José Maria Tomazela/Estadão
José Maria Tomazela/Estadão

Tucano quebra alternância entre o PMDB e o PT no Mato Grosso do Sul

Reinaldo Azambuja, que teve 55,34% dos votos válidos, diz que enfrentou campanha mais tensa de sua trajetória política

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

26 Outubro 2014 | 19h09

Atualizado às 23h30

“Estou de alma lavada”, comemorou o tucano Reinaldo Azambuja, de 51 anos, após vencer o candidato do PT, Delcídio Amaral, no 2.º turno no Mato Grosso do Sul, com 55,34% dos votos válidos. O adversário petista teve 44,66%.

Por telefone, Azambuja afirmou que enfrentou a campanha mais tensa de sua trajetória política. “Fomos alvos de todo tipo de calúnias e mentiras, mas soubemos manter a cabeça erguida. O eleitor deu a resposta nas urnas”, disse.

Azambuja prometeu uma grande mudança no Estado, que será governado pela primeira vez pelo PSDB - desde 1995 o PMDB e o PT se alternam no poder. “Vamos acabar com a velha política, levar o desenvolvimento para todas as regiões e construir um Estado dinâmico para todos os sul-mato-grossenses.”

Ele fez uma campanha colada na do correligionário Aécio Neves. Na terça-feira, já na reta final da campanha, o então candidato a presidente desembarcou em Campo Grande para apoiá-lo. 

Durante a campanha, Azambuja reclamou de ataques anônimos, inclusive contra familiares. A cinco dias das eleições, por ordem da Justiça Eleitoral, a Polícia Federal apreendeu material difamatório contra o tucano numa produtora supostamente ligada a Delcídio - o caso ainda está sob apuração. Na manhã de domingo, panfletos apócrifos foram lançados na frente de postos de votação diziam que seu filho havia sido preso. “Não era a campanha que queríamos, mas nossa vitória falou mais alto.”

Azambuja entrou na eleição como azarão, concorrendo contra Delcídio e contra o peemedebista Nelson Trad. Apesar de ser do partido do governador André Puccinelli, bem avaliado no Estado, Trad não passou do 1.º turno e acabou se aliando ao tucano.

Empresário do agronegócio, Azambuja começou tarde na política, mas fez carreira rápida. Aos 19 anos, abandonou a faculdade para assumir os negócios da família em Maracaju (MS). Bem sucedido na iniciativa privada, em 1996 se elegeu prefeito do município, no interior do Estado, e se reelegeu sem dificuldade. Em 2006, elegeu-se deputado estadual e, em 2010, deputado federal. Dois anos depois, conheceu sua única derrota concorrendo a prefeito de Campo Grande.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.