JF Diorio/Estadão
JF Diorio/Estadão

Veja quem quer ser presidente em 2018

Nomes se despontam dentro dos partidos para a próxima disputa eleitoral

Igor Moraes e Rubens Anater, especiais para o 'Estado', O Estado de S.Paulo

20 Outubro 2017 | 13h43

A um ano da eleição de 2018, a movimentação dentro dos partidos já é intensa para definir quais serão os nomes dessa disputa. Veja abaixo quais já se despontaram e os que tentam emplacar na preferência dos eleitores.

PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele pode ser esse nome se a sentença de sua condenação, pelo juiz Sérgio Moro, não for confirmada pela 2.ª instância. Caso isso ocorra, ele ficará inelegível por causa da Lei da Ficha Limpa. Ainda assim, segue como a grande aposta do PT. A ideia cada vez mais propalada de que "não existe plano B" fez com que eventuais candidatos alternativos, como Jacques Wagner, ex-governador da Bahia, e Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, passassem a articular seus nomes ao Senado. O fato é que com Lula ou sem Lula na jogada, mudam-se as estratégias dos demais concorrentes por causa da liderança do petista nas pesquisas de intenção de votos.

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DEMOCRATAS (DEM)

João Doria? Pode ser se o prefeito de São Paulo, hoje no PSDB, não sofrer desgaste político até lá. Caso isso ocorra, o partido não descarta investir no nome do empresário Luciano Huck.  Os demistas ainda podem apoiar o PSDB se o candidato for o governador Geraldo Alckmin. Isso poderia ser viabilizado se o líder tucano indicasse Rodrigo Garcia, atual secretário estadual de Habitação, para a candidatura ao governo do Estado. O partido já deixou vários recados à classe política de que vai lançar um candidato próprio em 2018. Nessa toada, o senador Ronaldo Caiado (GO) tenta a todo custo emplacar seu nome.

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PODEMOS

Alvaro Dias. O político do Paraná, que já foi do PSDB e recentemente estava filiado ao Partido Verde (PV), é o único nome dentro da legenda cogitado para a corrida ao Planalto. O Partido Trabalhista Nacional (PTN) se transformou em Podemos em julho deste ano.  A nova sigla já nasceu com uma base de 14 deputados federais e dois senadores. Foi também o primeiro partido da base aliada a anunciar o rompimento com o governo Michel Temer. A ideia da sigla não é ser um partido de oposição, mas “independente”.  Segundo Dias, o partido lutará por causas específicas, sem ter uma bandeira definida.

PSOL

Guilherme Boulos? Pode ser. O deputado federal Chico Alencar era o principal nome do partido para 2018. No entanto, o parlamentar anunciou que vai disputar uma vaga no Senado. Sem Alencar, o partido cogita o nome de Boulos, líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) que pode ganhar força no campo da esquerda no caso de impugnação de Lula. Boulos ainda não se posicionou se vai aceitar concorrer ao cargo. O professor universitário Nildo Ouriques também aparece como possível candidato.

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PMDB

É a pergunta do milhão: o partido sair como cabeça de chapa? O PMDB, segundo pesquisa, é o coadjuvante mais bem-sucedido da América Latina. No mês passado, o presidente Michel Temer afirmou que o partido "possivelmente" terá candidato nas eleições do ano que vem. E quem estaria entre os nomes pensados? Outra vez, o prefeito João Doria (PSDB). Durante evento em São Paulo, em agosto, Temer disse que as portas do partido estão abertas ao tucano. Outra possibilidade seria o apoio ao atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, atualmente filiado ao PSD. Presidente nacional do PMDB, Romero Jucá, declarou que Meirelles é um "excelente quadro".

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PARTIDO NOVO

Não está fácil também para o PN. O partido sofre para atrair nomes de peso. O ex-técnico Bernardinho era a principal aposta da sigla para a corrida presidencial, mas já rejeitou a candidatura ao Planalto. Ele deve concorrer ao governo do Rio de Janeiro. Outra possibilidade, um pouco remota, seria o prefeito João Doria (PSDB). O discurso do prefeito da capital paulista está em sintonia com as ideias do partido. Contudo, sem uma máquina partidária capaz de impulsionar sua candidatura, a legenda dificilmente seduzirá Doria.

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PSDB

Geraldo Alckmin e João Doria. O governador está na frente na disputa interna, mas se o prefeito subir em pesquisas e perder rejeição, talvez tenha que ceder lugar ao afilhado caso este continue no PSDB. Mas essa disputa ainda vai render muitos episódios. Um bem recente foi anunciado pelo prefeito de Manaus, Arthur Virgílio. Apesar de se definir o melhor quadro para uma eventual disputa contra Lula, Virgílio admite que não tem tanta força dentro do partido para um embate contra Doria e Alckmin.

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REDE

Marina Silva. Sem concorrência interna, o nome forte do partido Rede Sustentabilidade é o de sua fundadora. A ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente teve uma votação expressiva em 2014, com cerca de 20 milhões de votos. Ela aparece em pesquisas como terceiro nome, perdendo apenas para Lula e Bolsonaro. O partido teve também conversas com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa.

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PDT

Ciro Gomes. O Partido Democrático Trabalhista (PDT), que costumava ser apoiador do PT, deve lançar o ex-ministro como candidato próprio. O presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, disse que a candidatura do ex-ministro da Fazenda é "irreversível, imutável e imexível". Ciro tem feito palestras, reuniões com integrantes do PDT e dado entrevistas de norte a sul. Embora tenha dito ao jornal espanhol El País que gostaria de disputar a eleição de 2018 tendo o ex-prefeito petista Fernando Haddad como vice, sua assessoria diz que o objetivo das viagens não é eleitoral.

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PSD

No momento, o nome com mais força é o do atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Ele será o protagonista da próxima propaganda política da legenda, que deve ser veiculada em dezembro. A propaganda deve destacá-lo como responsável pela recuperação da economia brasileira. Apesar de negar a pré-candidatura, o ministro gravou vídeo destinado a pastores evangélicos pedindo uma “oração pela economia”.

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PSC

Paulo Rabello de Casto. Presidente do BNDES, é o nome da vez para disputar o cargo. Rabello era do Partido Novo, mas em outubro se filiou ao PSC. Sua candidatura ainda não foi anunciada, mas em recente entrevista à Rádio CBN, Rabello disse que “isso seria um sonho de consumo de qualquer brasileiro que tem como objetivo ver esse País realmente empregando mais, tendo mais ética na maneira como administra-se a coisa pública”. Disse ainda que o Brasil tem toda possibilidade de se desenvolver muito mais do que nos últimos anos. Até o início de 2017, Jair Bolsonaro aparecia como provável candidato do partido. No entanto, em agosto, depois de tensões internas, a sigla liberou o deputado para filiar-se a outro partido.

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PEN (PATRIOTAS)

Jair Bolsonaro. O deputado ainda é filiado ao PSC, mas já anunciou sua saída da sigla e está negociando o ingresso no Partido Ecológico Nacional. Ele apareceu, inclusive, na última propaganda do partido na televisão. Sua futura filiação motivou a mudança do nome do partido, que já pediu ao TSE para ser renomeado para Patriotas (PATRIOTAS). Bolsonaro é forte nas pesquisas de intenção de voto, geralmente ficando atrás apenas de Lula. O deputado aparece também como uma possibilidade do PTB, de Roberto Jefferson.

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