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Veja como foram as manifestações pelo País contra o presidente Jair Bolsonaro deste sábado

Atos que ocorreram no dia 2 de outubro, vinculados originalmente às siglas de esquerda, buscaram ampliar a participação dos setores de oposição na mobilização pelo impeachment

Articulados por nove partidos – PT, PSOL, PCdoB, PDT, PSB, Rede, PV, Cidadania e Solidariedade -, novos protestos contra o presidente Jair Bolsonaro ocorreram neste sábado, 2. Os manifestantes voltaram às ruas três semanas após os atos pelo impeachment de Bolsonaro convocados pelos grupos de centro-direita Movimento Brasil Livre (MBL), Vem Pra Rua e Livres, que tiveram baixa adesão

 

Os protestos deste sábado, vinculados originalmente às legendas de esquerda, buscaram ampliar a participação dos setores de oposição. O principal foco das manifestações passou a ser a crise econômica e temas como a disparada da inflação e o desemprego. Críticas ao negacionismo em relação à pandemia de covid-19 e os ataques de Bolsonaro à democracia fomentaram os atos de rua contra o governo ao longo deste ano.

 

Todas as capitais e Brasília registraram atos neste sábado. As manifestações tinham como objetivo também pressionar o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas-AL), aliado do Palácio do Planalto, a apreciar algum dos 131 pedidos de impeachment que já foram apresentados na Casa. 

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  • 20h36

    02/10/2021

    Boa noite! Encerramos agora a cobertura em tempo real das manifestações pró-impeachment deste sábado, 2. Continue a acompanhar a repercussão dos atos e as últimas notícias da política nacional no portal do Estadão.

     

    Agradecemos a audiência!

     

    Foto: Tiago Queiroz/Estadão

    Foto: Tiago Queiroz/Estadão

  • 20h03

    02/10/2021

    Manifestantes vão às ruas no Acre e em Rondônia em protesto contra o governo Bolsonaro

     

    Quatro cidades em Rondônia e duas no Acre registraram, neste sábado, 2, protestos contra o governo do presidente Jair Bolsonaro. Manifestantes fizeram um apelo aos poderes Legislativo e Judiciário, pelo afastamento de Bolsonaro. 

     

    Nas cidades de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre, pessoas pediram respeito à democracia e garantia da vida e alimento. O padre Luís Ceppi, um dos participantes do ato, critica duramente a política ambiental e indigenista coordenada pelo governo federal. 

     

    “Estão permitindo agrotóxicos e matando a terra, as nossas abelhas estão morrendo. Não há respeito com as pessoas e as instituições estão sendo colocadas em situação de instabilidade”, disse o padre acreano.

     

    Em Rondônia, as manifestações aconteceram nas cidades de Vilhena, Jaru, Ji-Paraná e Porto Velho. Além de pedir mais vacinas contra a covid-19, o protesto também citava o aumento no preço dos combustíveis e dos alimentos. 

     

    Já em Porto Velho, a concentração ocorreu no Centro da cidade, em frente à Praça das Três Caixas d’Água, que faz menção à história da cidade. Os manifestantes criticavam a administração do governo federal durante a pandemia causada pelo coronavírus e pediam o impeachment do presidente.

     

    Texto e foto: João Renato Jácome

    João Renato Jácome

  • 19h56

    02/10/2021

    Porto Alegre tem ato multipartidário e confronto entre militantes

     

    O protesto contra o presidente Jair Bolsonaro realizado neste sábado, 2, em Porto Alegre se diferenciou em relação aos anteriores pela presença maior de partidos e os discursos mais focados na crise econômica do país. Legendas como PDT, Rede e PV, se uniram aos organizadores do ato, marcado nas edições anteriores pela presença massiva de PT, PSOL, PCB e PCO. 

     

    Os discursos de quem foi ao microfone se concentram na crise econômica, exaltando o alto preço do gás e dos alimentos e criticando a política econômica de Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes.

     

    A manifestação começou por volta das 15h no Mercado Público de Porto Alegre, na região central da cidade. Cerca de 1h30 depois, o grupo saiu em caminhada em direção ao bairro Cidade Baixa. O público chegou a ocupar toda a extensão do túnel da Conceição no sentido Centro-bairro.

     

    Entretanto, a participação de mais partidos não representou união, tendo momentos de tensão entre as diferentes legendas que participavam da manifestação.

