Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

TSE rejeita recurso do PT contra decisão de Gilmar Mendes de investigar contas de Dilma

A legenda lembrou no mandado de segurança que a campanha à presidência realizada pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) também recebeu doações das mesmas empresas, e classificou ato do ministro como 'inconstitucional e ilegal'

Gustavo Aguiar, O Estado de S. Paulo

06 Outubro 2015 | 17h10

Brasília - A ministra Maria Thereza Moura, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou nesta terça-feira o recurso do PT pedindo a anulação da decisão do ministro Gilmar Mendes de encaminhar à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal trechos de contas da campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff para investigação. 

A decisão da ministra Maria Thereza contra o seguimento do recurso do PT não foi divulgada na íntegra. Mendes avaliou em agosto que as doações para a campanha presidencial do PT em 2014 contêm repasses de empresas cujos contratos com a Petrobrás estão sob investigação na Operação Lava Jato. Por isso, o ministro requereu aos dois órgãos a análise de supostos crimes que possam motivar uma ação penal. 

A defesa do PT alegou no recurso que a investigação é injustificável. O argumento do partido é de que as contas da campanha já haviam sido aprovadas com ressalvas pelo TSE quando Gilmar Mendes pediu a investigação. 

A legenda lembrou no mandado de segurança que a campanha à presidência realizada pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) também recebeu doações das mesmas empresas, e classificou ato de Mendes como "inconstitucional e ilegal".

Ações no TSE contra Dilma. Tramitam no TSE quatro ações questionando supostas irregularidades nas contas da campanha do PT e que pedem a cassação do mandato de Dilma e do vice-presidente, Michel Temer. Uma delas será julgada ainda nesta terça. A corte já tem maioria formada para abrir a ação de impugnação da chapa eleita. 

O PSDB, que propôs a ação a ser discutida nesta terça, sustentam que houve abuso de poder político e econômico nas eleições, com uso  da estrutura pública na disputa presidencial. Os tucanos indicam ainda supostos repasses à campanha petista oriundos do esquema deflagrado na Operação Lava Jato.  

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