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'Volta Lula' é boataria, afirma ex-presidente

Atualizado às 14h15 - Lilian Venturini e José Roberto Castro

08 Abril 2014 | 11h 37

Petista defende competência de Dilma, diz já ter cumprido sua 'tarefa' no Planalto e afirma que a presidente terá de explicar na campanha como melhorar a economia

São Paulo - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou nesta terça-feira, 8, que não é candidato à Presidência da República nestas eleições e pediu fim à "boataria" do "volta Lula". "Minha candidata é a Dilma", disse o petista em entrevista a blogueiros, realizada na sede do Instituto Lula.

As afirmações foram feitas antes do início da entrevista. Em tom de brincadeira, Lula disse que, se pudesse, registraria sua promessa em cartório. O coro "volta Lula" encontra apoio de representantes do próprio PT e teria ganhado força em razão das denúncias envolvendo a Petrobrás e da recente pesquisa de intenção de voto que mostrou a queda de 6 pontos porcentuais de Dilma, segundo o Datafolha. Apesar da redução, a presidente ainda seria reeleita no primeiro turno.

"Se vocês (blogueiros) puderem contribuir para acabar com essa boataria, vocês estarão contribuindo com a democracia no Brasil", afirmou o ex-presidente. Lula elogiou ainda sua sucessora e disse que ela é "a melhor pessoa para ganhar essas eleições". "Dilma tem competência e todas as condições políticas e técnicas para fazer esse País avançar", afirmou Lula. "Eu já cumpri com minha tarefa. Já me dou por realizado", complementou.

Ao avaliar a situação econômica brasileira, alvo principal das críticas dos prováveis adversários de Dilma nas eleições, Lula afirmou que a presidente terá que dizer claramente como melhorar a economia. "Hoje você tem um problema que é: o povo quer mais. Poderíamos estar melhor. E a Dilma vai ter que dizer isso claramente na campanha: como vamos melhorar a economia brasileira", disse.

O ex-presidente rebateu as críticas feitas à condução da política econômica e lembrou os baixos índices de inflação, de desemprego e a resposta do governo à crise econômica internacional de 2008.

O petista falou ainda sobre o delicado papel de um ex-presidente na democracia e afirmou que evita falar com a imprensa por não querer interferir na gestão de Dilma. Ele negou, no entanto, qualquer divergência com a atual presidente. "Eu já disse que se por acaso tivesse divergência entre a Dilma e eu, ela estaria certa e a divergência acabaria", disse Lula.