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Skaf, presidente da Fiesp, selou ingresso no PMDB

ANDREA JUBÉ VIANNA - Agência Estado

05 Maio 2011 | 16h 51

O presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, selou ontem à noite seu ingresso no PMDB, em um jantar no Palácio do Jaburu, em Brasília, residência oficial do vice-presidente Michel Temer. O líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), disse que Skaf deve oficializar a filiação à sigla nos próximos dias. As principais lideranças do partido participaram do jantar, como o presidente do Senado, José Sarney (AP), e o líder da bancada no Senado, Renan Calheiros (AL).

Skaf é o segundo integrante do PSB paulista que ingressa no PMDB, deixando a sigla do governador Eduardo Campos (PE). O presidente da Fiesp acompanha o deputado federal Gabriel Chalita, que deve oficializar a troca de legenda em junho. Principal aposta do PMDB para 2012, Chalita trocará de partido arriscando-se a perder o mandato.

O ingresso de Skaf no PMDB reafirma os planos do partido de ganhar musculatura política em São Paulo. Mas o presidente da Fiesp chega ciente dos planos do partido de lançar Gabriel Chalita como candidato à prefeitura da capital paulista, afirma Alves.

"Skaf é o projeto do PMDB para 2014", diz Alves, sinalizando uma pré-candidatura do líder empresarial ao governo de São Paulo. Segundo Alves, Skaf "vem para somar", não para disputar espaço com Chalita. "Por ora, ele vai participar das discussões do futuro do partido, quer participar da vida partidária", diz o líder peemedebista.

"A candidatura de Chalita à Prefeitura de São Paulo é irreversível", complementou o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que também participou do jantar. Os planos de poder do PMDB visam à eleição de Chalita em 2012 e de Skaf em 2014, seja para o Palácio dos Bandeirantes, seja para o Senado.

O PMDB vai investir todas as fichas na candidatura de Chalita à Prefeitura da capital paulista. "Não será nem Marta (Suplicy, do PT), nem (José) Serra (PSDB), 2012 vai ser de Chalita", diz o peemedebista. Quanto à aliança com o PT, Cunha frisa que o PMDB não abrirá mão da cabeça de chapa. "Esperamos que o PT queira indicar o vice. Ou, senão, que nos apoie num segundo turno", disse o parlamentar.

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