Denis Ferreira Netto/ESTADÃO
Denis Ferreira Netto/ESTADÃO

Tucanos querem evitar ‘nacionalização’ do conflito

Presidente do PSDB, senador Aécio Neves, chegou a telefonar para o governador do Estado Beto Richa (PSDB) preocupado com as notícias da crise na região

Ricardo Galhardo, enviado especial, O Estado de S. Paulo

28 Fevereiro 2015 | 20h00

Curitiba - Preocupado com a greve dos professores e manifestações de rua contra o governo em Curitiba, o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB e candidato derrotado à Presidência nas eleições do ano passado, telefonou para o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), pedindo informações sobre a crise no Estado.

“O Aécio me ligou para perguntar o que estava acontecendo, preocupado com as notícias nacionais”, revelou Richa, na quinta-feira, em seu gabinete no Palácio Iguaçu.

Aécio foi uma espécie de modelo de Richa no início do primeiro mandato. Os tucanos receiam que entidades sindicais ligadas ao PT tentem manter a greve que já dura mais de 20 dias e tem mobilizado milhares de pessoas no Paraná até o dia 15 de março, para quando estão marcadas manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A presença de dirigentes da CUT e de sindicatos de outros Estados, inclusive São Paulo e Minas, na capital paranaense acendeu o sinal de alerta do governo. A inteligência da polícia está monitorando o acampamento montado por professores na frente do palácio. O temor é que a oposição tente nacionalizar a crise paranaense para criar um contraponto aos protestos anti-PT.

Ao Estado, Richa reconheceu que foi obrigado a dar “um passo atrás” no ajuste fiscal por conta da mobilização popular e admitiu que sua imagem sai arranhada da crise. “Não quero ser hipócrita e deixar de reconhecer. Me trouxe um desgaste político, sim. Não há dúvida. Acho que oscilou para baixo minha popularidade, mas isso pode oscilar. O que não pode oscilar é a coerência e a responsabilidade com o Estado”, disse.

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