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Suspeito de envolvimento na morte do coronel nega participação de caseiro

Clarissa Thomé - O Estado de S. Paulo

30 Maio 2014 | 16h 03

Preso nesta sexta, Anderson Pires disse que o irmão não sabia do assalto; polícia encontrou armas do militar na casa do pedreiro e ainda está à procura de Rodrigo Pires, que também teria participado da ação

Rio - O pedreiro Anderson Pires Teles, preso na manhã desta sexta-feira, 30, por participação no assalto à casa do coronel reformado Paulo Malhães, disse à polícia que o irmão, o caseiro Rogério Pires, não sabia dos planos para assaltar o sítio do militar. Rogério trabalhou com Malhães por sete anos e havia sido readmitido duas semanas antes do crime.

"Informalmente, ele disse que o caseiro não sabia de nada. Só teria descoberto o envolvimento dos irmãos na hora do crime", afirmou o delegado assistente da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense, William Pena Júnior.

O pedreiro não comentou sobre o momento em que Malhães morreu - a perícia apontou que o coronel, que admitiu ter torturado e matado presos políticos durante a ditadura, teve um enfarte. "Ele falou muito rapidamente. Ainda não foi ouvido formalmente".

Anderson foi preso em casa, no bairro de Santa Cruz, na zona oeste do Rio. Ele foi encontrado dormindo, segurando uma pistola 9 milímetros com brasão do Exército e não reagiu.

Inicialmente, o pedreiro contou que as armas estavam enterradas num sítio ao lado de casa. Ele se ofereceu para escavar o local e pediu que os policiais retirasse sua algema. Nesse momento, Anderson tentou fugir correndo mas foi capturado em seguida.

Arsenal. As armas foram encontradas no telhado de uma casa vizinha, onde mora a mãe do pedreiro. "Ela ficou nervosa, fez um escândalo, provavelmente tentando nos afastar do local em que as armas estavam", contou o delegado.

O armamento estava envolto em plástico, com uma etiqueta no nome da irmã de Anderson, Fabiana Pires. "Ela não está sendo investigada. Eles podem ter pego o plástico. A etiqueta é importante para mostrar que as armas estavam realmente em poder dele".

Além da pistola, os policiais recuperaram dois fuzis, duas escopetas, uma carabina Winchester e uma submetralhadora. Os armas já foram reconhecidas como sendo as que pertenciam ao militar.

O delegado informou que o inquérito deve ser encerrado em 15 dias. A polícia ainda procura Rodrigo Pires, outro irmão de Rogério e Anderson. O caseiro Rogério continua preso na carceragem da Divisão Antissequestro, no Leblon, zona sul do Rio.

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