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'Temos evidências de que Astra pagou mais do que US$ 42,5 mi por Pasadena', diz Graça Foster

Álvaro Campos e Luana Pavani - Agência Estado

15 Abril 2014 | 12h 35

Presidente da Pretrobrás explicou como se deu a polêmica compra e alegou que empresa belga pagou 'no mínimo US$ 360 mi' por refinaria

São Paulo- Em depoimento ao Senado, a presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, afirmou que a Astra, de quem a estatal brasileira comprou a refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), pagou mais do que os alegados US$ 42,5 milhões. A executiva declarou que a Astra investiu US$ 112 milhões antes de a Petrobrás comprar Pasadena. "A Astra pagou no mínimo US$ 360 milhões por Pasadena".

Na primeira parte do depoimento, Graça esclareceu que duas grandes consultorias apontaram oportunidades de a Petrobrás operar no Golfo do México. Em fevereiro de 2005, segundo ela, a companhia recebeu correspondência da Astra propondo parceria.

"Houve ressalvas, como é normal que as consultorias façam", reiterou a presidente da Petrobrás, lembrando que o Citigroup, que controla o banco Citibank, entregou manifestação sobre avaliação financeira. "É preciso lembrar que estávamos às vésperas da crise mundial, que surpreendeu", disse. "O ativo precisa ser comparado com pares, com contexto do ambiente de negócios."

Graça explicou que em 3 de fevereiro de 2006 o conselho autorizou a compra de 50% de Pasadena. Naquele ano começou o relacionamento conflituoso entre as partes. A Petrobrás então propôs comprar os outros 50% de Pasadena "porque entendemos que parceria não prosperaria. Chamamos a Astra para discutir a situação operacional de Pasadena e eles não compareciam", declarou.

Em 2007 e 2008 a Petrobrás seguiu desenvolvendo o projeto de reforma de Pasadena e em outubro de 2008, destacou ela, a estatal assumiu a integralidade das operações e recorreu à Justiça contra a parceira belga Astra Oil.

O painel arbitral deu conclusão sobre Pasadena em abril de 2009, mas ambas questionaram. "Pagamos US$ 554 milhões por 100% de Pasadena. Pela trading (comercializadora) foram pagos US$ 341 milhões. "O maior valor pago pela Petrobrás foi o conhecimento que a Astra (trading) tinha na região".

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