1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Temer não vê ilegalidade em doação de bens de Graça Foster

NIVALDO SOUZA E RAFAEL MORAES MOURA - O Estado de S. Paulo

21 Agosto 2014 | 16h 02

Repasse de imóveis feita pela presidente da Petrobrás a parentes é 'comum', na avaliação do vice; transferência ocorreu após Dilma falar sobre Pasadena

Brasília - O vice-presidente Michel Temer afirmou, nesta quinta-feira, 21, que a adoção de bens pela presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, a seus filhos não tem "ilegalidade nenhuma". Segundo ele, por ser uma doação de usufruto, na qual o proprietário pode utilizar o imóvel enquanto estiver vivo, o repasse de bens é comum. "A coisa mais comum na área jurídica é você fazer doações", afirmou.

Graça Foster fez as doações depois de a presidente Dilma Rousseff afirmar, em março, ter aprovado a compra da refinaria de Pasadena (EUA) com base em um parecer técnico "falho e incompleto". A informação foi revelada pelo site do jornal O Globo. As transferências ocorreram antes de o Tribunal Contas da União (TCU) determinar o bloqueio de bens de outros executivos responsabilizados pelo prejuízo de US$ 792,3 milhões com a aquisição da refinaria. O ex-diretor da área internacional da petroleira Nestor Cerveró também transferiu imóveis a familiares.

"Houve doação com usufruto. Todo mundo que faz doação doa com usufruto enquanto viver e depois é que a doação se concretiza. Pelo que li nos jornais, a doação foi feita bem antes da primeira decisão do TCU, lá pelos idos de março", afirmou.

Temer disse que não entraria no mérito da decisão da presidente da Petrobrás de doar os bens para seus filhos. "Se vocês pegarem famílias e famílias que fazem doações, isso é comuníssimo. Agora, qual a razão que levou a doar? É uma razão subjetiva."

Na manhã desta quinta, o presidente do TCU, João Augusto Nardes, afirmou que a doação pode ter sido uma tentativa de burla às investigações, mas disse que é preciso verificar se a ação foi "planificada".

Nessa quarta, o TCU voltou a adiar o julgamento sobre a inclusão de Graça, que ocupava a diretoria de Gás e Energia durante o fim das negociações que resultaram na aquisição da refinaria americana, entre os diretores responsabilizados pelo negócio.

Você já leu 5 textos neste mês

Continue Lendo

Cadastre-se agora ou faça seu login

É rápido e grátis

Faça o login se você já é cadastro ou assinante

Ou faça o login com o gmail

Login com Google

Sou assinante - Acesso

Para assinar, utilize o seu login e senha de assinante

Já sou cadastrado

Para acessar, utilize o seu login e senha

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão

Quero criar meu login

Acesso fácil e rápido

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha

Esqueci minha senha

Acesso fácil e rápido

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo

Cadastro realizado

Obrigado, você optou por aproveitar todo o nosso conteúdo

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail. Clique no link fornecido e crie sua senha

Importante!

Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail esta ativado

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo