Yeda Crusius lança movimento para recriar a Sudesul

Governadora do RS quer convencer governo federal a recriar Superintendência do Sul, assim como já fez com as regiões do Nordeste, Amazônia e Centro-Oeste

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 12h51

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), decidiu nesta segunda-feira, 18, mobilizar os deputados federais e os três senadores gaúchos para convencer o governo federal a recriar a Superintendência de Desenvolvimento da Região Sul (Sudesul), a exemplo do que já fez com as superintendências do Nordeste (Sudene), Amazônia (Sudam) e Centro-Oeste (Sudeco). O deputado federal Mendes Ribeiro Filho (PMDB) assumiu a coordenação dos contatos políticos e vai trabalhar pela apresentação de emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e ao Plano Plurianual (PPA) que prevejam a recriação da Sudesul. Além da bancada gaúcha, Yeda conta com o apoio dos outros governadores do Sul. Segundo Yeda, a nova Sudesul deve elaborar projetos regionais de desenvolvimento e voltar suas atenções para áreas de economia deprimida não contempladas no planejamento atual do governo federal, como a Metade Sul do Rio Grande do Sul. "As superintendências contam com reserva constitucional a fundo perdido, o que se torna um ganho para outras regiões e uma perda para nós", comentou Yeda. Mendes Ribeiro Filho defendeu a formação de uma "cruzada de gaúchos" porque há um tempo considerável o Rio Grande do Sul "está ficando para trás", ocupando, inclusive, a 24ª posição no ranking dos repasses do governo federal. "Não podemos seguir neste patamar", observou o parlamentar. A Sudesul foi criada em 1967 e extinta em 1990. Racionalização de Despesas No dia 4 de junho, a governadora lançou o Programa de Racionalização de Despesas Fazendo Mais com Menos, nesta segunda-feira, em Porto Alegre. O objetivo é fazer com que 25 processos de dez órgãos do Estado, entre secretarias e autarquias, adotem estratégias de gestão que reduzam seus custos e tornem seus gastos mais proveitosos e eficientes. "Até o final do ano todo o programa estará funcionando", previu Yeda. A meta global e as áreas da administração pública que terão de se enquadrar no programa não foram divulgadas. Como primeiro exemplo, foram apresentadas as inovações de processos e as metas do plano de saúde do Instituto de Previdência do Estado (IPE - Saúde). Embora a ordem seja poupar, não há uma orientação linear. Cada área terá de buscar suas soluções, assim como o plano de saúde começou a fazer.

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