Suécia anuncia ampliação da oferta de tecnologia ao Brasil

Além disso, empresa sueca cogita comprar aviões brasileiros para treinamento e transporte de cargas

Tânia Monteiro, da Agência Estado,

02 Outubro 2009 | 14h42

O presidente da sueca Saab, Ake Svensson, informou nesta sexta-feira, 2, em Brasília, que entregou ao Comando da Aeronáutica brasileira a proposta da sua empresa de venda de 36 caças Gripen ao Brasil. Segundo Svensson, a empresa ampliou a oferta de offset - que é a contrapartida comercial e de tecnologia - de 150% para 175% do valor da proposta.

 

Além disso, os suecos cogitam, caso o negócio seja fechado, comprar aeronaves brasileiras: o KC 390, destinado a transporte de cargas, e Super Tucano, avião de treinamento. Porém, Svensson disse que não sabe quantos aviões do Brasil a Saab iria adquirir.

 

Svensson deu as informações em entrevista coletiva na Embaixada da Suécia no Brasil.

 

Nesta sexta-feira, 2, vence o prazo final para as três empresas concorrentes apresentarem à Força Aérea suas propostas. As outras duas empresas são a Boeing, dos Estados Unidos, que oferece o caça Super Hornet F-18, e a Dassault, da França, fabricante do Rafale, pelo qual o Brasil chegou anunciar preferência por questões estratégica.

 

Na entrevista, Svensson disse que a Suécia está oferecendo também: a fabricação no Brasil de 80% da estrutura do Gripen, o que significa fabricação de fuselagem traseira e do trem de pouso, entre outras partes, e o desenvolvimento de 40% do avião em território brasileiro. A proposta sueca é a de entregar o primeiro caça em 2014.

 

O presidente da Saab anunciou ainda que a Suécia está avaliando a possibilidade de comprar aviões de transporte de carga e passageiros KC 390, que serão fabricados pela brasileira Embraer, e Super Tucanos, que já são produzido pela empresa brasileira. A proposta da Saab é a de entregar o primeiro caça em 2014. Svensson informou que, dos 36 caças Gripen, 28 são de um acento, e oito serão de dois acentos.

 

"Oferecemos possibilidade de compartilhar informações, de operar em bases remotas, de abastecer os caças em rodovias, ou na floresta, e uma parceria industrial de 100%. Nosso compromisso é o de revolucionar a Força Aérea Brasileira oferecendo independência ao invés de dependência", afirmou Svensson. Ele não quis falar em preços, alegando que o sigilo faz parte da proposta, mas reafirmou que o Gripen custa a metade do preço de um avião bimotor.

 

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Com informações da Agência Brasil.

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