Márcio Fernandes / Estadão
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STJ envia sindicância da Lava Jato contra Roseana à Justiça Estadual

Como deixou de ser governadora, ela será julgada pela Justiça Maranhense; segundo investigações, Youssef teria pago propina de R$ 6 milhões ao governo estadual para liberar precatórios

TALITA FERNANDES, O Estado de S. Paulo

05 Fevereiro 2015 | 21h49

Brasília - O ministro Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu nesta quinta-feira, 5, enviar o caso de Roseana Sarney (PMDB-MA), ex-governadora do Maranhão, à Justiça Estadual do Maranhão. Em agosto foi aberta uma sindicância no STJ contra a ex-governadora para apurar o envolvimento dela com o caso da Operação Lava Jato.

Em agosto do ano passado, a contadora Meire Poza, que trabalhava para o doleiro Alberto Youssef, ligou o ex-chefe ao governo do Maranhão. Segundo ela, Youssef negociou diretamente, a mando das construtoras UTC e Constran, o pagamento de R$ 6 milhões em propinas para que o governo maranhense antecipasse o pagamento de um precatório de R$ 120 milhões que beneficiava as empresas.

Como deixou o cargo de governadora, Roseana não dispõe mais de prerrogativa de foro, cabe ao STJ julgar ações contra governadores, por isso seu caso passa a ser analisado pela Justiça do Maranhão.

A decisão de Salomão foi comemorada pelo advogado de Roseana, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, acredita que é uma vitória para a Justiça. Segundo ele, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná, insistia em manter o caso com ele.

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