Felipe Rau|Estadão
Felipe Rau|Estadão

Veja quem são os presos pela operação de hoje da Polícia Federal

Operação Skala tem como base o inquérito que apura benefícios ilícitos na edição do Decreto dos Portos

O Estado de S.Paulo

29 Março 2018 | 10h58

Os presos pela Polícia Federal no âmbito da Operação Skala, deflagrada na manhã desta quinta-feira, estão envolvidos no inquérito que investiga se o presidente Michel Temer beneficiou empresas em troca de propina na edição do Decreto dos Portos. Autorizadas pelo ministro do Supremo Luís Roberto Barroso, as prisões foram pedidas pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. 

A defesa de José Yunes, amigo e ex-assessor de Temer, classificou a prisão como "ilegal" e "uma violência". Também foram levados pela PF um dos donos da empresa Rodrimaro ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi e um aliado; e o amigo pessoal de Temer conhecido como Coronel Lima. 

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Veja os perfis:

José Yunes

Advogado, amigo pessoal de Temer e ex-assessor da Presidência, Yunes começou na vida pública como deputado estadual em São Paulo pelo PMDB, em 1979. Depois de dez anos como parlamentar no estado e em Brasília, passou a se dedicar a um escritório de advocacia - onde estava até ser chamado para assumir o papel de assessor especial da Presidência. Em 2015, no entanto, o ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho disse que havia levado, a pedido de Temer, propina de R$ 10 milhões ao escritório de Yunes em 2014.  Ele deixou o cargo em dezembro daquele ano para “esclarecer os fatos”, que negou serem verídicos. Yunes e Temer se conheceram na década de 1950, quando cursaram Direito no Largo São Francisco.

Coronel Lima

Amigo de Temer, o coronel João Baptista Lima Filho começou sua relação profissional com o presidente nos anos 1980, quando assessorou o emedebista na Secretaria de Segurança Pública do governo de São Paulo. Lima virou homem de confiança de Temer a partir de então. Passou a atuar como coordenador de comitês eleitorais e resolvia até problemas de família, segundo reportagens que começaram a ser feitas no ano passado, quando o discreto coronel passou a ficar sob os holofotes da Lava Jato.

Wagner Rossi

Ex-ministro da Agricultura nos governos Lula e Dilma, Rossi também foi deputado federal e presidiu, em 1999 e 2000, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), empresa estatal responsável pela administração do porto de Santos. Seu filho, deputado federal Baleia Rossi, é o líder do MDB na Câmara.

Antonio Celso Grecco

O empresário é dono da Rodrimar, acusada de ter sido beneficiada pelo Decreto dos Portos, editado por Michel Temer em 2017 em troca de propina.

Milton Ortolan

Ortolan foi apontado pelos delatores como braço direito de Wagner Rossi. Ele já foi secretário de Educação e de Planejamento em Americana, São Paulo.

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