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'Vai ter foto', diz Maluf ao confirmar apoio à candidatura de Padilha em SP

Ricardo Chapola - O Estado de S.Paulo

28 Maio 2014 | 13h 26

Anúncio público da aliança será feita pelo partido do deputado na próxima sexta-feira, na Assembleia Legislativa de São Paulo

SÃO PAULO - O presidente do PP em São Paulo, deputado Paulo Maluf, afirmou nesta quarta-feira, 28, que vai repetir com o ex-ministro Alexandre Padilha a foto que fez com o prefeito Fernando Haddad na campanha de 2012 ao anunciar apoio à candidatura petista ao governo do Estado na próxima sexta-feira. Na época, o anúncio da aliança com o PT rendeu uma das fotos mais emblemáticas das eleições daquele ano, em que se registrou o aperto de mão de Lula com Maluf diante de Haddad.

"Com Padilha, sim (vai ter foto). Agora com o Lula eu não sei .Eu não sei se ele vai", afirmou Maluf, que desta vez disse que vai repetir o fato na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) na sexta.

"Naquela ocasião (em 2012) eu não podia ir à Prefeitura fazer a foto do Haddad com o Lula porque quem era o prefeito era o Kassab. Hoje o candidato a governador é o Padilha, então nós vamos fazer (a foto) simbolicamente na Assembleia que é o poder legislativo estadual", afirmou. O evento deve contar com a presença de Padilha, do presidente nacional do PT, Rui Falcão, e do ministro de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini.

Na terça-feira, o PP ratificou o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff no âmbito federal, fator que pesou na decisão pela aliança com Padilha em São Paulo.

"O que está aí não pode continuar. Você só vê violência, assalto, falta d'água. Nós achamos que para solucionar os problemas de São Paulo melhor seria a coligação com o PT", disse Maluf. "Queremos mudança e a mudança vai ser Alexandre Padilha".

O PP atualmente integra a equipe do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que disputa a reeleição. O partido comanda a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU).

A adesão do PP à campanha de Padilha agregará ao petista mais 1min16s ao tempo que ele terá de exposição na TV durante o horário eleitoral. Antes da aliança, o ex-ministro tinha 5min12s no total; agora, terá 6min28s.