brasil, hoje estamos nos manifestando por liberdade. O povo brasileiro, ao longo dos últimos anos, cada vez mais, a onda verde e amarela, a gente faz fluir por toda essa nação. Agora o que incomoda alguns lá de Brasília é que nós realmente começamos a mudar o Brasil. Com as consequências da pandemia (incompreensível), o melhor de mim, darei a vocês. 

     

    Nesse momento, eu quero, mais uma vez agradecer, a todos vocês, agradecer a Deus pela minha vida e pela missão e dizer aqueles que querem me tornar inelegível em Brasília: só Deus me tira de lá. Só saio preso morto ou com vitória. E dizer aos canalhas que eu nunca serei preso.

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