DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO
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Só exame no ônibus pode dizer se foi tiro, diz perita

Segundo Rosângela Monteiro, do Instituto de Criminalística de São Paulo, é impossível afirmar por meio de uma foto se uma perfuração na lataria de um veiculo foi provocada ou não por um disparo de arma de fogo

Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

29 Março 2018 | 00h49

É impossível afirmar por meio de uma foto se uma perfuração na lataria de um veiculo foi provocada ou não por um disparo de arma de fogo. Quem afirma é a perita criminal Rosângela Monteiro, do Instituto de Criminalística de São Paulo, que atuou em casos como o da menina Isabella Nardoni.

Na manhã desta quarta-feira, 28, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que é policial federal e filho do pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro, pôs em dúvida a veracidade do ataque à caravana de Luiz Inácio Lula da Silva, sugerindo por meio de imagens de supostos disparos em veículos que as perfurações nos ônibus petistas eram uma “armação”.

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De acordo com a perita criminal, é impossível fazer a afirmação feita pelo deputado porque só o exame realizado por um perito no veículo atingido pode determinar qual a origem da perfuração. Um perito, segundo ela, vai examinar o local do fato, verificar a trajetória do disparo, averiguar se o tiro foi dado de dentro para fora ou de fora para dentro do veículo e ainda verificar o ponto da perfuração para coletar material que indique ou não que ele foi feito por arma de fogo. “Há perfurações causadas por ferrugem que são semelhantes a um disparo. Até mesmo a foto feita por um jornalista é diferente daquela da perícia. Por isso, qualquer opinião que não seja do perito que esteve no local e examinou o veículo é mera ilação, especulação”, afirmou.

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