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Vaccari ficará em silêncio sobre tríplex

- Atualizado: 20 Fevereiro 2016 | 10h 54

Audiência, que seria realizada no Ministério Público do Paraná, já estava marcada para o dia 24, mas foi suspensa após um recurso do deputado petista Paulo Teixeira (SP)

A defesa do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, condenado por corrupção na Operação Lava Jato, informou à Justiça Federal no Paraná que ele vai ficar em silêncio caso tenha de depor no inquérito que investiga a suspeita de ocultação de patrimônio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua mulher, Marisa Letícia, envolvendo um tríplex no Guarujá (SP).

Como Vaccari está preso em Curitiba, o Ministério Público de São Paulo precisa solicitar ao juiz Sérgio Moro autorização para tomar seu depoimento.

Ex-tesoureiro do do PT João Vaccari Neto comparece a CPI dos Fundos de Pensão na Camara dos Deputados, em Brasilia

Ex-tesoureiro do do PT João Vaccari Neto comparece a CPI dos Fundos de Pensão na Camara dos Deputados, em Brasilia

A audiência, que seria realizada no Ministério Público do Paraná, já estava marcada para o dia 24, mas foi suspensa após um recurso do deputado petista Paulo Teixeira (SP) contra o promotor paulista Cássio Conserino, responsável pelo caso, ser acatado pelo Conselho Nacional do Ministério Público. O órgão suspendeu os atos da investigação – inclusive os depoimentos do ex-presidente Lula e da ex-primeira-dama, marcados para a terça-feira passada.

Na petição a Moro, a defesa pede que o depoimento não seja realizado para evitar custos de deslocamento de Vaccari.

Bancoop. Marisa Letícia adquiriu cotas do empreendimento da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) no período em que Vaccari presidia a instituição, de 2004 a 2010. A cooperativa, contudo, se tornou insolvente e, em 2009, o empreendimento foi repassado para a empreiteira OAS. O ex-tesoureiro é réu na Justiça Federal de São Paulo no processo que aponta desvio de R$ 70 milhões dos cofres da Bancoop durante sua gestão.

Segundo divulgou o Instituto Lula, com a transferência do empreendimento da cooperativa para a empreiteira OAS, a mulher do ex-presidente não aderiu ao contrato com a nova incorporadora e a família decidiu abrir mão do apartamento e receber de volta o valor investido.

Na próxima terça-feira, o plenário do Conselho Nacional do Ministério Público vai analisar a liminar do conselheiro Valter Shuenquener que acatou parcialmente o pedido do deputado petista Paulo Teixeira e suspendeu os depoimentos da investigação. Os promotores responsáveis pelo caso afirmaram que vão recorrer da decisão do conselheiro para tentar reverter a suspensão das audiências. / F.M. e MATEUS COUTINHO

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