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Veja alguns casos de nepotismo

Da Redação

20 Agosto 2008 | 21h 12

Na equipe do governador Jackson Kepler Lago (PDT), há 23 parentes e contraparentes em cargos públicos

Um dos principais casos de nepotismo no Brasil está no Maranhão. Na equipe do governador Jackson Kepler Lago (PDT), há 23 parentes e contraparentes em cargos públicos - entre eles, dois irmãos, quatro sobrinhos, três primos e um genro. Nomeada secretária particular do governador, a primeira-dama Maria Clay Moreira Lago abriga no governo dois irmãos, seis sobrinhos e dois primos. E, primo do governador e chefe da Casa Civil, Aderson Lago pendurou nos cofres maranhenses pelo menos dois sobrinhos.   Veja também:  STF estende decisão e proíbe nepotismo nos três Poderes  Enquete: Você concorda com a decisão?  Áudio: ouça cometário do analista Marco Antonio Villa    Um dos exemplos mais recentes é o senador Efraim Morais (DEM-PB), que é pai do deputado Efraim Filho (DEM). Ele demitiu a filha Caroline Morais, de 21 anos, universitária. Mas emprega, ainda, sobrinhos seus e da sua mulher. Efraim diz que são pessoas de sua confiança.   Outro exemplo que ficou muito conhecido é o de Severino Cavalcanti. Ele presidiu a Câmara por sete meses, renunciando ao mandato de deputado e, por conseqüência, ao cargo de presidente em setembro de 2005, depois de acusado de supostamente cobrar propina de dono de restaurante em troca de autorização para exploração dos serviços na Câmara. Ele abriu caminho para o nepotismo cruzado, que é a migração de servidores não concursados de um Poder para outro. Sob a proteção e a cumplicidade de chefes de repartições públicas e parlamentares, eles são acolhidos em funções de confiança e não precisam se submeter a processo de seleção porque os cargos disponíveis são comissionados.   No Paraná, o governador Roberto Requião (PMDB) emprega seis familiares.   A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), empregou quatro familiares em sua gestão com 70 dias de mandato, em 2007: um primo, o ex-cunhado, a ex-concunhada e o ex-marido. Já os três irmãos da governadora eram funcionários concursados do governo do Estado. À época, a governadora alegou não haver nepotismo e disse que, no seu governo, "a competência profissional está acima das relações pessoais". Também o Ministério Público analisou essas contratações e concluiu que Carepa não praticou nepotismo, uma vez que o grau de parentesco do ex-cunhado, ex-concunhada e ex-marido não configuraria a prática. A governadora nem chegou a ser denunciada.   A assessoria da governadora informou ainda que um dos três irmãos, o médico Luiz Roberto Vasconcelos Carepa não ocupa mais cargo em sua gestão e que o primo, Arthur Emílio Aliverti, foi exonerado e depois readmitido a "convite" de secretário  por seu desempenho como assessor especial.   Texto corrigido em 22/08/2008 às 15h36.    

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