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Unasul deve buscar consenso para Venezuela, diz Dilma

LISANDRA PARAGUASSU, ENVIADA ESPECIAL - Agência Estado

11 Março 2014 | 11h 00

A reunião da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), amanhã, em Santiago do Chile, deverá criar uma comissão de interlocutores entre o governo venezuelano e a oposição. A informação foi dada agora pela manhã pela presidente Dilma Rousseff, em uma rápida entrevista antes do encontro bilateral com a presidente eleita do Chile, Michele Bachelet.

"Os presidentes mandaram os seus ministros de Relações Exteriores para fazer uma reunião, criar uma comissão, que pode ser inclusive todos os países da região, e fazer a interlocução pela construção de um ambiente de acordo, consenso, estabilidade, lá na Venezuela", afirmou Dilma. A reunião da Unasul será realizada na tarde de quarta-feira, ainda sem horário definido.

Dilma minimizou o fato de o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ter cancelado esta madruga sua presença na posse de Bachelet. De acordo com a presidente, a reunião já seria feita pelos chanceleres. "O fato de não vir um ou outro presidente não vai interromper esse processo. Porque serão os chanceleres e não os presidentes que farão a reunião. Até por uma questão simples, é um momento de posse, nós estamos comemorando a posse dela. É mais correto ser os chanceleres", afirmou.

A presidente garantiu que a intenção da Unasul é "sempre procurar a manutenção da ordem democrática". "Vocês vejam que quando foi o caso do presidente Lugo (Fernando Lugo, do Paraguai, que sofreu impeachment em 2012) houve um momento de estresse, hoje perfeitamente superado com a perfeita inclusão com o novo presidente eleito democraticamente, Horácio Cartes", disse, acrescentando que o Paraguai terá a presidência pro tempore do Mercosul depois da Venezuela. Seria a vez da Argentina, mas, para regularizar a situação e amainar os ânimos no bloco, os demais países ofereceram a presidência a Cartes.