Alan Santos/PR
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Temer chega a Brasília após período na Restinga de Marambaia

O presidente chegou a interromper o período de descanso na região para visitar o Estado de Roraima

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

13 Fevereiro 2018 | 22h55

O presidente Michel Temer chegou a Brasília na noite de hoje, após ter passado o restante do carnaval com a família na Restinga de Marambaia, no Rio de Janeiro.

Temer havia embarcado para Marambaia no sábado, dia 10, mas acabou interrompendo o período de descanso na região para visitar o Estado de Roraima, na segunda-feira, dia 12.

Na ocasião, ele se reuniu com a governadora Suely Campos, para discutir a crise causada pelo aumento da entrada de venezuelanos no Brasil. Depois, Temer retornou para Marambaia. 

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Polêmica. Durante a semana, a imprensa divulgou que Temer levaria uma comitiva de 60 pessoas para a Restinga da Marambaia. Segundo auxiliares, a notícia deixou o presidente "muito incomodado". Diante da repercussão, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, em entrevista à Rádio Gaúcha, afirmou que seriam 40 e não 60 os acompanhantes.

A casa onde o presidente passou o feriado com a família é administrada pela Marinha e, embora a praia seja pública, o seu acesso é restrito, por se tratar de uma área militar. 

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O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso costumava ir para o local, mas usava a casa que era administrada pelo Exército, em outra área. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também já se hospedou lá, embora a sua preferência seja pela casa da Marinha em Aratu, na Bahia, para onde a ex-presidente Dilma Rousseff também ia, com muita frequência, nos feriados. Esta casa da Bahia chegou a ser reformada em instalações e equipamentos, duas vezes, para atender Lula e Dilma.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela preparação das viagens, foi destacado para responder as críticas de que a viagem deveria envolver cerca de 60 pessoas para atender a família do presidente. Em nota, o GSI avisou que a estrutura necessária é estabelecida por lei e que todos os ex-presidentes usaram as mesmas prerrogativas. O presidente chegou a pedir para que o número fosse reduzido e algumas pessoas foram retiradas para viagem.

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