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DIDA SAMPAIO|ESTADÃO

'Vamos esperar convenção do PMDB em vez de fazer exercício de futurologia', diz Dilma

Presidente afirmou que tem conversado com o vice-presidente, Michel Temer, e com lideranças do partidos; Dilma também destacou papel do PMDB para a governabilidade

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Tânia Monteiro e Carla Araújo,
O Estado de S.Paulo

11 Março 2016 | 16h01

Brasília - Na entrevista que convocou no início da tarde desta sexta-feira, 11, a presidente Dilma Rousseff não quis falar sobre a possibilidade de afastamento que parte do PMDB está defendendo. "Vamos esperar a convenção em vez de a gente ficar aqui fazendo um exercício de futurologia", declarou a presidente, sem querer comentar a possibilidade de o PMDB, principal partido da base aliada, aprovar amanhã na convenção do partido o desembarque do governo.

Dilma disse que tem conversado tanto com o vice-presidente Michel Temer, quanto com as lideranças do partido e fez questão de ressaltar a importância do PMDB para o seu governo. "Sempre converso. Eu converso com todas as lideranças", declarou a presidente, acrescentando que "o PMDB é um partido muito importante na minha base".

Apesar de desconversar sobre o tema, a presidente Dilma e o governo estão muito preocupados com a possibilidade de o partido aprovar o rompimento. Na quarta-feira, a presidente Dilma se reuniu com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e com o líder peemedebista na Casa, Eunício de Oliveira, e apelou para que os dois atuem de forma a garantir que o partido se mantenha na base aliada na convenção da legenda.

O governo quer evitar que seja votada qualquer uma das várias moções previstas para serem apreciadas pelo colegiado. Na ocasião, o presidente do Senado disse a Dilma que a legenda deve proclamar a unidade partidária e buscar a coesão das mais variadas correntes, mas avaliou que nenhuma decisão mais drástica deverá ser tomada no fim de semana.

Também o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, fez o mesmo gesto, só que procurando o vice-presidente Michel Temer, que tem mantido um certo afastamento do governo. Wagner foi ao Jaburu para se reunir com Temer. Apesar de a presidente Dilma dizer que "conversa sempre" com Temer e as demais lideranças peemedebistas, nenhum encontro ficou marcado entre o vice presidente e Dilma, nas vésperas da conversão.

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