     

    Presentes de forma mais isolada em manifestações anteriores, os militantes do PDT eram vistos de forma mais volumosa e organizada neste sábado. Com camisetas em alusão à candidatura de Ciro Gomes (PDT), o grupo fazia um contraponto às diversas faixas e camisetas que pedem a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Embora muitos dos que usavam o microfone exigissem o impeachment de Bolsonaro, o tema das eleições presidenciais se fazia presente.

     

    Foi justamente a questão eleitoral que levou a um momento de tensão, quando a deputada estadual Juliana Brizola (PDT), neta de Leonel Brizola, subiu ao carro de som. Ela iniciou o discurso pregando a união apesar das diferenças entre os partidos, mas na parte de baixo, militantes do PCO a xingavam e faziam gestos obscenos contra a parlamentar. Logo após a deputada entregar o microfone, um militante do PCO tomou a palavra, puxou um jingle de campanhas de Lula, o que causou reação negativa de outras lideranças políticas, inclusive do PT, que estavam no caminhão. O militante ainda chegou a sugerir que se tocasse "ovos" em pessoas que estivessem defendendo a terceira via no protesto, e devolveu a acusação de "infiltrados" a Juliana Brizola e o grupo pedetista.

     

    Ao Estadão, a deputada classificou a atitude dos militantes do PCO como "inaceitável". "É inaceitável que um grupo minoritário esteja à vontade para ofender. Isso é 2022, hoje é fora Bolsonaro. Eu estarei em qualquer batucada de esquina que seja fora Bolsonaro. Tem uns que acham que só eles vão fazer a luta."

     

    O restante da manifestação continuou sem outros problemas em uma caminhada pacífica até o Largo Zumbi dos Palmares, onde o protesto foi encerrado por volta das 18h.

     

    Texto e foto: Eduardo Amaral, especial para o Estadão

    Eduardo Amaral

  • 19h42

    02/10/2021

    Marcelo Ramos participa de ato da oposição em Manaus

     

    Em Manaus, a manifestação contra o governo federal começou às 15h na Praça da Saudade, no Centro Comercial da cidade. Segundo estimativa dos organizadores, cerca de 500 pessoas participaram do ato na capital do Amazonas.

     

    O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL-AM), participou do ato na capital amazonense. "Houve muito apelo para eu estar em São Paulo. Por sinal, estive lá no último dia 12, mas fiz questão de estar em Manaus para demonstrar que o Brasil de hoje é um país muito sofrido de 14 milhões de desempregados, quase 600 mil famílias enlutadas, inflação descontrolada e temos um presidente que nega a gravidade da situação. É hora de união de todos os democratas do país, seja da esquerda, direita ou do centro", afirmou.

     

    Os manifestantes portavam faixas e cartazes contra o presidente, cobrando mais ações para conter a pandemia de covid-19 e criticando a gestão do governo federal durante a pandemia.

     

    Outro motivo para pedir a saída do presidente foram as recentes denúncias apresentadas na CPI da Covid no Senado, que aponta indícios de corrupção no âmbito do Ministério da Saúde para compra de vacinas.

     

    Por volta das 16h, uma forte chuva dispersou os manifestantes por cerca de uma hora. O ato foi retomado por volta das 17h, quando o público finalmente saiu em passeata pelo centro comercial de Manaus.

     

    Texto e foto: Alisson Castro, especial para o Estadão

    Alisson Castro

  • 19h33

    02/10/2021

    Políticos paranaenses marcam presença no ato pró-impeachment em Curitiba

     

    Manifestantes se reuniram na Praça Santos Andrade, em Curitiba, na tarde deste sábado, 2, para protestar contra o governo do presidente Jair Bolsonaro. Com gritos de ordem a favor do impedimento do chefe do Executivo e críticas à política econômica e alta da inflação, o público se deslocou no final da tarde até a Boca Maldita, a cerca de três quilômetros do ponto inicial.

     

    A PM não estimou o público presente; a organização estipula que 15 mil pessoas compareceram ao ato.

     

    Diferentemente das manifestações anteriores, o protesto também reuniu políticos, que se juntaram a movimentos sociais, estudantis e sindicais.

     

    O ex-governador Roberto Requião criticou o governo federal, mas defendeu que a discussão política deve ir além da defesa do impeachment. “Com o Centrão e a baixa qualidade do Congresso fica difícil pensar apenas em impeachment”, disse ele.

