Temer diz não acreditar que PMDB 'vá dar trabalho' ao governo Dilma

Leia a entrevista completa nesta quarta-feira no jornal 'O Estado de S.Paulo'

Christiane Samarco, de O Estado de S.Paulo,

14 Dezembro 2010 | 19h00

BRASÍLIA - Ao longo da negociação do ministério, da qual o PMDB saiu insatisfeito, o presidente da legenda e vice da República, deputado Michel Temer (SP), foi chamado várias vezes pela cúpula petista para conter o apetite de correligionários por cargos, com o argumento de que, agora, é um membro do governo e não um presidente de partido.

 

A partir do dia 1º de janeiro, no entanto, a conversa será diferente e Temer não quer ser cobrado por posições tomadas pelo PMDB no Congresso. "Venham cobrar do vice o auxílio necessário para que o governo possa governar com tranquilidade, mas não façam cobranças a mim como dirigente do PMDB", avisa em entrevista ao Estado.

 

No momento em que se sentar na cadeira de vice, Temer estará fora da presidência nacional do PMDB. Pedirá licença do mandato que vai até março de 2012, deixando o comando da legenda para o vice, senador Valdir Raupp (PMDB-RO).

 

Líderes peemedebistas já preveem problemas em votações no Congresso, caso não sejam recompensados com cargos relevantes do segundo escalão. Temer diz não acreditar que o PMDB "vá dar trabalho" na hora do voto, mas deixa a dúvida no ar. "De qualquer modo, isso já seria falar sobre o futuro e sobre hipóteses, e isso não devemos fazer". Leia a entrevista completa nesta quarta-feira no jornal "O Estado de S.Paulo".

Mais conteúdo sobre:
Michel Temer PMDB Dilma Rousseff entrevista

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.