Vamos reagir com 'tranquilidade', diz Marina sobre denúncias de propina na Petrobrás

Ex-diretor da estatal citou Eduardo Campos, ex-cabeça de chapa do PSB, em esquema de desvios

Aline Bronzati, O Estado de S. Paulo

07 Setembro 2014 | 13h46

A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, disse que vai reagir às denúncias, como a citação do nome de Eduardo Campos em desvios de recursos da Petrobrás, conversando com as pessoas. "Vamos reagir conversando com as pessoas e fazendo tudo até com muita tranquilidade porque nós somos democratas e acreditamos na democracia", disse ela, ao Broadcast Político, após caminhada no Parque da Independência, em São Paulo.

A candidata do PSB afirmou ainda, em resposta a uma eleitora e militante de outro partido, que está sendo muito agredida pela candidata do PT, Dilma Rousseff, e pelo PSDB, ao ser questionada sobre a citação do nome de Eduardo Campos, ex-cabeça de chapa do PSB, nos desvios de recursos da Petrobrás. 

Beto Albuquerque, vice de Marina, acrescentou que durante o evento de hoje ficou claro que a população não está "nem um pouco feliz com os ataques da Dilma, ao contrário". "Em honra ao nome de Eduardo Campos vamos aguardar investigações", reforçou Albuquerque, em resposta à eleitora.

Marina disse ainda que não é cria de Lula, pois estudou e trabalhou. "Cada pessoa tem sua biografia. Não foi Lula quem me fez. Eu quem me fiz. Lula se fez por ele mesmo, assim como Aécio", acrescentou ela.

Questionada pela eleitora sobre como ia governar, caso eleita, sem ajuda de corruptos, Marina disse que quer governar com a ajuda dos honestos e que "o PT e o PSDB que se conformaram". Durante caminhada, ela prometeu manter os programas sociais em curso como, por exemplo, o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, caso seja eleita. 

Durante caminhada no Parque da Independência, Marina ouviu eleitores, posou para fotos e repetiu inúmeras vezes a frase "ajude a gente". Ela prometeu ainda fazer melhorias na educação e saúde. "Tudo que for bom será mantido", disse a candidata do PSB.

Além do candidato a vice-presidente, Beto Albuquerque, ela estava acompanhada pelo deputado Walter Feldman, e agentes da Polícia Federal, segundo apurou o Broadcast Político. O acompanhamento foi reforçado recentemente e está sendo feito em toda aparição da candidata. Campos havia recusado a ajuda, mas Marina e Albuquerque pediram esse tipo de proteção.

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