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Tucano pedirá inclusão da Lava Jato no pedido de impeachment

Senador Cássio Cunha Lima diz que exclusão da operação no processo da Câmara foi um 'acordo parcial' entre Dilma e Cunha

Bernardo Caram e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

29 Abril 2016 | 13h39

BRASÍLIA - O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) afirmou nesta sexta-feira, 29, que vai solicitar que os fatos referentes à Operação Lava Jato sejam acrescentados ao processo de impeachment, cuja admissibilidade será analisada pelo Senado. Até agora, a acusação é baseada nos atrasos de pagamentos do Tesouro Nacional a bancos públicos referentes a subvenções de crédito agrícola - as chamadas “pedaladas fiscais” - e na edição de decretos de suplementação orçamentária sem autorização do Congresso.

“Há uma nítida intenção da defesa da presidente Dilma Rousseff em restringir a acusação. Vamos pedir que a Operação Lava Jato seja incluída no processo. A exclusão da operação do processo na Câmara dos Deputados foi fruto de um acordo parcial entre Dilma e (o presidente da Casa) Eduardo Cunha (PMDB-RJ), porque ambos não tinham interesse que a Operação Lava Jato entrasse no debate”, acusou Cunha Lima na Comissão Especial do Impeachment do Senado.

O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, respondeu que incluir novos fatos - classificados por ele como genéricos - no processo agora impossibilitaria a atuação da defesa da presidente. “Qual é a acusação da Lava Jato contra Dilma? Qual é o inquérito contra ela?”, questionou. “Teríamos então um processo 'kafkiano' em que nunca se sabem ao certo quais são as acusações”, completou. 

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