Estadão - Portal do Estado de S. Paulo

Política

Política » Solidariedade quer indicar vice de Aécio, mas PSDB aposta em 'solução paulista'

Política

Solidariedade quer indicar vice de Aécio, mas PSDB aposta em 'solução paulista'

Segundo dirigentes do PSDB, critério de escolha do parceiro de chapa de Aécio será 'geográfico'; nomes do Solidariedade incluem delegado da PF e sindicalista

0

Pedro Venceslau,
O Estado de S. Paulo

08 Janeiro 2014 | 17h23

Único aliado declarado do senador Aécio Neves (PSDB) na eleição presidencial de 2014, o Solidariedade, partido fundado no ano passado e que já conta com 23 deputados federais, reivindica a prerrogativa de indicar o candidato a vice na chapa encabeçada pelo tucano. Dois nomes serão apresentados como "sugestão": o deputado federal paranaense Fernando Francischini, líder do Solidariedade na Câmara, e o sindicalista Miguel Torres, presidente da Força Sindical.

"Vamos conversar em janeiro com Aécio sobre isso. Esses dois nomes são fortes em duas áreas sensíveis e que serão importantes na campanha: segurança pública e sindicalismo", afirma o deputado Paulo Pereira. Presidente nacional e fundador do Solidariedade, ele comandou a Força Sindical até outubro, quando passou a direção da central para Torres.

Ex-tucano e com uma breve passagem pelo PEN (Partido Ecológico Nacional), Francischini é delegado da Polícia Federal. Apesar da pressão, os tucanos não devem aceitar a "sugestão" do aliado.

Segundo dirigentes do PSDB, o critério de escolha do parceiro de chapa de Aécio será "geográfico" e não partidário. Um aliado do senador mineiro afirma que "Francischini está fora de cogitação" e classifica Miguel Torres como "um nome interessante" por agregar a Força Sindical. Mas ressalta que a definição do vice se dará depois das pesquisas de avaliação.

A prioridade dos tucanos é apresentar um vice paulista e o nome mais cotado é o senador Aloysio Nunes Ferreira, do PSDB, que já foi até sondado para a vaga. Uma votação expressiva no Estado é considerada vital para levar Aécio ao segundo turno. Apesar de governado pelo PSDB há 20 anos, São Paulo pode ser um problema para o senador mineiro. "Aecistas" temem que os correligionários do Estado não se empenhem em seu projeto presidencial. O senador mineiro é acusado de ter feito "corpo mole" em eleições passadas, quando candidatos do Estado - Geraldo Alckmin e José Serra - disputaram a Presidência contra o PT.

A tendência no Estado é que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) forme uma aliança com o PSB, partido do governador Eduardo Campos, provável adversário de Aécio na disputa presidencial.

Outra sigla próxima do projeto presidencial do PSDB, o DEM, que conta com 27 deputados federais, reagiu à pretensão do Solidariedade de indicar o vice. "Nossa tendência majoritária é uma aliança com o PSDB. Mas quem quer a vitória do aliado, deve deixar o candidato à vontade e confortável para fazer a escolha do seu vice", diz o senador José Agripino, presidente nacional do DEM.

Mais conteúdo sobre: