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Solidariedade anuncia apoio à candidatura do PMDB ao governo do Rio

Luciana Nunes Leal - O Estado de S. Paulo

03 Fevereiro 2014 | 18h 08

Na disputa pela presidência, partido de Paulinho da Força será aliado de Aécio; na semana passada, PT rompeu aliança com Sérgio Cabral, que lançará seu vice na sucessão

Rio - O Solidariedade, partido que já fechou aliança com o tucano Aécio Neves na disputa presidencial, anunciou nesta segunda-feira, 3, apoio à candidatura do vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) na disputa pelo governo do Rio. Em carta enviada ao governador Sérgio Cabral (PMDB), o presidente do partido, deputado Paulinho da Força (SP), elogiou o trabalho de Pezão e aproveitou para reiterar o apoio a Aécio.

Paulinho destacou o "trabalho incansável da sua equipe, em especial do vice-governador Luiz Fernando Pezão". "Por todos esses motivos decidimos aceitar o convite para participar do projeto, que ultrapassa os limites da administração, cientes de que será respeitada a nossa opção, conhecida de público, de apoiar e propagar agora pelo Estado do Rio de Janeiro, como fazemos por todo o Brasil, o projeto de país construído pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG)", diz o documento. Pezão assumirá o lugar de Sérgio Cabral no início de abril e tentará a reeleição em outubro.

O Solidariedade também entrou no governo do PMDB: o deputado estadual Pedro Fernandes assumiu a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, no lugar do petista Zaqueu Teixeira. Na semana passada, o PT rompeu a aliança de sete anos com o PMDB no Rio e prometeu deixar todos os cargos comissionados no Estado.

Outro cabo eleitoral de Aécio, o ex-deputado Indio da Costa (DEM), assumiu cargo no governo Cabral. Candidato a vice-presidente na chapa do tucano José Serra em 2010, Indio é o novo secretário do Ambiente, no lugar do petista Carlos Minc. "Embora caminhe no plano nacional com o PT, o governador Sérgio Cabral respeitou que eu apoie Aécio", afirmou Indio. Apesar da proximidade com os aliados de Aécio, estreitada na semana passada, Cabral anunciou que apoiará a reeleição de Dilma Rousseff e que o palanque de Pezão estará aberto à presidente.