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Vice-governador de MG é acionado para resolver disputa sobre indicação para líder do PMDB

- Atualizado: 11 Janeiro 2016 | 16h 22

Nomeação está sendo disputada pelos deputados Leonardo Quintão e Newton Cardoso Júnior

BRASÍLIA - O vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade (PMDB), foi acionado para tentar resolver a disputa interna na bancada do PMDB do Estado pela indicação para a disputa da liderança do PMDB na Câmara. A indicação está sendo disputada pelos deputados Leonardo Quintão e Newton Cardoso Júnior.

Segundo apurou o Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, Quintão não abre mão de ser o indicado. Ele alega que deve ser escolhido por ter influência sobre a maioria da bancada mineira do PMDB. O parlamentar chegou a ser líder por pouco mais de uma semana após a ala pró-impeachment do PMDB destituir o atual líder, Leonardo Picciani (RJ), no início de dezembro.

O vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade (PMDB), em 2013
O vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade (PMDB), em 2013

De acordo com peemedebistas envolvidos nas negociações, Andrade marcou, a pedido de Quintão, uma conversa para os próximos dias com o pai de Júnior, Newton Cardoso, para tentar convencer a família a apoiar Quintão. A ideia é que o martelo sobre a indicação seja batido durante reunião na próxima segunda-feira, 18. O encontro seria hoje, mas acabou adiado, pois três dos sete deputados do PMDB de Minas não estavam em Belo Horizonte.

Há ainda na bancada mineira quem defenda que o partido apoie Picciani em troca de indicar um peemedebista do Estado para comandar a Secretaria Nacional da Aviação Civil. O deputado Mauro Lopes já foi sondado pelo Planalto e demonstrou interesse. A ala majoritária, contudo, é contra, por considerar a pasta "insignificante" e "esvaziada".

Nesta terça-feira, 12, Picciani deverá se reunir com peemedebistas da ala pró-impeachment para acertar os detalhes de como será a eleição em fevereiro. A principal divergência é sobre o número de votos. A ala contrária a Picciani defende que, para se reeleger, ele tenha de ter votos pelo menos 2/3 da bancada, enquanto o deputado fluminense quer que seja necessária apenas maioria absoluta da bancada (metade mais um).

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