Reprodução/Acervo Estadão
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Veja as notícias da reforma ministerial de 1996 relatada por FHC nos 'Diários da Presidência'

Em trecho revelado pela revista 'piauí', tucano conta bastidores da entrada de Dornelles na equipe: 'PPB quer mais', mostrou o 'Estado'

O Estado de S. Paulo

05 Outubro 2015 | 10h33

"O deputado Francisco Dornelles (PPB-RJ) aceitou convite para ser o ministro da Indústria, Comércio e Turismo, no lugar de Dorothéa Werneck, depois de consultar a executiva nacional e as bancadas do partido na Câmara e no Senado. O PPB decidiu fazer duas exigências ao governo: os cargos do ministério têm de ser inteiro do PPB, do secretário-executivo aos dirigentes de câmaras", começava reportagem do Estado em 26 de abril de 1996 que abria a seção de Política, sob o título "Dornelles aceita cargo, mas PPB quer mais". Clique aqui para ver esta edição no Acervo Estadão.

O texto de João Domingos, no qual descrevia bastidores de como o partido (atual PP) reagia à reforma ministerial promovida pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, para ampliar a base de apoio ao governo no Congresso. Ou à "escolha de Sofia", como definiu o próprio FHC, conforme trecho revelado nesta segunda-feira pela revista piauí de Diários da Presidência, obra em quatro volumes que reúne as gravações do tucano no Palácio do Alvorada - o primeiro livro será lançado neste mês pela Companhia das Letras. Na legislatura que tomou posse em 1995, o PPB somava 89 deputados e 18 senadores.

No dia anterior, o Estado havia noticiado em sua manchete: "FH faz reforma no ministério". A reportagem de 25 de abril de 1996, assinada por João Domingos e Ricardo Amaral, relatava que as mudanças na equipe haviam sido discutidas em almoço do qual participaram Fernando Henrique, o então ministro Sérgio Motta (Comunicações), o presidente da Câmara, Luís Eduardo Magalhães (PFL, hoje DEM), e o líder do governo na Câmara, Luiz Carlos Santos (PMDB), que se tornaria naquele momento ministro extraordinário da Coordenação Política. O ingresso do peemedebista no governo, como definiu FHC em seu diário, era fundamental para "cimentar" o apoio do partido. Ainda assim, o então presidente se mostrava cético: "Muitas vezes – o que Dorothea diz tem razão – fazemos tudo isso e eles não entregam o que prometeram".

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