Andre Dusek/Estadão
Andre Dusek/Estadão

Toffoli diz que sistema brasileiro está falido e defende lista fechada como 'teste provisório'

Para o ministro do Supremo, modelo pode ser uma opção, mas não definitiva

O Estado de S.Paulo

20 Março 2017 | 19h02

BRASÍLIA– Ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta segunda-feira, 20, que o sistema brasileiro “está falido” e defendeu a adoção do modelo de lista fechada como um “teste provisório”, não definitivo.

“Claramente esse (atual) sistema está falido. Ele leva à possibilidade de compra de votos, ele leva a uma fragmentação política cada vez maior no sentido de um maior número de partidos sendo criados, isso leva a um governo de cooptação, e não de coalização. Então o que temos é realmente repensar e mudar esse sistema o quanto antes”, disse o ministro a jornalistas, depois de participar do Seminário Internacional sobre Sistemas Eleitorais, na sede do TSE.

Na avaliação do ministro, cabe ao Congresso Nacional discutir o melhor modelo a ser adotado no Brasil. Para Toffoli, o sistema de lista fechada pode ser uma opção, mas não definitiva.

“Ela (a lista fechada) pode ser uma saída, um teste provisório para ver como é que funciona. Não definitivo, mas num momento de transição do atual sistema”, comentou Toffoli.

O ministro defendeu a adoção do modelo alemão, no qual se adota um sistema misto, em que os eleitores votam no partido e nos candidatos de cada distrito.

“Eu acho que o melhor sistema para se introduzir no Brasil seria o alemão, mas esse depende de mudança constitucional. Você vota metade do parlamento no partido, metade no distrito, então você aproxima as pessoas”, disse Toffoli. (Rafael Moraes Moura)

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