Wilton Junior/Estadão
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Stédile promete protestos diários se Marina for eleita

Líder nacional do Movimento dos Sem Terra defendeu candidatura de Dilma Rousseff (PT) ao lado do ex-presidente Lula

Idiana Tomazelli e Tiago Rogero, O Estado de S. Paulo

15 Setembro 2014 | 18h06

Atualizada às 22h04

Líder nacional do Movimento dos Sem Terra (MST), o economista João Pedro Stédile prometeu protestos diários na Petrobrás caso a candidata do PSB, Marina Silva, seja eleita presidente da República. “A dona Marina que invente de colocar a mão na Petrobrás, que voltaremos aqui todos os dias (em protesto)”, disse Stédile.

O líder sem-terra participou do ato em defesa da candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff, nesta segunda-feira, 15, em frente à sede da Petrobrás, no centro do Rio.

Stédile se referiu a Marina como “aquela candidata que recua todo dia”. “Quem aqui deixa se enganar por ela? Ela quer ou não quer entregar o pré-sal?”, afirmou o líder do MST, que discursou minutos antes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mesmo ao lado de Lula no evento petista, Stédile criticou o governo federal. 

Em maio, ele já havia também criticado o candidato tucano ao Planalto, Aécio Neves. “Só espero que não ganhe o Aécio Neves, porque aí seria uma guerra.” 

Leilões. Nesta segunda, Stédile também lançou uma crítica direta ao leilão da área de Libra, realizado em outubro de 2013 e defendido amplamente por Dilma. 

“Queremos que pare a terceirização, que parem os leilões.” Logo depois, entretanto, Stedile fez campanha para a presidente: “Temos de voltar a eleger a companheira Dilma, que é a única capaz de defender o pré-sal”. 

Historicamente, Stédile adota uma postura de morde e assopra com o PT. 

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