     

    A bioquímica Valderez Jamur disse que foi motivada a ir ao protesto por causa da má gestão de Bolsonaro. “Ele é contra a ciência, acabou com os institutos de fiscalização no meio ambiente, permite garimpo nas terras indígenas e a economia está muito mal”, disse.

     

    O ato foi maior se comparado com os realizados em setembro. O PT foi uma das principais legendas no ato, com vereadores e deputados representando o partido, incluindo o deputado Zeca Dirceu (PT), filho do ex-ministro Zé Dirceu.

     

    Texto e foto: Julio Cesar Lima, especial para o Estadão

    Julio Cesar Lima

  • 19h19

    02/10/2021

    Em Brasília, ato pede impeachment mas também critica reforma administrativa

     

    Manifestantes ocuparam, neste sábado, 2, a Esplanada dos Ministérios para cobrar o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Com a presença majoritária de partidos de esquerda e centro-esquerda, o protesto teve como alvo também a proposta de reforma administrativa que está sendo discutida no Congresso e enfrenta a resistência da oposição e dos sindicatos alinhados a ela.

     

    A manifestação teve uma presença de público bastante expressiva e uso de símbolos e bandeiras de partidos e sindicatos. A Polícia Militar não informou sua estimativa de número de pessoas, mas os manifestantes chegaram a ocupar todo o lado direito da pista da Esplanada, entre o Congresso e a Biblioteca Nacional, distantes 1,7 quilômetros, na marcha realizada pelos organizadores do evento. Apesar disso, havia menos gente do que na manifestação organizada pelos bolsonaristas no Dia da Independência.

     

    Os protestos deste sábado reforçaram ainda as queixas contra a disparada da inflação. Infláveis reproduziam botijões de gás, protestando contra a elevação do seu custo. Outro boneco gigante representava Bolsonaro, responsabilizado pelas quase 600 mil mortes causadas pela pandemia do coronavírus. Outros infláveis mostravam a imagem do ministro da Economia, Paulo Guedes, num pacote de arroz, item da cesta básica que também pesou na inflação.

     

    Por causa da presença ostensiva de sindicatos de servidores na capital, a proposta de reforma administrativa acabou sendo um dos maiores alvos da crítica da oposição a Bolsonaro. Com os carros de som ocupados quase na sua totalidade por políticos locais de partidos de esquerda e centro-esquerda, como PT, PSB, PDT, Psol, PV, PCdoB, Rede, Solidariedade e Cidadania, entre outros, a oposição ao projeto foi tema recorrente.

     

    Presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, o deputado federal Professor Israel (PV-DF) discursou criticando a proposta. Mas o deputado fez questão de celebrar a presença significativa de pessoas na manifestação. “Eu vim. Porque um verdadeiro patriota vai às ruas lutar contra o desmonte do serviço público, defender a democracia e a educação. Um patriota não dissemina ódio contra seu povo”, afirmou o verde.

    Marcelo de Moraes

    Foto: Gabriela Biló/Estadão

    Gabriela Biló/Estadão

  • 19h18

    02/10/2021

    Secretaria de Segurança Pública de SP estima 8 mil pessoas no ato na Paulista

     

    Oito mil pessoas compareceram ao ato pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro na Avenida Paulista neste sábado, 2, segundo estimativa divulgada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) no início da noite. O levantamento foi realizado com base em imagens aéreas, análise de mapas e georreferenciamento.

     

    O público estimado é um pouco maior do que o do último ato a favor do impeachment do presidente da República, que ocorreu no último dia 12 de setembro. Naquela ocasião, a SSP estimou que 6 mil pessoas participaram do protesto. Já a manifestação pró-Bolsonaro no dia 7 de setembro teria reunido 125 mil participantes, segundo a pasta.

     

    Também de acordo com a SSP, o esquema especial de policiamento montado para os atos deste sábado teria custado R$ 400 mil aos cofres públicos. O efetivo presente no ato contou com mil policiais e apoio de 150 viaturas, além de cinco drones. 

     

    Até às 18h, a secretaria diz ter registrado três ocorrências relacionadas à manifestação. Um participante teve um mal súbito e foi atendido pelos agentes; em outro ponto, uma mulher foi detida por furto de celular; e um homem foi flagrado com porções de maconha durante uma revista pessoal.

