STF nega a Cunha sigilo em inquérito sobre contas na Suíça

Presdiente da Câmara, a esposa e a filha são investigados por suspeita de terem contas secretas que eram abastecidas com dinheiro desviado de contratos com a Petrobrás

Gustavo Aguiar, O Estado de S. Paulo

22 Outubro 2015 | 11h44

BRASÍLIA - O ministro e relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, negou nesta quinta-feira, 21, ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que o inquérito contra ele, a filha, Danielle, e a esposa Cláudia Cruz, tramitem na Corte em segredo de justiça. 

Segundo o ministro, o regime de sigilo deve ser admitido em casos de exceção regulamentados  por lei. "A hipótese dos autos não se enquadra em qualquer das situações em que se imponha reserva à cláusula de publicidade", argumenta o ministro. 

Cunha, a esposa e a filha são investigados por suspeita de terem contas secretas na Suíça que eram abastecidas com dinheiro desviado de contratos com a Petrobrás, investigados na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. 

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