1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

Um mês após apelo a Carlos Gabas, Caixa libera R$ 30 mi para OAS

- Atualizado: 15 Janeiro 2016 | 03h 00

Estatal repassou recurso ao Distrito Federal em novembro de 2014; Léo Pinheiro fez pedido em mensagem a ex-ministro

BRASÍLIA

Um mês após a OAS apelar ao ex-ministro da Previdência Social Carlos Gabas para que ele intercedesse na liberação de recursos para as obras do BRT Sul de Brasília, a Caixa Econômica Federal liberou R$ 30 milhões. O valor foi repassado ao governo do Distrito Federal em novembro de 2014. A administração não recebia aportes para o serviço desde o fim de maio daquele ano.

O Estado revelou ontem que mensagens obtidas pelos investigadores da Lava Jato no celular de José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, indicavam que Gabas, atual secretário especial de Previdência do governo Dilma Rousseff, intermediou negócios da empreiteira com o governo do DF em 2014. Na época, o Distrito Federal era comandado por Agnelo Queiroz (PT) e Gabas era secretário executivo do Ministério da Previdência, pasta que comandou de janeiro a outubro de 2015.

Segundo o governo do DF, entre junho de 2013 e junho de 2015, a Caixa repassou R$ 390,9 milhões para a obra do BRT. O último repasse antes da mensagem de Léo Pinheiro havia sido em 29 de maio de 2014, no valor de R$ 50,550 milhões. Seis meses após o repasse anterior e um mês depois da troca de mensagens, em 28 de novembro de 2014, foram depositados os R$ 30 milhões. O governo do Distrito Federal diz já ter pago R$ 313,8 milhões em contrapartida até outubro de 2014, quando fez o último aporte.

A Caixa alegou “sigilo bancário” para não detalhar as operações financeiras envolvendo a obra. A OAS não tem comentado as mensagens. Gabas nega tráfego de influência e afirma que “não está na Lava Jato” e não tem “nada a ver com a OAS”. Ele confirma ter recebido a mensagem de Pinheiro e diz ter repassado o pleito a Agnelo. Pinheiro já foi condenado a 16 anos de prisão por envolvimento no esquema na Petrobrás.

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em PolíticaX