     

    Foto: Tiago Queiroz/Estadão

    Tiago Queiroz/Estadão

  • 19h05

    02/10/2021

    Manifestações contra Bolsonaro levam mais público às ruas no interior de SP

     

    Ao menos 20 cidades do interior de São Paulo registraram protestos contra o governo do presidente Jair Bolsonaro neste sábado, 2. As manifestações tiveram mais público do que os protestos de 12 de setembro. A tônica dos atos, organizados por partidos de esquerda, entidades estudantis e movimentos sociais, foi em defesa da democracia e críticas à política econômica do atual governo. Os grupos pediram a saída de Bolsonaro, do seu vice, Hamilton Mourão, e do ministro da Economia, Paulo Guedes. Não houve incidentes graves.

     

    Em Campinas, os manifestantes lotaram o Largo do Rosário e depois saíram em passeata pelas ruas do centro, até o Largo do Pará. Ao lado de bandeiras vermelhas da Central Única dos Trabalhadores (CUT), havia bandeiras do Brasil e faixas na cor azul de movimentos estudantis. Cartazes e faixas pediam o “impeachment já” e até a saída do ministro da Economia, Paulo Guedes. A Polícia Militar acompanhou o ato, mas não calculou o número pessoas presentes.

     

    Em Sorocaba, os manifestantes se reuniram na Praça Coronel Fernando Prestes, no centro, e fizeram uma caminhada pelas ruas centrais. Cartazes estampavam “fora Bolsonaro e Mourão” e pediam “comida no prato”. Os manifestantes, em maior número que os atos de setembro, ocuparam toda a extensão das ruas durante a passeata e o trânsito ficou prejudicado.

     

    O protesto em Ribeirão Preto causou congestionamento no trânsito e houve princípio de confusão entre motoristas e manifestantes. Policiais militares e guardas municipais agiram para acalmar os ânimos. Os grupos caminharam pelo centro até a frente do Theatro Pedro II, com faixas e cartazes pedindo “fora Bolsonaro”. Em Franca, os manifestantes usaram instrumentos de percussão para chamar a atenção dos moradores. Em São Carlos, o ato contra Bolsonaro reuniu pessoas no Largo do Mercadão.

     

    Um carro de som e baterias de escola de samba puxaram o protesto contra o presidente da República em Santos. A professora Paula Albuquerque, do Sindicato dos Professores Municipais, disse que o ato era contra a falta de ação do governo na pandemia do coronavírus e o “desastre” na economia. Após a manifestação, os grupos seguiram em ônibus para engrossar o movimento na Avenida Paulista, na capital.

     

    Durante o ato em Bauru, um grupo interditou a rodovia estadual que liga a cidade a Marília. Policiais rodoviários negociaram a liberação da pista. O protesto durou cerca de uma hora. Em Araraquara, os manifestantes estenderam uma grande faixa no asfalto pedindo a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Houve ato também em Jaboticabal e Rio Claro.

     

    Integrantes do PCdoB levaram bandeiras com a foice e o martelo à manifestação contra Bolsonaro em Piracicaba. O grupo em marcha ocupou mais de 500m da rua Armando Salles, no centro.  Moradores de comunidades carentes pediram por moradia e comida. Em Tatuí, os manifestantes levaram bandeiras verde e amarela e cartazes pedindo a saída do presidente e do seu vice, além de críticas à política econômica. Em Jundiaí, houve arrecadação de alimentos durante o protesto.

    José Maria Tomazela

  • 19h00

    02/10/2021

    Manifestantes em Cuiabá ocuparam principais avenidas da cidade

     

    Cerca de 200 pessoas se reuniram na Praça Alencastro, no centro de Cuiabá, na tarde deste sábado, 2, para a manifestação contrária ao presidente Jair Bolsonaro. Diferente do ato realizado no início do mês de setembro, desta vez os manifestantes saíram da região periférica para ocuparem avenidas principais da cidade, dando mais visibilidade aos discursos.

     

    Marcado para começar às 15h, o ato na praça Alencastro teve início por volta das 16h devido à alta temperatura registrada na capital mato-grossense. Neste sábado, os termômetros chegaram a 40 ºC, o que acabou desanimando os manifestantes. Aos poucos, o público foi se aproximando para acompanhar os discursos de lideranças políticas e de movimentos sociais.

     

    Os discursos criticaram a política de Bolsonaro e chamaram atenção para o corte de recursos na educação, alta nos preços dos alimentos e combustível e enfrentamento da pandemia de covid-19. Por contar com representantes de partidos políticos, os discursos também evidenciaram denúncias de corrupção do presidente e seus filhos, além de antecipar votos para a campanha eleitoral de 2022, com aceno a possíveis candidatos como o ex-presidente Lula.

