TSE defende eleição sem horário de verão em 2018

Presidente do tribunal afirma que medida facilitaria anúncio do resultado final do pleito

O Estado de S.Paulo

01 Dezembro 2017 | 14h13

BRASÍLIA - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) defendeu, em manifestação ao presidente Michel Temer, a não implementação do horário de verão no mês de outubro de 2018, como forma de viabilizar a realização das eleições gerais no mesmo horário em todo território nacional. O motivo, segundo o presidente do TSE, Gilmar Mendes, é evitar a demora para o resultado final das eleições devido a diferentes fusos horários nacionais, como por exemplo, no Estado do Acre. A situação ocorreu em 2014.

"Já houve manifestação formal perante o presidente, conversei com o ministro de Minas e Energia (Fernando Coelho Filho) e estamos discutindo este tema", disse Gilmar, que lembrou que o governo federal já estudou eliminar o horário de verão neste ano e poderá discutir o tema ano que vem. O ministro disse também que o plano do TSE é inciar às eleições às 8h no horário de Brasília.

"Se tivermos horário de verão no ano que vem, que se faça a partir de novembro para que não se tenha essa diferença. E aí começaríamos na mesma hora de Brasília e encerraríamos a mesma hora. Temos o Acre, o Amazonas. Mas é insuportável para eles se nós tivermos a diferença de 3 horas, fazê-lo. Esse é o problema que ocorre em eleições bastante disputadas", disse Gilmar Mendes.

Mendes disse que o tribunal errou em esperar o resultado do Acre para fazer o anúncio do resultado final das eleições presidenciais em 2014 no segundo turno, em que Dilma Rousseff (PT) venceu Aécio Neves (PSDB-MG). Segundo ele, isso gerou questionamentos.

"O que houve nas eleições de 2014 e eu já fiz um mea-culpa. estamos tentando sanar esse problema. O que houve foi que em relação ao Acre decidimos retardar a decisão para encerrar as eleições do Acre. Quando o Brasil todo tinha expectativas, contabilidade, e no final houve reversão de expectativa em relação às eleições. Houve erro nosso, E criou-se essa lenda urbana de que poderia ter havido manipulação de eleição", afirmou Gilmar.

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