Temer convida líderes da base para café da manhã em meio à possível 2ª denúncia da PGR

Também devem participar do encontro ministros da Fazenda e do Planejamento; segunda denúncia de Janot deve se basear no relatório da PF concluído na segunda-feira, que viu indício sde organização criminosa no PMDB da Câmara

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

12 Setembro 2017 | 15h45

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer convidou líderes da base aliada no Congresso Nacional para um café da manhã nesta quarta-feira, 13, no Palácio da Alvorada. Segundo o líder do PR na Câmara, deputado José Rocha (BA), a pauta oficial do encontro será "mostrar os avanços do governo na economia".

A reunião ocorre em meio à possível apresentação pelo procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, de uma segunda denúncia contra Temer. Como vem mostrando o Estadão/Broadcast, Janot deve enviar uma nova acusação contra o presidente até o fim desta semana, que será a última dele no cargo. O mandato dele termina no domingo, 17 de setembro. 

Ministros do núcleo político e da equipe econômica também devem participar do encontro. De acordo com Rocha, os líderes foram informados de que os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, participarão do café da manhã. 

Relatório. Janot deve apresentar a denúncia com base em relatório da Polícia Federal enviado nessa segunda-feira, 11, ao Supremo Tribunal Federalsobre o chamado "quadrilhão" do PMDB da Câmara. O documento aponta indícios de que Temer recebeu R$ 31,5 milhões de vantagens por participar de suposta organização criminosa que atuou na Petrobrás e governos petistas.  Sem citar diretamente o relatório da PF e nem o imbróglio envolvendo a delação dos executivos da JBS, que baseou a primeira denúncia contra Temer, o Palácio do Planalto soltou no final desta manhã de terça-feira, 12, uma dura nota à imprensa para rechaçar as acusações contra o presidente da República.

Sem citar nominalmente o empresário Joesley Batista, dono da JBS e preso no domingo, 10, após indícios de que mentiu na delação em que implicou Temer, a nota afirma que "facínoras roubam do país a verdade". 

"Bandidos constroem versões por ouvir dizer a lhes assegurar a impunidade ou alcançar um perdão, mesmo que parcial, por seus inúmeros crimes. Reputações são destroçadas em conversas embebidas em ações clandestinas", diz o texto. / COLABOROU CARLA ARAÚJO

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.