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Vereadora de Ouroeste-SP é presa por seqüestrar mulher

CHICO SIQUEIRA - Agencia Estado

15 Novembro 2007 | 15h 10

A vereadora Maria Claudina da Silva (PSDB), de Ouroeste, interior de São Paulo, foi algemada e presa ontem, na Câmara Municipal da cidade, por seqüestrar e torturar, com ajuda de duas pessoas, uma funcionária pública que ela suspeitava ser amante do seu marido. O caso aconteceu em 2004, mas a condenação do Tribunal de Justiça só saiu ontem, quando policiais e oficiais de Justiça cumpriram o mandado de prisão na Câmara. A vereadora, que está no segundo mandato, vai cumprir pena de cinco anos de reclusão em regime semi-aberto por seqüestro, constrangimento ilegal e injúria. Em 4 de outubro de 2004, a vereadora obrigou a funcionária pública Marilei dos Reis Machado a entrar em seu carro e a levou a um motel, onde estavam a costureira Ivete Leal de Oliveira Teixeira, de 55 anos, e outro funcionário público, Valdecir de Freitas Benedito Silva, também de 55. Os três a agrediram fisicamente e rasparam o cabelo da vítima. Depois de 50 minutos de agressões físicas e psicológicas, a vítima foi deixada nua numa praça de uma cidade vizinha. Ivete e Valdecir foram condenados a cumprir 3 anos e seis meses de reclusão em regime semi-aberto. As duas mulheres estão presas na cadeia feminina de Meridiano e Valdecir, em Guarani D''Oeste, enquanto aguardam vagas em presídios semi-abertos. A vereadora ainda pode recorrer da sentença, mas enquanto o recurso não for julgado, ela deve continuar presa. O presidente da Câmara de Ouroeste, José Fábio da Silva (PSB), disse à imprensa que vai esperar o julgamento do recursos para decidir se a colega será cassada. Por enquanto, segundo ele, a cadeira da vereadora ficará vazia.

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