     

    Encerrado o ato na praça, os manifestantes deram início a uma passeata pelas avenidas Getúlio Vargas e Isaac Póvoas, duas das principais da capital. Ao longo do percurso, não foram registrados incidentes, conforme relatado por policiais militares que acompanharam a manifestação.

     

    Bruna Ribeiro, especial para o Estadão

  • 18h45

    02/10/2021

    Manifestantes começam a se dispersar na Avenida Paulista; ato ocupou dez quarteirões da via

     

    Às 18h, antes do encerramento dos discursos na Avenida Paulista, os manifestantes começaram a se dispersar. No momento, uma leve garoa teve início no local, enquanto era exibida a fala gravada do deputado Fábio Trad (PSD-MS).

     

    Em menos de 15 minutos, a frente do Masp já estava liberada. Pela programação oficial, a manifestação paulistana seria encerrada com a execução do hino nacional. Até o momento, isso não ocorreu.

     

    O ato chegou a ocupar dez quarteirões da avenida. O ponto de maior concentração foi em frente ao Masp, onde estava estacionado o maior dos carros de som.

     

    Cássia Miranda

  • 18h34

    02/10/2021

    Ciro é vaiado durante discurso na Paulista; Haddad e Boulos defendem ‘unidade’ pelo impeachment

     

    Em uma sequência de discursos do alto de um trio elétrico na Avenida Paulista, em São Paulo, lideranças políticas da esquerda como os ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT), além do coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto Guilherme Boulos (PSOL), ressaltaram a diversidade da oposição e defenderam sua unidade em prol do impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

     

    Ciro Gomes foi ao mesmo tempo vaiado e aplaudido durante a sua fala. O discurso incendiou a militância petista: muitas pessoas entoaram o nome do ex-presidente Lula (PT) e fizeram a letra L com as mãos. Outras atiraram objetos em direção ao presidenciável do PDT.

     

    Em seu discurso, Ciro pediu o impeachment de Bolsonaro e defendeu a derrubada da "serpente bolsonarista" no País. O político também disse ser contra o "fascismo" e que a hora de Bolsonaro "está chegando". "O povo brasileiro é muito maior que o fascismo de vermelho ou de verde e amarelo", afirmou. 

     

    Ex-candidato à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos abriu o último bloco do ato na Avenida Paulista destacando a diversidade de pessoas e partidos presentes no ato. Segundo ele, a diversidade política presente hoje nas ruas inclui "gente, inclusive, com quem a gente tem muita diferença", afirmou. Na sequência, disse que as diferenças são menores do que a união para  "tirar Bolsonaro".

     

    Fernando Haddad, por sua vez, defendeu que o governo do presidente Bolsonaro chegue ao fim antes das eleições de 2022. “Não podemos perder de vista o que nós estamos fazendo aqui", disse. "Estamos aqui porque o povo quer comer e Bolsonaro não deixa, o povo quer estudar e Bolsonaro não deixa, quer trabalhar e o governo Bolsonaro não deixa", disse.

     

    "Temos que buscar o sentimento comum e o sentimento comum é 'fora, Bolsonaro'", afirmou o deputado carioca Marcelo Freixo (PSB), que também discursou no ato. "As ruas estão pedindo a nossa unidade", defendeu em outro momento.

     

    Cássia Miranda e Davi Medeiros

     

    Foto: Tiago Queiroz/Estadão

    Tiago Queiroz/Estadão

  • 18h09

    02/10/2021

    Em ato plural, manifestantes saem às ruas de Natal contra Bolsonaro

     

    Em mais um ato a favor do impeachment do presidente Jair Bolsonaro, milhares de pessoas saíram às ruas de Natal neste sábado, 2. As bandeiras do PT eram maioria entre as erguidas pelos manifestantes. Os gritos “Fora Bolsonaro, presidente genocida, ladrão e corrupto” ecoavam pela Av. Hermes da Fonseca, uma das mais movimentadas da cidade, onde os manifestantes se concentraram. 

