André Dusek/Estadão
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Temer retorna a Brasília e deve se reunir com Moreira Franco

Junto com o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), os dois são alvo, no mesmo processo, da segunda denúncia da Procuradoria-geral da República (PGR), que começa a tramitar esta semana na Câmara dos Deputados

Felipe Frazão / Brasília, Altamiro Silva Junior / São Paulo, O Estado de S.Paulo

30 Setembro 2017 | 13h29

O presidente da República, Michel Temer, retornou há pouco a Brasília e deve se reunir com o ministro Moreira Franco, secretário-geral da Presidência, no Palácio do Jaburu. Junto com o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), os dois são alvo, no mesmo processo, da segunda denúncia da Procuradoria-geral da República (PGR), que começa a tramitar esta semana na Câmara dos Deputados.

Em São Paulo, pela manhã, o presidente recebeu a visita de Gaudêncio Torquato, seu amigo de décadas, que atua como uma espécie de consultor de comunicação. Torquato fazia parte de um núcleo de comunicação informal de Temer, que foi desfeito há alguns meses.

Foi ele, por exemplo, quem o auxiliou, ainda na vice-Presidência, a redigir a carta na qual Temer evidenciava seu descontentamento no tratamento que recebia da então presidente Dilma Rousseff. Torquato chegou à casa de Temer em São Paulo por volta das 8h30 e permaneceu no local por cerca de uma hora. Temer chegou a Brasília pouco antes do meio-dia e foi para a residência oficial.

Na sexta-feira, ele passou o dia em São Paulo, discutindo com assessores a situação política do governo e os desdobramentos do caso JBS. Temer, Moreira e Padilha foram denunciados pela PGR por organização criminosa. Em São Paulo, o presidente aproveitou para fazer também exames de rotina no Hospital Sírio-Libanês.

A tramitação da segunda denúncia, a ser relatada pelo deputado Bonifácio Andrada (PSDB-MG), traz preocupação ao núcleo de comando do Planalto, mas como na primeira denúncia, barrada pelos governistas na Câmara.

A avaliação difundida por auxiliares do presidente é que "não há o que comemorar" sobre as novas gravações de conversas do delator Joesley Batista, dono do JBS, em que ele diz que o ex-procurador-geral Rodrigo Janot tinha o PMDB como alvo e objetivava indicar ou ser presidente da República. O Planalto diz que a delação de Joesley foi armada.

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