Yeda veta reajuste de seu salário dado pela Assembléia

Deputados haviam aprovado aumento salarial para cargos do Executivo no Estado

Agencia Estado

25 Junho 2007 | 15h54

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), desautorizou nesta sexta-feira, 22, o reajuste de seus vencimentos e avisou que o Executivo não tem condições de pagar qualquer aumento salarial neste ano. Um projeto elaborado pela mesa diretora da Assembléia Legislativa elevava os vencimentos do chefe do Executivo dos atuais R$ 7 mil, congelados há oito anos e os menores do cargo em todo o País, para R$ 13 mil. Os secretários também ganhariam mais, R$ 11,5 mil, mas terão de continuar com R$ 6,5 mil. "Não é o momento para isso (aumentos)", justificou Yeda, referindo-se às dificuldades financeiras do Estado, que vem atrasando os vencimentos de quem recebe mais de R$ 2,5 mil por mês e deve fechar o ano com déficit orçamentário de R$ 1 bilhão. Yeda também avisou que os reajustes dificilmente entrarão em pauta em 2008. E apelou para que nenhuma categoria proponha aumento enquanto toda a massa salarial do funcionalismo não estiver sendo paga em dia. "Este ano não tem (dinheiro) para aumento nenhum", ressaltou, admitindo apenas começar a discutir reposições das maiores defasagens e partir de agosto. A postura de Yeda causou mal-estar na Assembléia Legislativa. O presidente da casa, Frederico Antunes (PP), disse que o reajuste da governadora e dos secretários, apresentando junto com o projeto que vai conceder 21,22% de aumento aos deputados, havia recebido o aval da Casa Civil. Mas, para evitar polêmica, avisou que a parte que trata dos vencimentos do Executivo será retirada do projeto, que deve ir à votação do plenário na semana que vem.

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