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Temas como aborto não terão ressonância, diz Rui Falcão

Presidente do PT e coordenador da campanha de Dilma acredita que candidata não precisa dar mais explicações sobre o tema

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ERICH DECAT ,
Estadão Conteúdo

31 Julho 2014 | 19h53

Integrante da coordenação de campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff, o presidente do PT, Rui Falcão, acredita que temas considerados "tabus", como o aborto, não terão "ressonância" na disputa eleitoral deste ano. "Não creio que essa vai ser a temática desta eleição. Até porque ela Dilma Rousseff está aí há três anos e sete meses e não houve nenhuma violação aos compromissos que ela assumiu naquela ocasião em 2010 com as igrejas. Aborto, união civil, nada disso", afirmou Falcão.

Na eleição presidencial de 2010, a primeira disputada por Dilma, a petista foi alvo na reta final de intensas críticas de vários setores religiosos principalmente em relação à descriminalização do aborto. O tema chegou a ser alvo de análise por parte de Dilma em encontro com aliados logo após as urnas confirmarem que haveria segundo turno na disputa presidencial. "A pior calúnia é aquela que não se identifica através de uma campanha, que ocorreu na surdina através da internet e que a gente sabe que utilizou falsidades, mentiras e preconceito. Aí utilizou questões religiosas, de valores, para a desconstrução da minha campanha, da minha pessoa", afirmou Dilma na época.

Na ocasião, a então candidata à Presidência da República utilizou um discurso "a favor da vida" e chegou a assinar uma carta de responsabilidade onde se comprometeu a não tomar nenhuma medida que alterasse a legislação sobre o aborto. 

"Quem partir para isso, acho que não vai ter ressonância", afirmou Falcão. "Naquela ocasião em 2010 você podia dizer que se tratava de uma candidata nova e questionar o que ela pensava sobre isso ou aquilo. Mas agora ela já tem três anos e sete meses de ação efetiva e não teve nenhuma iniciativa para mudar a legislação nesses aspectos polêmicos", afirmou Rui Falcão.

O presidente do PT também minimizou o impacto de uma possível redução do apoio dos eleitores evangélicos devido ao ingresso na disputa presidencial deste ano do Pastor Everaldo (PSC). "Se não tivesse um candidato evangélico, provavelmente teria mais votos evangélicos no mercado. Como tem um candidato, a tendência é cada um perder um pouquinho".

Rui Falcão disse ainda que o diálogo com os demais setores religiosos deverá ser mantido, como ocorreu nas últimas eleições. Na noite desta quinta-feira, a presidente Dilma participa da inauguração do Templo de Salomão, em São Paulo, complexo religioso construído pela Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) na capital paulista, com capacidade para receber até 10 mil fiéis. O evento dever será reservado somente para convidados da igreja.

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