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Política

São Paulo

Tripoli diz estar confiante para chegar ao 2º turno das prévias tucanas em SP

Parlamentar que tenta a vaga tucana para disputar a prefeitura de São Paulo demonstrou, contudo, decepção com as denúncias envolvendo as candidatura de seus adversários

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Ricardo Chapola,
O Estado de S. Paulo

28 Fevereiro 2016 | 12h44

São Paulo - Um dos postulantes à vaga de candidato a prefeito de São Paulo pelo PSDB, o deputado federal, Ricardo Tripoli, disse neste domingo, 28, estar empolgado e confiante de que vai para o segundo turno nas prévias. Porém, acrescentou que está "entristecido" com as denúncias envolvendo as candidaturas de seus adversários durante a campanha.

"Fiquei muito chateado com o volume de denúncias, de brigas, de intrigas. Esse não é o nosso PSDB", disse o parlamentar em referência à troca de acusações feitas entre o vereador Andrea Matarazzo e o empresário João Doria Jr, que também disputam a vaga. A última campanha dos dois foi marcada por troca de acusações envolvendo uso da máquina e cooptação de militantes mediante compensação financeira.

"Não dá para fazer campanha dessa forma. Não é esse o modelo nosso", afirmou. O parlamentar disse ainda que muitas coisas saíram do controle ao manifestar reprovação à troca de ataques entre Matararazzo e Doria.

Tripoli criticou a iniciativa de Doria, que orientou apoiadores de sua candidatura a instalarem cavaletes nos entornos do diretório zonal de Perdizes, onde votou o parlamentar. Para Tripoli, o empresário agride a Lei Cidade Limpa, encampada pela gestão do PSDB na Prefeitura.

"Numa campanha como essa (das prévias) você vê que a Cidade Limpa está senda agredida por fatos que não corroboram com aquilo que o PSDB pretende", disse o deputado que, sem citar o nome de Doria, afirmou que alguns candidatos na disputa interna "não têm o que apresentar".

A lei da Cidade Limpa proíbe a realização de propaganda em áreas externas da cidade, incluindo o uso de peças publicitárias, como cavaletes.

Tripoli afirmou que o PSDB precisa buscar a unidade depois do término das prévias. "Eu trabalhei mais pela coalizão, pelo consenso, do que pela minha própria campanha", disse ele. 

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