     

    Mais plural que os demais protestos realizados até hoje contra o atual governo federal, o ato deste sábado reuniu representações de partidos diversos, além do PT, como o PSTU, PSOL e PCB. Os trabalhadores do serviço público estiveram representados pelos Sindicatos dos Trabalhadores da Educação, da Saúde Pública e dos Bancários do Rio Grande do Norte. Juntos, eles erguiam faixas e cartazes contra a reforma administrativa e em desfavor da PEC 32

     

    Bandeiras do Movimento Sem Terra (MST) e do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) também eram vistas. O movimento LGBTQIA+ também foi representado, assim como o da Marcha das Mulheres. Artistas empunhavam cartazes cobrando valorização da cultura e a saída do secretário Mário Frias.

     

    Lideranças políticas locais, como vereadores e uma deputada estadual, discursaram durante o trajeto de aproximadamente dois quilômetros percorrido pela multidão. O senador Jean Paul Prates (PT-RN), andou ao lado dos manifestantes.  

     

    “(O ato) mostra que a gente tem dois grandes desejos: antecipar o fim do governo e mostrar que o governo cometeu crimes. O governo apoiou testes e teses que mataram milhares de pessoas. É preciso acelerar processos para minimizar impactos sociais e econômicos até o fim desse governo: reduzir privatizações, por exemplo” disse o senador. 

     

    A Polícia Militar do Rio Grande do Norte não divulgou dados sobre o número estimado de manifestantes. O ato foi considerado pacífico.

     

    Texto e foto: Ricardo Araújo, especial para o Estadão

    Ricardo Araújo, especial para o Estadão

  • 17h38

    02/10/2021

    Paulinho da Força é vaiado em ato na Avenida Paulista

     

    O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) foi vaiado durante sua fala no ato contra Bolsonaro na Avenida Paulista. Seu discurso, curto, foi praticamente inaudível devido às vaias e xingamentos proferidos contra ele. 

     

    Paulinho da Força foi criticado pelos manifestantes por já pertencido à base de apoio de Bolsonaro, embora atualmente o parlamentar defenda o impeachment do presidente. Segundo alguns dos presentes, as pautas apoiadas pelo deputado no Congresso tratam de "ações contra o trabalhador."

     

    O deputado já foi condenado pela primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Em artigo publicado no Estadão em 2020, ele reafirmou a sua inocência e que recorreria da decisão.

     

    Davi Medeiros e Cássia Miranda

  • 17h32

    02/10/2021

    Em Roraima, ato pede vacinas, prisão de garimpeiros e afastamento do presidente

     

    A capital de Roraima, Boa Vista, registrou ato contra o presidente Jair Bolsonaro neste sábado, dia 2. A manifestação pedia, além do afastamento do presidente, a distribuição de mais vacinas contra a covid-19 e a prisão de garimpeiros que atuam ilegalmente em terras indígenas. 

     

    A concentração dos manifestantes ocorreu na Praça do Centro Cívico, no centro da capital, ponto de encontro conhecido pelos movimentos contrários ao governo federal. Os manifestantes eram seguidos por carro de som e carregavam faixas com críticas ao presidente. 

     

    A carreata partiu, então, em direção ao Monumento ao Garimpeiro, um dos patrimônios históricos da cidade que faz apologia ao garimpo ilegal, na avaliação da Fundação Nacional do Índio (Funai). O movimento foi organizado por membros de movimentos sociais, pela CUT, e também partidos de esquerda.

     

    Texto e foto: João Renato Jácome, especial para o Estadão

    João Renato Jácome, especial para o Estadão

  • 17h22

    02/10/2021

    Organizadores do 'Fora, Bolsonaro' já convocam para ato em 15 de novembro

     

    Antes do fim dos atos deste sábado, 2, organizadores dos protestos contra o presidente Jair Bolsonaro já se preparam para a próxima manifestação, convocada para 15 de novembro. A data foi citada em mais de um discurso de quem subiu no caminhão de som parado em frente ao Masp.

     

    Ao Estadão, o presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros, Antonio Neto, presente na Avenida Paulista, disse que a expectativa é de que o ato marcado para o dia da Proclamação da República seja "gigante." 

     

    Ele destacou ainda a ampliação da diversidade de partidos e sindicatos nas manifestações deste sábado. "A grandeza do ato reflete a amplitude que o 'Fora, Bolsonaro' ganhou. O povo está nas ruas para dar um basta ao governo do desemprego, ao governo da fome, ao governo da corrupção. Hoje foi grande, dia 15 de novembro será gigante!"

     

    Cássia Miranda

     

    Foto: Tiago Queiroz/Estadão

    Tiago Queiroz/Estadão

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